terça-feira, 9 de agosto de 2011

Inmetro passará a fiscalizar cargas em portos e aeroportos



O Plano Brasil Maior, com medidas do Governo para incentivar a indústria nacional, investirá em mudanças para a modernização do Inmetro - Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial. A proposta é ampliar o instituto, que passará a atuar também em aeroportos e portos para testar a qualidade dos produtos importados, que terão de respeitar as mesmas regras dos nacionais.

A ideia é acabar com a concorrência desleal, ao evitar que produtos importados sem qualidade continuem disputando espaço com mercadorias nacionais. O Inmetro poderá ter livre acesso às alfândegas nos portos e aeroportos do País.

O órgão também vai ajudar na formulação de acordos de livre comércio, quando os temas forem barreiras técnicas e harmonização de regulamento, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O seu nome mudará para Inmetro - Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia.

Fonte: A Tribuna – Santos/SP

Fábrica da Paccar pode ficar em Ponta Grossa (PR)

daf


A Paccar aproveitará a 18ª edição da Fenatran (Salão Internacional do Transporte), maior evento do gênero na América Latina, para lançar oficialmente a marca de caminhões DAF no Brasil. A montadora vai exibir cinco modelos, em um estande de 600 m², próximo do espaço da Ford Caminhões. “Estamos finalizando as estratégias que cercam a operação e ainda não podemos informar os modelos que serão apresentados”, disse o tesoureiro e porta-voz da Paccar, Robin Easton.


Em entrevista exclusiva a Automotive Business, a Paccar, sediada em Bellevue, nos Estados Unidos, confirmou que vai iniciar a construção da fábrica no Brasil antes do fim deste ano. As negociações com o governo do Paraná estão avançadas e o protocolo de intenções poderá ser assinado em setembro. A planta será construída em uma área de até 3 milhões de m².

O secretário municipal de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional do Paraná, João Luis Kovaleski, diz que a região de Ponta Grossa é a mais forte candidata para receber os investimentos da montadora, estimados US$ 210 milhões. “Além de oferecer bom suprimento de energia elétrica e gás natural, a região permite fácil acesso aos portos do Paraná e de Santa Catarina”, destaca.

Segundo Kovaleski, após a publicação da notícia sobre o empreendimento da Paccar no portal Automotive Business e a reprodução da informação na mídia nacional, a montadora entrou em período de silêncio. Ele já sabe que um grupo de executivos da montadora acerta detalhes com 15 fornecedores brasileiros.

Caminhões DAF

Os planos de nacionalização da Paccar envolvem o lançamento, a partir de 2013, de três diferentes cavalos mecânicos da linha DAF, modelos LF, CF (foto) e XF, com cabines avançadas (“caras-chatas”), predominantes no portfólio das marcas presentes no Brasil. Os veículos são testados há quase dois anos na América do Sul, mas a montadora não revela mais detalhes.

Fonte: Automotive Business

Gollog amplia serviço de carga expressa





A aposta da Gollog, área de transporte de cargas da companhia aérea Gol, no segmento de cargas expressa com o desenvolvimento de novos serviços - como o Gol 10 - e a ampliação no número de lojas para captação de serviços tem dado bons resultados. Neste ano, a área já deve responder por 23% da receita de transporte de cargas da Gollog, informou o diretor de cargas da empresa, Carlos Figueiredo. No primeiro semestre, a receita apurada com o transporte de cargas expressas chegou a 22% do total gerado pela Gollog.


Para se ter uma ideia, no ano passado, 17% da receita com o transporte de carga foi gerada com carga expressa e em 2009 esse percentual foi de 9%. “É uma área que temos muito potencial para crescer, principalmente no segundo semestre. É o período do ano em que mais ocorre movimentação de cargas devido ao período de Natal. Somente no mês de dezembro, a receita gerada com carga expressa na Gollog deverá representar 25% do faturamento total da empresa”, diz o executivo.

A área de cargas está sob o chapéu de outras receitas no balanço financeiro da Gol. No primeiro trimestre, a participação do segmento no faturamento total da companhia aérea foi de 11%.

Em volume, segundo Figueiredo, a participação é pequena, pois são cargas mais específicas, com peso de até 30 quilos e que demandam tempo para a entrega. “Mas são movimentos com maior valor agregado, são produtos eletroeletrônicos, farmacêuticos, confecção, moda e celulares. São volumes pequenos, mas com alto valor agregado”, explicou.

Expansão

No primeiro semestre, a Gollog transportou 38 mil toneladas, um aumento de 15% no comparativo com o mesmo período do ano passado. “Este ano devemos crescer também 15% no faturamento no transporte aéreo de cargas, sendo que boa parte é devido ao aumento das encomendas expressas. Por isso, estamos investindo no crescimento de nossa rede de atendimento”, afirmou Figueiredo.

Neste ano, a Gollog deverá deter 140 unidades em todo Brasil. Hoje, a companhia opera 102 bases no país, sendo duas próprias e o restante no modelo de franquias. “Em 2010, a empresa gerenciava 95 lojas pelo Brasil em sistemas de franquias.” No mapa do território nacional, a companhia está mais concentrada nas regiões Sul e Sudeste. Segundo o executivo, essa estratégia é para obter um crescimento mais rápido.

Fonte: Brasil Econômico

domingo, 7 de agosto de 2011

Fórum discute melhorias para o setor de logística em Jaboatão







O encontro foi realizado na sede da Rapidão Cometa e contou com a participação de empresários do setor

Jaboatão dos Guararapes, hoje é o principal polo logístico de Pernambuco. Para discutir as melhorias que podem ser feitas no município e acelerar ainda mais o crescimento no setor, foi realizado, na manhã desta quinta-feira (04/08), na sede da Rapidão Cometa, um fórum com empresários da área para discutir todas as temáticas referentes ao assunto, desde a área de infra-estrutura até a preparação de mão de obra qualificada.

“Jaboatão hoje já está consolidado como principal polo logístico de Pernambuco, no entanto há alguns pontos que precisam ser melhorados. A convite do prefeito Elias Gomes estamos realizando este fórum para levantar os problemas e buscar as soluções imediatas e com isso deixar o caminho livre para que Jaboatão possa crescer ainda mais na área de logística”, disse Pedro Borba, gerente geral da Rapidão Cometa.

O secretário executivo de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Jaboatão, Jackson Rocha, ressaltou a importância do momento. “Esse é um fato inédito no município. A convite do prefeito Elias, os empresários estão se reunindo hoje para, a partir de um entendimento, elencar o que é mais urgente para a melhoria do setor, no município”, disse.

JABOATÃO 2020 -Fátima Lacerda, secretária de Desenvolvimento da Cidade, explica que a importância da discussão no que diz respeito ao movimento Jaboatão 2020. “Esse fórum já faz parte das discussões que começam na semana que vem e fazem parte do movimento Jaboatão 2020. É uma marca da gestão Elias dialogar com todos os setores para consolidar o que está sendo desenvolvido no município. O fórum será muito importante para começar a pensar Jaboatão com os olhos no futuro”, reforçou.

Infraero confirma que a ampliação do Aeroporto de Campo Grande vai começar no próximo ano



O presidente da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), Antonio Gustavo Matos do Vale, afirmou ao governador André Puccinelli (PMDB) e ao deputado federal Giroto (PR), em reunião no último dia 3, que as obras de ampliação do Aeroporto de Campo Grande vão ser iniciadas no próximo ano.
Giroto, que esteve na reunião de “ajustes finais” dos projetos, realizada em Brasília, ressaltou que a ampliação “vai melhorar a logística aérea do Estado possibilitando o aumento da quantidade de cargas transportadas por este modal e também melhorar o atendimento oferecido aos passageiros”.

O projeto de engenharia prevê duas novas pistas, radar, melhoria no sistema de pistas e pátio de estacionamento de aeronaves, implantação do complexo logístico e recolocação do batalhão de combate e prevenção a incêndios do corpo de Bombeiros e dos terminais de cargas e de passageiros, com objetivo de aumentar a capacidade para transporte de cargas do aeroporto. Também será aumentada a capacidade do estacionamento de veículos. O custo estimado da obra é de R$ 250 milhões e o projeto é conjunto: entre governo estadual, município e Infraero.
Após a reunião, Puccinelli afirmou que foi dada a garantia de que a Infraero está priorizando a ampliação do Aeroporto de Campo Grande, sendo que um núcleo específico de engenharia da autarquia está responsável pelo atendimento das unidades aeroportuárias das cidades que não vão sediar os jogos da Copa do Mundo. “Com certeza, no próximo ano as obras serão iniciadas”, destacou Puccinelli, esclarecendo que o Governo do Estado está cumprindo a parte do projeto sob sua responsabilidade. Participaram da reunião o secretário de Estado de Meio Ambiente, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia (Semac), Carlos Negreiros Said de Menezes; e o sub-secretário de Representação do Estado de MS no Distrito Federal, Luiz dos Santos.

Sascar participa de congresso promovido pela ABTC


Congresso promovido pela Associação Brasileira de Logística e Transporte de Cargas, em Belo Horizonte, termina hoje com palestras sobre logística e liderança


A Sascar finaliza, hoje, sua participação no 12º congresso promovido pela ABTC (Associação Brasileira de Logística e Transportes de Cargas). O evento teve como objetivo debater estratégias para o desenvolvimento do setor de logística e transportes. Paralelamente, aconteceu a Feira Automotiva em que a Sascar teve a oportunidade de demonstrar suas soluções para gestão de frota e telemetria e gestão de risco e logística.
O último dia do Congresso terá palestras do Prof. Paulo Rezende que comenta o tema “A logística como elemento de Crescimento, Competitividade e Produtividade no Século XXI” e Prof. Carlos Alberto Júlio, que fala sobre a ”Velocidade das Mudanças: O Novo Perfil da Liderança”. Palestraram também: César Souza, autor do bestseller “Você é do tamanho dos seus sonhos; Ailton Ricardo Fogos, Chefe de Encomendas dos Correios; e Marilei Menezes, coordenadora de projetos especiais da CNT.
Sobre a Sascar
Com 12 anos de atuação e pioneirismo, a Sascar tem como sócio controlador a GP Investments, líder no mercado de private equity na América Latina. A GP, fundada em 1993, atuou e vem atuando em diferentes setores da economia, incluindo petróleo e gás, internet e tecnologia e logística. A Sascar tem também em sua composição societária o Grupo JCR, que, com 48 anos de existência, reúne empresas que atuam em diferentes segmentos, tais como construção civil, infraestrutura e serviços com base em tecnologia da informação.
Com sócios fortes, experientes e capitalizados, a Sascar está entre as três líderes do mercado de prestação de serviços de localização e monitoramento de veículos via GSM/GPRS e por satélite no Brasil em número de equipamentos instalados e ativos, com uma base de cerca de 210 mil veículos.
Esta posição de mercado é garantida por sua diversificada linha de produtos e serviços, pelo atendimento comercial em todo o Brasil e pela rede de assistência técnica treinada e bem distribuída no território nacional – 230 empresas presentes em 26 Estados e também no DF, que possuem 500 técnicos de campo, sendo 132 pontos fixos de instalação que estão habilitados para atender veículos pesados.
Seu moderno centro de controle conta com mais de 110 posições para pronto-atendimento nacional em casos de emergência, 24 horas por dia, sete dias por semana.

sábado, 6 de agosto de 2011

Piada: "A arte de negociar e ter muito sucesso"

Diálogo entre Pai e Filho
Pai - Escolhi uma moça para voce casar
Filho -Mas, Pai, eu prefiro escolher a minha mulher
Pai - Meu filho, ela é filha do Bill Gates...
FILHO
- Bem, neste caso, eu aceito.

Então, o pai negociador vai encontrar o Bill Gates.

PAI - Bill, eu tenho o marido para a sua filha!
BILL GATES
- Mas a minha filha é muito jovem para casar!
PAI
- Mas este jovem é vice-presidente do Banco Mundial...
BILL GATES
- Neste caso, tudo bem.

Finalmente, o pai negociador vai ao
Presidente
do Banco Mundial.
PAI
- Sr. Presidente, eu tenho um jovem
recomendado para ser vice-presidente do Banco Mundial.
Pres.do Banco Mundial - Mas eu já tenho muitos Vice-Presidentes, mais do que o necessário
PAI - Mas, Sr., este jovem é genro do Bill Gates.
Pres.do Banco Mundial -Neste caso ele pode começar amanhã mesmo
Moral da estória:
Não existe negociação perdida. Tudo depende da estratégia.
'Se um dia disserem que seu trabalho não
é o de um profissional, lembre-se: a Arca de Noé foi construída por amadores; já os profissionais construíram o Titanic..


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Empresários discutem aspectos do comércio eletrônico

Na oportunidade, foram apresentadas as ferramentas necessárias para empreendedores investirem no segmento, além das novidades e exigências dos consumidores

Cada vez mais surgem novas formas de negociar produtos ou serviços ao redor do mundo. Dentre elas, o comércio eletrônico, que teve nos últimos anos um crescimento de 40%, e se tornou um mercado em constante expansão. Percebendo a importância do tema, foi realizado, ao longo desta quinta-feira (4), no Hotel Jatiúca, o Ciclo MPE.net, uma série de seminários voltados para micro e pequenas empresas sobre o e-commerce.


O objetivo do evento é orientar e capacitar os profissionais que já atuam ou desejam atuar nesse mercado para as diversas formas de participação sustentável em economia digital. Na ocasião, estiveram presentes Edilson Flausino, consultor da Câmara Brasileira do Comércio Eletrônico, Renata Fonseca, diretora-técnica do Sebrae em Alagoas, Roberto Mota, gerente comercial dos Correios, entre outros parceiros.

As palestras abordaram temas importantes para o segmento, como Logística Global para o Comércio Eletrônico, Conectividade e Banda Larga, Vendas pela Internet, Gestão de Riscos e Vendas com Cartão de Crédito, Bolsa de Negócios do Sebrae, Compras Coletivas e Publicidade On-line e Marketing Digital.

Segundo Anderson Martins, analista de Comércio Eletrônico dos Correios, o e-commerce pode ser visto como uma atividade fácil, mas não é tão simples como parece. “Existem elementos que devem ser levados em consideração para os empresários que desejam entrar nesse mercado. É imprescindível que quem trabalha nesse ramo conheça os pilares do e-commerce: produtos, pagamento, logística, atendimento e publicidade”, disse.

Aprimorar conhecimentos

Durante o seminário, foram apresentados aos participantes os mecanismos necessários para os empresários se firmarem no comércio virtual, além das diferenças entre o commerce e o e-commerce. Entre as questões básicas para esses empresários está reconhecer que o e-commerce exige uma logística diferenciada, aprimoramento constante dos conhecimentos, planejar e preparar-se para as surpresas e construir parcerias.

Para Flausino, há exigências específicas para o empresário que possui um negócio on-line. “Como, por exemplo, é necessário que eles se mantenham atualizados e conheçam bem cada uma das etapas que compõe a logística do mercado eletrônico, como a gestão de risco e o marketing”, conta.

Ao apontar o crescimento do comércio eletrônico, Renata Fonseca destacou que esse é um universo importante para os empresários de negócios de pequeno porte, afinal, o meio digital é mais um canal de comercialização. “Nós, do Sebrae, percebemos a relevância do e-commerce e compreendemos também que precisamos desenvolvê-lo mais, tendo em vista o amplo mercado que há em Alagoas. Eventos como esse preparam o empresário para as cada vez maiores exigências do consumidor”, afirmou a diretora.

O evento é uma realização da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico e conta com a parceria dos Correios, do Sebrae e do PagSeguro.

Transnordestina fecha primeiros acordos de cargas



Responsável pelo projeto da ferrovia Transnordestina, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) começou a fechar os primeiros contratos de transporte de cargas para a estrada de ferro de 1.728 quilômetros de extensão. Apesar de o início parcial das operações estar previsto somente para o fim do ano que vem, a empresa já assinou memorandos de entendimento para a movimentação de até 16 milhões de toneladas anuais de granéis líquidos, especialmente minério de ferro e gipsita.


Segundo apurou o Valor, o principal acordo foi fechado com o grupo Bemisa, braço minerador do Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas. A empresa detém os direitos de exploração de uma vasta área no sudeste do Piauí, no entorno do município de Paulistana. A exploração da reserva, estimada em 1 bilhão de toneladas, só se tornou economicamente viável com a chegada da ferrovia, que passará pela região.

Trata-se do principal acordo firmado até agora pela Transnordestina Logística (TLSA), empresa controlada pela CSN. Contudo, já há também entendimentos com fabricantes de gesso da região de Araripina, em Pernambuco. Segundo Edison Pinto Coelho, diretor-executivo da TLSA, os memorandos, somados, preveem uma movimentação inicial de 2 milhões de toneladas por ano, podendo chegar a 16 milhões de toneladas anuais quando a ferrovia estiver operando a plena capacidade.

Ele explicou que o preço elevado do minério de ferro no mercado internacional tem encorajado a exploração do solo piauiense, que ainda não começou. "O cenário positivo incentivou e o mercado está se movimentando para ter essa opção logística. A surpresa positiva é que esse movimento está bem maior do que o estimado inicialmente", afirmou o executivo, que se disse impedido de revelar os nomes dos clientes.

Por meio de nota, a Bemisa informou apenas que sua produção no Piauí será iniciada em 2015, com 5 milhões de toneladas, atingindo o dobro deste volume dois anos mais tarde. Fundada em 2007, a empresa tem seus principais projetos em Mato Grosso (fosfato), Goiás (níquel), Bahia (minério de ferro) e Minas Gerais (minério de ferro).

Segundo Coelho, as perspectivas favoráveis de mercado acabaram promovendo o minério ao posto de carga mais significativa no portfólio da Transnordestina, superando a produção de grãos no cerrado do Piauí e do Maranhão, que cresce ano após ano. Além desses dois produtos, a estrada de ferro irá movimentar frutas, derivados de petróleo, fertilizante e álcool. A Transnordestina será capaz de movimentar até 30 milhões de toneladas por ano, volume que poderá ser dobrado com a instalação de pátios intermediários e novas locomotivas.

A projeção atual da TLSA aponta para novembro de 2012 o início das operações do trecho que ligará o município de Eliseu Martins (PI) ao porto de Suape (PE). Segundo o diretor da TLSA, o ramal está com 37% das obras concluídas, bem a frente da ligação entre Missão Velha (CE) e o porto de Pecém (CE), com apenas 2% de conclusão e obras praticamente paralisadas. A previsão de inauguração desse ramal varia entre abril e junho de 2013.

Além dos atrasos causados pela morosidade do processo de desapropriação, o trecho cearense sofre com a escassez de recursos. Segundo Coelho, a demora do governo federal em liberar os financiamentos adicionais, referentes ao reajuste no custo final da ferrovia, está atravancando as obras. Orçada em R$ 5,4 bilhões em 2008, a Transnordestina teve o custo atualizado para R$ 6,5 bilhões, especialmente em razão do custo maior de mão de obra e material.

Ocorre que o novo valor ainda não foi referendado pelo Ministério da Integração Nacional, o que impede que o repasse do montante correspondente ao reajuste. "Está em análise o aumento proporcional dos financiamentos, o que está impondo algumas dificuldades", diz o executivo.

Pela engenharia financeira definida, a CSN arcaria diretamente com 25% do custo total. O governo federal entraria com 18,2% em forma de participação direta no capital da TLSA. Os 56,8% restantes seriam financiados por BNDES (4,2%), Banco do Nordeste (3,3%) e Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (49,3%).


Fonte:Valor Econômico/Murillo Camarotto
Do Recife

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Logística: 56% fazem internamente


Mais da metade (56%) das empresas ainda cuidam das suas atividades de logística internamente e 44% adotam a terceirização como estratégia de negócio, sendo que destes, quase 30% deixam de 6% a 10% de suas atividades logísticas nas mãos dos operadores logísticos.
É o que aponte uma pesquisa do Ibope Inteligência contratada pelo IMAM Feiras e Comércio, promotora da feira de intralogística Movimat.
O estudo mostra ainda que o perfil dos entrevistados mostra que a faixa de maior concentração de profissionais da área está entre 31 e 40 anos (37%) e mais de 44% possuem até 1 ano no cargo.
A pesquisa foi realizada com 70 empresas, de 14 segmentos distintos nas 5 regiões brasileiras.
Foram entrevistados diretores, gerentes e responsáveis pelas áreas de logística, supply chain, industrial e produção de empresas de varejo, atacado, automotiva, petróleo e gás, farmacêuticas, alimentícias, entre outras.
Os entrevistados foram questionados sobre a participação da atividade logística nos custos operacionais e o número de 16% foi identificado como a média.
Porém, quando questionados a respeito de estrutura de custos e se existe cálculos específicos de custos para se chegar nesta estimativa, nota-se que mais de 50% não consideram muitas atividades, que acabam passando despercebidas e consideradas de forma equivocada em outras contas.
“A causa desta não observância passa pela formação profissional e, principalmente, o grau de exigência dos profissionais em relação às oportunidades de otimização. O efeito disto se traduz na dificuldade para justificar maiores investimentos em soluções relacionadas à intralogística”, explica Eduardo Banzato, diretor da Movimat.
A pesquisa também avaliou o grau de conhecimento dos entrevistados em relação ao uso do termo “intralogística”. Cerca de 60% afirmaram conhecer o termo e 20% de todos os entrevistados usam a expressão no dia a dia de suas atividades.

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