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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Qual é o salário do profissional de logística?


A área de logística oferece uma riqueza de carreiras que podem trazer bons lucros e sucesso profissional. Trata-se de um campo altamente estratégico e que tem sido cada vez mais explorado nas empresas, objetivando resultados como redução de custos e maior produtividade. Veja como investir na área por meio dos diferentes cargos de logística disponíveis. Você pode conhecer, avaliar e comparar as variadas funções e profissões, a fim de escolher a que mais se ajusta ao seu perfil.

Por que a carreira de logística tem sido tão atrativa nos últimos anos?

A logística é uma área encarada de forma inovadora já há algum tempo. À medida que foi sendo mais compreendida pelos gestores, ela tornou-se mais estratégica e oportuna. Considerada por alguns especialistas como fonte de desperdícios, o conceito de logística transformou-se — ou, antes, evoluiu —, passando a ser entendido como fundamental para evitar os desperdícios, reduzir custos e gerar lucros.
Durante muito tempo, a área de logística foi interpretada mais como um suporte que como um setor estratégico, limitando-se às operações de carga e descarga. Essa visão mostrou-se insatisfatória, e, por esse motivo, os gestores foram compelidos a rever seus conceitos e paradigmas.
Uma das grandes mudanças na área logística começou com o surgimento da Produção Enxuta, nos Estados Unidos. A partir dela, desenvolveu-se a Logística Enxuta, cuja proposta é reduzir ao máximo os desperdícios relacionados às operações logísticas e à cadeia de suprimentos. Tudo o que não agrega valor aos processos e operações deve ser descartado.
O progresso tecnológico é uma das principais causas para o aquecimento do setor logístico, favorecendo o surgimento de muitos concorrentes em tempo muito curto e exigindo que as empresas aprimorem seus produtos e serviços, procurando novas oportunidades e nichos no mercado.
A logística tem conquistado muito espaço nesse ritmo e nesse cenário modernizado, mas aparecem também mais problemas. É necessário que os gestores das empresas se atualizem e readéquem suas estratégias, passando a adotar, inclusive, novos equipamentos, que deem conta das novas exigências.
Os desafios e as tendências da área tornaram-se, portanto, mais atrativos para diferentes profissionais, especialmente aqueles habilitados na área de administração. Os cargos de logística são uma opção interessante e diversificada para impulsionar a carreira e ganhar mais dinheiro.

Por que investir em uma formação em logística e operações?

Uma das principais razões para optar por uma profissão na área logística é realmente o salário — especialmente porque ainda não existem profissionais qualificados em quantidade suficiente para atender a demanda crescente.
É claro que, à medida que mais pessoas optem por formação na área de logística, a quantidade de profissionais vai aumentar, ou seja, haverá maior oferta e, naturalmente, a tendência é que os salários passem por reajustes e alcancem um equilíbrio.
Contudo, isso é um fato a ocorrer em médio e longo prazo e não de forma imediata. Mesmo assim, considerando que os salários para os cargos mais importantes de logística passem por reajustes e reduções, não quer dizer que eles serão menos atrativos. Eles continuarão sendo bons salários e, quanto mais especializações o profissional tiver, mais oportunidades ele terá no mercado de trabalho e poderá desenvolver sua carreira associada a uma boa remuneração.
Considere que a qualificação em logística é uma vantagem competitiva, pois muitas empresas estão dispostas a pagar mais por um bom profissional e usufruir de melhores resultados no controle dos processos logísticos e da cadeia de suprimentos, em vez de economizar na folha de pagamento e sofrer prejuízos maiores, decorrentes de uma cadeia produtiva mal administrada.
É certo que a logística atual depende de profissionais mais qualificados. Por esse motivo, muitos gestores têm demitido funcionários com baixo nível de formação para contratar pessoas mais especializadas.
Mesmo considerando um profissional com larga experiência na área e com vastos conhecimentos adquiridos no dia a dia, ele está em desvantagem em relação a um profissional com nível superior e mestrado e que tenha cursado um ou mais MBAs em logística no Brasil ou no exterior.

Quais são os principais cargos dentro da área da cadeia de suprimentos?

Em 2017, os cargos de logística mais procurados foram de supply chain e vendas, conforme o Guia Salarial da Robert Half 2017. Esse guia avaliou as tendências de contratação e salários para oito áreas do setor logístico no mercado brasileiro.
Também, foram entrevistados 203 profissionais em logística especializados em supply chain. A maior parte deles (76%) afirmou que acredita que o setor permanecerá em constante crescimento e avançará ainda mais nos anos que seguem.
As empresas desejam encontrar profissionais que saibam trabalhar estrategicamente, aumentando as vendas e contribuindo para maior rentabilidade do negócio, além de serem capazes de oferecer soluções para redução de custos.
Veja os salários para os cargos de logística em 2017 e mais algumas informações sobre cada um.

Auxiliar de logística e suprimentos

É o primeiro passo para quem ingressa no setor logístico. É o profissional responsável por cuidar da entrada e saída de materiais e produtos, controlar o estoque, garantindo o seu abastecimento, monitorar entregas e lançar notas fiscais.
O cargo de auxiliar de logística e suprimentos é uma boa para aprender, na prática, como são feitos os processos básicos e, também, conhecer melhor a empresa, seus princípios, organização, etc.
A faixa salarial varia conforme a região, no entanto, de acordo com a Catho, o salário médio no Brasil é de R$ 1.181.

Técnico em logística

O profissional de nível técnico em logística possui conhecimento mais abrangente em relação ao auxiliar, sendo o responsável por fornecer suporte em todas as atividades operacionais.
Por exemplo, enquanto o auxiliar faz o seu trabalho conforme as práticas da empresa, o técnico é quem planeja e acompanha os processos (transporte, estoque, armazenagem, etc.) e presta atendimento a usuários e clientes.
O salário do profissional de logística desse nível chega a R$ 2.071; segundo dados da Catho, o estado da Bahia é o que oferece a melhor remuneração.

Analista de logística

O analista de logística, como o próprio nome diz, cuida da parte analítica dos processos (operacionais), sendo a peça que acompanha o desempenho, cria as planilhas de controle, analisa compras, etc.
A sua importância no departamento de logística é sempre grande devido a questões estratégicas; as informações coletadas nas análises dão suporte às tomadas de decisão de supervisores, coordenadores, gerentes e diretores.
Quanto ganha um analista de logística no Brasil? Em média R$ 2.678, sendo que no Pará, segundo a Catho, o salário pode alcançar R$ 3.189.

Supervisor de logística

Quem trabalha na supervisão de logística deve estar ligado a tudo o que acontece nos processos de expedição, além de se certificar sobre as condições do estoque, conferir materiais, supervisionar a descarga, etc.
Outra característica importante do supervisor é assumir a responsabilidade na administração e planejamento das atividades. Todo o trabalho do técnico em logística é controlado pelo supervisor.
Evidentemente, o salário para este profissional é mais atrativo: a média no Brasil é de R$ 3.683.

Coordenador de logística

O coordenador de logística exerce liderança no departamento, sendo responsável pela gestão e por todos os processos.
Sendo parte da gerência, o profissional deve ajudar no controle do orçamento, analisar o custo-benefício de prestadores de serviço e acompanhar os índices de desempenho.
Qual é a média salarial do coordenador de logística? Nos estados do Ceará, Rio de Janeiro e Mato Grosso o cargo é mais valorizado, podendo chegar a R$ 4.246. A média, no entanto, é de R$ 4.040.

Coordenador de planejamento e controle de produção

Também chamado de coordenador de PCP, este profissional sistematiza e acompanha as principais atividades do setor, como estoque e fabricação.
Por exemplo, o coordenador de PCP se encarrega de analisar a relação entre produção, máquinas e quantidade ideal de materiais e produtos. Até por isso a demanda pelo coordenador de PCP é ocupada pela indústria.
O destino deste profissional no Brasil costuma ser o estado de São Paulo, onde se concentram muitas empresas do ramo industrial, e a média salarial é de R$ 4.642.

Gerente de compras

A partir daqui você perceberá que os cargos mais altos estão integrados aos negócios, não se limitando às atividades operacionais.
Pelo fato de estabelecer orçamentos, regras e controle sobre os custos, o gerente de compras é o profissional que se compromete a conseguir as melhores negociações para a empresa. Ou seja, é quem analisa as ofertas de produtos e prestações de serviços e, também, quem fecha os pedidos e contratações. Sem dúvidas, um elemento indispensável para o setor.
A média salarial para o gerente de compras é de R$ 5.662. A demanda, por sua vez, parte do setor comercial/varejista.

Gerente de logística

Um gerente de logística, como todo gestor em qualquer ramo de atividade, possui grandes responsabilidades.
Além de planejar todos os processos operacionais, é ele quem atribui funções a cada um dos funcionários do setor e avalia os resultados e os apresenta ao diretor.
O controle financeiro também é algo que cabe ao gerente fazer, portanto, o gerente de logística é quem cobra resultados dos coordenadores e supervisores.
Devido ao grau de responsabilidade, o cargo de gerente de logística oferece ótimos rendimentos, sendo em média R$ 7.070. Em São Paulo o salário é substancialmente maior para este profissional, podendo chegar a R$ 7.505.

Diretor de logística

Já pensou em quantos processos e atividades são necessários para garantir um bom desempenho operacional, gerencial e financeiro dentro do setor de logística?
O diretor de logística é quem trabalha para que tudo isso aconteça. Portanto, ele tem a função de fazer análises abrangentes, tendo como objetivo estudar novas implantações e melhores práticas; em poucas palavras, é quem analisa, identifica e cria soluções.
A média salarial dos diretores de logística no Brasil é de R$ 10.904. Vale a pena o esforço para chegar até a direção, não é mesmo?

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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Como está o mercado de trabalho para formados em logística?

O grande desafio é encontrar profissionais com conhecimento técnico e certificações, o que cria um amplo mercado de trabalho para formados em logística.

Apesar da crise política e econômica que o Brasil vive atualmente, o mercado de trabalho não ficou parado, principalmente para os profissionais de logística e supply chain. Isso porque as empresas estão percebendo que, para “virarem o jogo”, elas precisam de uma cadeia logística bem estruturada, que atenda às demandas de forma eficaz. E o trabalho dos profissionais de logística é fundamental para essa estruturação.
No post de hoje, mostraremos como está o mercado de trabalho, tanto atual como futuro, para os profissionais formados em logística. Não deixe de conferir!
O mercado de trabalho para formados em logística
A demanda para profissionais de logística e supply chain está bastante alta, e continuará assim pelos próximos anos. Uma pesquisa realizada recentemente pela consultoria Robert Half, que entrevistou 230 profissionais de supply chain, mostrou que 76% deles acreditam que o mercado de trabalho para formados em logística manterá o seu atual nível de crescimento ou avançará ainda mais no decorrer dos próximos anos.

Por que a demanda está alta?

O cenário econômico atual exige que a logística integre-se às outras áreas do negócio. Ela não deve ser mais vista como um setor que fica em segundo plano, mas sim como um departamento fundamental para o sucesso do negócio. De nada adianta ter uma equipe de marketing e um setor comercial eficazes, se na hora de entregar as mercadorias, a empresa falha na logística e frustra os clientes captados pelas equipes de geração e fechamento de negócios.
Mesmo em um cenário de crise, uma logística bem planejada pode ser considerada um diferencial competitivo. Somente aquelas empresas que encantarem seus clientes com a sua logística conseguirão ganhar vantagens competitivas e se destacar no mercado. E os gestores sabem muito bem disso. É por isso que, a cada dia que passa, eles colocam mais profissionais formados em logística em sua equipe, para poder colher melhores resultados.

O perfil de profissional de logística mais procurado

Segundo ainda a consultoria Robert Half, o grande desafio das empresas é encontrar profissionais qualificados, com conhecimento técnico e certificações. No entanto, o crescimento da importância da área está abrindo mais mercado de trabalho para formados em logística: cada vez mais faculdades a distância oferecem cursos online de tecnologia em logística e pós-graduação em gestão de logística, que poderão suprir a demanda por profissionais qualificados.

Além da formação, as empresas também estão exigindo que os profissionais tenham:
Boa comunicação;
Capacidade de adaptar-se às mudanças;
Versatilidade;
Habilidade de relacionamento com outras áreas.

Agora que você já sabe que a demanda por profissionais formados em logística está alta, que tal um aperfeiçoamento?

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domingo, 9 de setembro de 2018

Entenda a importância do rastreamento e monitoramento de cargas na logística

Frequentemente encontramos informações a respeito da importância do planejamento de rotas na distribuição de cargas e como ela beneficia as operações. Entretanto, outro ponto que também merece destaque na gestão de transportes é o rastreamento e monitoramento de cargas.


A seguir vamos falar sobre sua importância e por que as empresas devem se preocupar mais com essa atividade. Portanto, continue acompanhando e saiba mais!

Por que o rastreamento e monitoramento de cargas é tão importante?

Além de avaliar se o planejamento de rotas está sendo cumprido, o rastreamento de cargas permite que as transportadoras possam fornecer informações em tempo real para seus clientes a respeito de suas cargas. Assim, também é possível ter conhecimento sobre qualquer ocorrência que possa impactar nos prazos estabelecidos.
Então, outra questão envolvida é a prevenção de furtos, roubos e sequestros nas estradas.
Ainda que essa medida não iniba esse tipo de ação, o rastreamento e monitoramento de cargas permite obter informações mais precisas sobre a localização dos veículos e contribuir com as investigações.

Como esse acompanhamento pode ser feito?

A seguir listamos as principais e mais comuns:
  • GPS: Hoje é possível implantar dispositivos GPS nos veículos e obter a localização em tempo real.
  • Celulares: ainda que essa não seja a melhor opção e esteja sujeita a falhas, muitas empresas ainda realizam o monitoramento de cargas através de contato via celular com os motoristas.
  • Câmeras: existe a possibilidade de monitorar os veículos através de câmeras, que realizam a gravação das imagens durante a viagem. Em alguns casos a implantação desse tipo de sistema inclui a utilização de GPS.
Quais são os principais benefícios proporcionados?
O primeiro deles, como já citamos, é realizar o acompanhamento da rota e a possibilidade de ocorrências que podem resultar em atraso. Também é possível avaliar os percursos e encontrar pontos em que podem ser realizadas melhorias, que podem proporcionar maior eficiência para a logística.
Além disso, é possível acompanhar o desempenho por veículo e por motorista individualmente, analisando casos de quebras ou de desvios e paradas indevidas durante o percursos. Inclusive, todas essas informações reunidas fornecem uma base considerável para que o gestor possa melhorar o seu planejamento logístico.
Portanto, outro ponto importante, que muitas vezes pode ser considerado como um diferencial, é que o rastreamento de cargas permite fornecer informações aos clientes, que passam a poder acompanhar suas cargas em todo o percurso – e não somente no ponto de partida e na entrega ao destino.
Assim, como podemos ver, essa atividade é muito importante para um gestor de frotas e transporte e pode trazer diversos benefícios para as empresas e seus clientes.
Agora, que você já sabe da importância do monitoramento e rastreamento de cargas para a logística, procure saber se sua transportadora adota essa prática, que acabar transmitindo maior segurança e confiabilidade para a contratação do serviço.

Então, como sua empresa lida com essas questões de monitoramento e rastreamento de cargas? Você já sabia da importância dessa atividade para o transporte de cargas? Compartilhe sua opinião conosco através dos comentários!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O papel da logística no canal de distribuição



Um dos pesadelos de uma empresa é saber que o produto que ela fabrica não foi adquirido por falta de disponibilidade no varejo. Com a mudança dos hábitos de compra do consumidor nos últimos anos, que, após a estabilidade econômica, começou a utilizar mais os pequenos e médios varejos para compras pontuais, cresceu também a preocupação das indústrias em chegar aos mais variados pontos de vendas. Lembrando que o pequeno varejo cresceu em média 5% no último ano contra 2% das grandes redes.
 
Hoje, para atender a este novo consumidor, o pequeno e médio varejista que, antes realizava, por exemplo, um pedido semanal da ordem de R$ 500,00, agora, semanalmente, elevou o valor para R$ 700,00, porém com dois pedidos de R$ 350,00. Esta pequena mudança representa uma enorme adaptação para o setor de distribuição.
 
Agora, ao invés de uma única visita semanal, o vendedor precisa realizar duas visitas e duas entregas na mesma semana. Com estoques menores dentro do varejista, o prazo de entrega passou a ser fundamental para que não houvesse ruptura nas prateleiras.
 
Consequentemente, as indústrias passaram a investir, pesadamente, para terem os produtos expostos no maior número possível de gôndolas. E o distribuidor ganhou maior importância e apoio da indústria na mesma medida em que passou a ser mais exigido por uma melhor prestação de serviços na defesa das marcas.
 
Cabe ao distribuidor apoiar à indústria no ponto de venda, oferecendo um mix de produto mais apropriado para cada varejista, com preços competitivos, e garantindo a entrega desses produtos em todo o País, seja em grandes centros urbanos ou em municípios cujo acesso só pode ser feito de barco. A ativação de material promocional e parcerias em ações comerciais também passaram a ser uma expectativa do varejo em relação aos seus distribuidores.
 
Com o aumento da exigência, os distribuidores precisaram desenvolver uma logística impecável, desde a captação, análise comercial e financeira dos pedidos, até a complexa operação para fazer os produtos chegarem ao ponto de venda.
 
O desafio de fazer a entrega com o menor percurso, no menor prazo, sem erros ou inversão de produtos, sem avarias e com o menor custo possível, passou a exigir níveis de eficiência cada vez mais elevados. Dessa forma, nasceram as ferramentas de softwares especializadas, neste segmento, acompanhadas de processos maduros e mais adequados a cada estrutura física e perfil de produtos.
 
O custo da logística, desde o recebimento do produto da indústria, representa mais de 70% do custo total da distribuidora. Nesta parcela, estão contemplados os investimentos com pessoas, equipamentos, tecnologia, estrutura física, veículos, combustível, avarias, roubo etc.
 
Todo investimento que traga melhorias a este processo se paga muito rapidamente. Por isso, o grande crescimento na utilização de WMS (Warehouse Management System), coletores de dados, roteirizadores, rastreadores e todo tipo de metodologia que, aliada a estas ferramentas, aumente a agilidade e segurança do processo.
 
Essas e outras evoluções, cobradas por todos demais elos da cadeia, fazem com que a logística seja cada vez mais o braço direito do distribuidor e que este se fortaleça ainda mais como agente indispensável para fazer funcionar toda a nova e eficaz máquina de produção, abastecimento e consumo.
 
Fonte: Rafael Rojas Filho é diretor da Target Solução em Distribuição

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Queda no custo de logística chega a 70% no Mato Grosso



O modal, que facilitaria o escoamento da produção agropecuária para os portos do Norte do país, garante uma redução de até 74% nos gastos com fretes. A hidrovia nos rios Teles Pires e Tapajós tem sido o principal objetivo da categoria como forma de garantir maior competitividade para agricultores e pecuaristas local.

Em um estudo apresentado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), no trecho, por exemplo, partindo de Sorriso, seguindo para o porto de Santos, via estradas e ferrovia, o produtor desembolsa cerca de R$ 227,15 por tonelada. Já o mesmo trecho, porém, seguindo pela BR-163 e sendo escoado via hidrovia, o custo seria de R$ 60,12 a tonelada. Uma redução de quase 74%¨.

O transporte pela hidrovia do Teles Pires-Tapajós vai proporcionar ao ano uma economia de R$ 2 bilhões em fretes aos produtores.

Um outro aspecto do modal, é que além do custo menor, as hidrovias são menos poluente. Um comboio, por exemplo, com 15 barcaças equivale a 1.050 caminhões. Isto representa menos emissão de CO² (dióxido de carbono), que são gases que causam o efeito estufa.

De acordo com o diretor do Movimento Pró Logística, durante o lançamento do “Hidrovia Já’ que tem como objetivo a discussão e a participação da sociedade, em Sinop, o Departamento de Programas de Transporte Aquaviário do Ministério dos Transportes, confirmou que já está em processo de licitação o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) da bacia do Tapajós. Esse estudo inclui todos os rios, inclusive o Teles Pires, o Juruena e o Arinos.

Conquista
Conforme Vaz, esse é um grande passo que tem animado o setor, uma vez que o EVTEA irá comprovar tudo que já vem sendo dito pelo setor e apresentar as informações sobre a viabilidade da hidrovia, além de identificar exatamente quais são as intervenções necessárias e os custos para implantação. “É uma conquista, pois teremos um pesquisa oficial que irá mostrar a importância da hidrovia”, explica.

Outra luta dos produtores é com relação a construção de eclusas nas obras das hidrelétricas já previstas ou em andamento. Em Sinop, o setor produtivo vem conseguindo por meio de audiências e debates evitar que a hidrelétrica de Sinop saia sem a previsão de construção da câmara para eclusa. Vaz explica que esse passo também é muito importante para a consolidação das hidrovias. De acordo com o representante, a construção de eclusas depois da barragem é muito mais cara e complexa. O valor de uma eclusa construída em conjunto com a obra de uma hidrelétrica representa 7% do valor total. Feita isoladamente passa a custar 30% do valor da hidrelétrica.


Fonte: Portal do Agronegócio

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Competição de logística urbana

Uma competição, a Open Innovation DHL, está disponível online e as inscrições podem ser feitas até dia 28 deste mês pelo site da DHL (www.dhl.com/citylogistics-oi). A intenção é que as ideias e experiências apresentadas sejam posteriormente discutidas em um fórum aberto.

A disputa estará focada em três seguintes categorias: Eficiência Logística em áreas urbanas – Como os fluxos logísticos de bens e serviços podem ser melhorados dentro e fora de ambientes urbanos? Quais futuros desafios logísticos podem ser antecipados e quais tipos de soluções podem ser desenvolvidas para responder a estes desafios?; Cidade “verde” e vida urbana - O que define uma cidade verdadeiramente “verde” e o que é preciso para se tornar uma? Quais são os principais desafios que as cidades enfrentarão na próxima década e que tipos de regulamentos devem ser adotados para enfrentar estes desafios?; e Digital logística – Quais soluções de TI poderiam melhorar a logística no que diz respeito à gestão do tráfego, previsão de tráfego e gestão de armazenagem (entre outros)? Quais são os critérios inovadores por trás dessas possíveis soluções? Qual será a próxima geração de soluções para a área de TI?

Podem participar empresas, acadêmicos, políticos, autoridades públicas e cidadãos para compartilhar idéias e recomendações que possam colaborar na criação e implantação de soluções de logística sustentável em áreas urbanas. Entenda-se por isso as saídas inovadoras que ajudem a reduzir o congestionamento de veículos nos grandes centros urbanos, melhorarem a logística urbana e ofereçam soluções de transporte mais eficientes e sustentáveis.

Em dezembro, os trabalhos serão avaliados por um júri de especialistas de diferentes áreas e formações. Os vencedores do concurso serão revelados no primeiro trimestre de 2012. Os ganhadores do Open Innovation DHL serão premiados com viagens para conhecer a divisão DHL Soluções e Inovações na Europa, Ásia e Américas, e também ganharão prêmios exclusivos DHL e oportunidades de estágios com o grupo.

"Com o rápido crescimento das cidades em todo o mundo, processos de logística aplicados ao sistema de vida urbana tornaram-se cada vez mais desafiadores", diz Steffen Frankenberg, vice-presidente da DHL Soluções e Inovações, empresa do grupo Deutsche Post DHL, líder mundial em logística e transporte expresso.

“Soluções para diminuir o tráfego e tornar as cidades mais verdes são cruciais para o futuro. A DHL sabe que a indústria de transporte desempenha um papel importante e queremos ampliar nossa abordagem de logística urbana, por isso, convidamos pessoas de fora da empresa para contribuir com as suas perspectivas. Com as opiniões de todos, colaboradores, parceiros e sociedade, poderemos identificar melhor os desafios e gerar idéias para o lançamento de novas soluções logísticas. Pedimos somente que os participantes liberem a imaginação e pensem de forma realmente inovadora".


Fonte: eptv.globo.com/terradagente

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Por soja, China fará 'logística' no Brasil


Modernas rodovias cortam as áreas agrícolas chinesas. Das estradas, pode-se ver a concentração de guindastes em vários desses campos. A agricultura perde espaço para as indústrias, que exigem também a formação de novos bairros residenciais. Essa redução de área agrícola pode estar próxima de 100 mil hectares por ano, segundo algumas avaliações.

Industrialização crescente e elevação de renda da população colocam novos consumidores no mercado. Como a produção de importantes produtos para o país, como o milho, evolui 3% ao ano, mas o consumo cresce 5%, o país terá um gargalo à frente. Cientes da demanda crescente por alimentos, os chineses miram o Brasil. Depois de várias tentativas de participação no mercado brasileiro, que foram da produção própria à compra direta de grãos dos agricultores, aprenderam que o "custo Brasil" exige uma tática diferente.

Agora, os chineses dão sinais de que, para ter a garantia de alimentos, devem formar empresas com brasileiros na área de logística -portos, transportes etc.
Foi o que manifestaram a produtores da Aprosoja (que reúne produtores de soja e de milho de Mato Grosso), que estiveram em visita àquele país asiático há uma semana.
A necessidade chinesa é grande, e o Brasil deve se aproveitar desse apetite. É hora, no entanto, de o país não colocar apenas a matéria-prima nas negociações, mas também produtos de maior valor agregado.

As metas das empresas chinesas são ambiciosas.

O grupo Hope Full, que fornece 60% do óleo de soja de Pequim e tem moagem de 3 milhões de toneladas de soja por ano, se prepara para moer 8 milhões. É um dos interessados em investir em logística no Brasil.

A Shiyang Group, criada como produtora de ração, entrou em toda a cadeia de carnes, da produção ao varejo. Deve faturar 6 bilhões de yuans em 2014 (R$ 1,5 bilhão).
Para chegar aos supermercados chineses, essas empresas passam pelo fornecimento de grãos do Brasil.

Fonte: Folha

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A logística brasileira é precária, diz Jayme Campos

Senador do DEM também defende a moralização do DNIT
O senador Jayme Campos (DEM-MT) criticou, nesta quarta-feira (24), a logística brasileira e a classificou como precária.

Durante a sabatina de indicados para diretorias do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), na Comissão de Infraestrutura, Jayme disse que a melhor forma de avançar o desenvolvimento brasileiro é investir no transporte intermodal.

O senador, na inquirição aos indicados, afirmou que um dos modais mais importantes para o fortalecimento do setor é o transporte aquaviário e que, segundo disse, ainda não tem todo o seu potencial devidamente utilizado.

“O transporte fluvial é barato e pode aumentar substancialmente a movimentação de cargas no país. Os benefícios que o Brasil terá quando aumentar o transporte de cargas pelos rios serão enormes”, afirmou.

Reestruturação
Jayme Campos destacou também a necessidade de reestruturação e moralização do DNIT.

“É necessário resgatar a dignidade do órgão, que lamentavelmente está desmoralizado diante da sociedade brasileira”, disse Jayme Campos, cobrando da nova diretoria compromisso de atuar com transparência e isenção.


Fonte: Midianews.com.br

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Setor produtivo de MT mostra preocupação com a logística

Entidades representativas do setor produtivo de Mato Grosso manifestaram preocupação com a saída de um executivo de Mato Grosso da direção geral do Departamento Nacional de Infraestutura (Dnit), Luiz Antônio Pagot, e com os recentes acontecimentos políticos no Ministério dos Transportes.

Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Federação das Indústrias no Estado (Fiemt), Federação do Comércio e Serviços no Estado (Fecomércio), Federação das Associações Comerciais e Industriais do Estado (Facmat) e Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado (FCDL) consideram que Mato Grosso “tem uma logística de escoamento ineficiente”.

O presidente CDL, Paulo Gasparotto, disse que as entidades querem que Mato Grosso “continue sendo visto com os mesmos olhos pelo governo federal. A principal preocupação é com o setor de logística do Estado. A classe produtiva do Estado entende que é de extrema necessidade uma solução para o problema de logística em Mato Grosso e no Centro-oeste, e que o fato requer atenção e providências do poder público, em especial do Ministério dos Transportes, com a recuperação e duplicação de rodovias, além da implantação de ferrovias.

As entidades afirmam que nos últimos anos, com a representatividade de um executivo de Mato Grosso à frente do Dnit, muito se conseguiu avançar na questão logística estadual. “Nós tememos que a saída do Pagot possa prejudicar Mato Grosso. Como reflexo dessa crise todos os processos de licitação foram paralisados por 30 dias. Esperamos o retorno dessas obras”, disse Gasparotto.

O setor produtivo busca o compromisso do governo federal na continuidade dos projetos em andamento. “Caso não haja o compromisso do governo federal e, como consequência, da nova direção geral do Dnit com a continuidade dos projetos, o desenvolvimento da região ficará comprometido”, escrevem as entidades em carta aberta ao governo.

As principais solicitações de retomadas de obras são nas rodovias federais BR-158, no Vale do Araguaia, BR-163 a Cuiabá-Santarém, nas BRs 163/364 no trecho de Rosário Oeste até Rondonópolis, a continuação da implantação da BR-242, a duplicação da BR-163 do Posto Gil até Sinop, a recuperação das rodovias federais que cortam o Estado, e a adequação de acesso às cidades cortadas por essas rodovias. Além disso, solicitam obras estratégicas como as ferrovias Ferronorte e Integração do Centro-oeste (Fico).


Fonte: O Diário de Cuiabá

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Indústria do Sul mobiliza parlamentares pela logística

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) apresenta, nesta sexta-feira (12), ao Fórum Parlamentar Sul o projeto Sul Competitivo, estudo que vai mapear os gargalos logísticos atuais enfrentados pela região Sul, bem como suas possíveis soluções. O vento será às 14h, na Assembleia Legislativa, em Florianópolis, com a presença de deputados federais do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina e deputados estaduais catarinenses.
Segundo informações da assessoria de imprensa da Fiesc, o trabalho tem como objetivo melhorar a infraestrutura logística e ampliar a competitividade das cadeias produtivas dos três estados. O pontapé inicial do projeto foi dado há um mês, quando equipes de trabalho iniciaram as visitas técnicas para diagnosticar a situação atual. O estudo é um projeto conjunto das federações das indústrias do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A empresa Macrologística, de São Paulo, vai identificar as 19 principais cadeias produtivas dos três estados do Sul, a partir dos eixos de transportes que ligam a produção até o cliente final tanto no Brasil quanto no exterior. São cerca de 70 produtos diferentes da origem até o destino.
Vai ser mapeada a integração de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul com os países vizinhos, como Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile. O projeto vai contemplar só as obras que diminuam os custos logísticos da região. Para isso serão selecionados modais de transporte modernos (trilhos com bitolas de 1,60 metros, portos com águas profundas), que de fato trazem uma grande redução de preço do transporte, disse Renato Pavan, sócio da Macrologística. Com o trabalho em mãos, os três estados vão buscar em conjunto recursos para as obras prioritárias para a região e não mais individualmente.
Para tirar o Sul Competitivo do papel vão ser contempladas obras que já estão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), obras previstas nos orçamentos dos estados, além da participação do setor privado. Com base na experiência da empresa ao realizar o estudo Norte Competitivo, Pavan explicou que isso será possível porque o tempo de retorno dos projetos é interessante para o setor privado. No caso do Norte, ficou em torno de quatro anos.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Logística: 56% fazem internamente


Mais da metade (56%) das empresas ainda cuidam das suas atividades de logística internamente e 44% adotam a terceirização como estratégia de negócio, sendo que destes, quase 30% deixam de 6% a 10% de suas atividades logísticas nas mãos dos operadores logísticos.
É o que aponte uma pesquisa do Ibope Inteligência contratada pelo IMAM Feiras e Comércio, promotora da feira de intralogística Movimat.
O estudo mostra ainda que o perfil dos entrevistados mostra que a faixa de maior concentração de profissionais da área está entre 31 e 40 anos (37%) e mais de 44% possuem até 1 ano no cargo.
A pesquisa foi realizada com 70 empresas, de 14 segmentos distintos nas 5 regiões brasileiras.
Foram entrevistados diretores, gerentes e responsáveis pelas áreas de logística, supply chain, industrial e produção de empresas de varejo, atacado, automotiva, petróleo e gás, farmacêuticas, alimentícias, entre outras.
Os entrevistados foram questionados sobre a participação da atividade logística nos custos operacionais e o número de 16% foi identificado como a média.
Porém, quando questionados a respeito de estrutura de custos e se existe cálculos específicos de custos para se chegar nesta estimativa, nota-se que mais de 50% não consideram muitas atividades, que acabam passando despercebidas e consideradas de forma equivocada em outras contas.
“A causa desta não observância passa pela formação profissional e, principalmente, o grau de exigência dos profissionais em relação às oportunidades de otimização. O efeito disto se traduz na dificuldade para justificar maiores investimentos em soluções relacionadas à intralogística”, explica Eduardo Banzato, diretor da Movimat.
A pesquisa também avaliou o grau de conhecimento dos entrevistados em relação ao uso do termo “intralogística”. Cerca de 60% afirmaram conhecer o termo e 20% de todos os entrevistados usam a expressão no dia a dia de suas atividades.

sábado, 9 de julho de 2011

Logística e o agenciamento de cargas

O setor de agenciamento de carga tem evoluído muito, especialmente no que tange à ampliação de sua gama de serviços e das transformações que as empresas agenciadoras sofrem e estão sofrendo ao longo dos anos.

Os agentes de cargas vêm se destacando na montagem de grandes projetos logísticos. São capazes de unir prestadores (modais, profissionais, infraestrutura, etc.) e oferecer mudanças que, de fato, podem transformar a vida das empresas.

logística e o agenciamento de cargasContudo, além de preocuparem-se em montar um excelente projeto, no ato da execução, tudo aquilo que foi desenhado e calculado deverá sair do papel da mesma forma com a qual fora projetado. Ou seja, deverão proporcionar redução de custos e tempo, tornando o produto do cliente cada vez mais competitivo.

Do outro lado estão os clientes, que estão fixos na idéia de redução de custos, mensurando somente a questão financeira, através de processos licitatórios que, na maioria das vezes, não colocam a qualidade em questão. Tais processos licitatórios, que só medem valores, vêm se demonstrando frágeis, trazendo prejuízos às empresas, porque muitos dos vencedores dessas licitações não conseguem realizar os serviços que se propuseram a prestar, causando prejuízos aos clientes.

Na grande maioria das vezes, os agenciadores de carga não possuem caminhões, navios, aviões, terminais portuários e retroportuários. Mesmo não possuindo parte ou todos os elementos necessários, não significa que sejam incapazes de gerenciar um grande projeto, muito pelo contrário, podem e fazem grandes e excelentes trabalhos. Contudo, também deverá ser levado em consideração as empresas parceiras desses agenciadores, pois, inevitavelmente, a execução da operação e o fluxo de informações passarão por essas empresas parceiras.

Não basta ganhar uma concorrência ou atingir o valor solicitado pelo cliente. O que importa é realizar o trabalho com exatidão, de forma financeiramente saudável para ambos. O que não pode, é a montagem de um projeto com empresas parceiras que sejam ineficientes, somente para atingir um target de valor.

Uma empresa que investe em qualidade tem um limite de baixa precificação. Uma empresa que oferece estrutura, pessoal treinado, que possui licenças para transportar e movimentar diversas cargas, que investiram pesado em qualificação, não tem condições de competir em valores com concorrentes que não realizaram os mesmos investimentos.

Vale ressaltar que o agenciador de cargas tem responsabilidades pelas falhas de seus parceiros e, por isso, devem prestar muita atenção às empresas que colocam para executar um projeto de um cliente. Do contrário, dependendo do contrato ou da proposta, fatos e atos poderão ser resolvidos em perdas e danos.
Algumas situações, que de fato acontecem: chegar às instalações de um cliente um veículo sem condições de viagem; não se localizar um caminhão; veículos chegando com atraso; prometer janela em um trem e não ser possível cumprir; escolher um armador, ou uma cia. aérea que não opere com exatidão; escolher um terminal ineficiente que perca embarque de clientes, que cause avarias, que atrasem suas operações.

A logística contemporânea assemelha-se a uma máquina, cujo funcionamento depende de cada interveniente escolhido. Se há um atraso na chegada do caminhão numa fábrica para retirar uma carga, por exemplo, toda sistemática fica comprometida, seja na operação propriamente dita, seja na produção e expedição de uma empresa. Em outras palavras, nada pode falhar, todas as etapas devem ser cumpridas a risca. Por isso é importante oferecer aquilo que se consegue cumprir.


Por: Andre de Seixas  e André Martins – Grupo IRO-LOG Logistics & Trading

terça-feira, 5 de julho de 2011

Sul discute a maior integração de logística do país

Está em gestação um mega estudo sobre a logística da região Sul do País. O “pontapé” inicial foi dado no dia 1º último pelas federações de indústria dos três estados do Sul, Santa Catarina (Fiesc), Rio Grande do Sul (Fiergs) e do Paraná (Fiep). Eles avaliam que será o maior estudo de logística já realizado na região, chamado de Projeto Sul Competitivo. A empresa Macrologística, de São Paulo, vai identificar as 19 principais cadeias produtivas dos três estados do Sul, a partir dos eixos de transportes que ligam a produção até o cliente final tanto no Brasil quanto no exterior. São cerca de 70 produtos diferentes da origem até o destino.


Vai ser mapeada a integração de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul com os países vizinhos, como Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile. O projeto vai contemplar só as obras que diminuam os custos logísticos da região. Para isso serão selecionados modais de transporte modernos (trilhos com bitolas de 1,60 metros, portos com águas profundas), que de fato trazem uma grande redução de preço do transporte, disse Renato Pavan, sócio da Macrologística. Com o trabalho em mãos, os três estados vão buscar em conjunto recursos para as obras prioritárias para a região e não mais individualmente.

Para tirar o Sul Competitivo do papel vão ser contempladas obras que já estão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), obras previstas nos orçamentos dos estados, além da participação do setor privado. Com base na experiência da empresa ao realizar o estudo Norte Competitivo, Pavan explicou que isso será possível porque o tempo de retorno dos projetos é interessante para o setor privado. No caso do Norte, ficou em torno de quatro anos.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Avançam os debates sobre Infraestrutura e Logística

A discussão e a defesa de propostas no Poder Legislativo que permitam o desenvolvimento e a melhoria das condições de infraestrutura do País será a prioridade da Frente Parlamentar de Defesa de Logística do Transporte e Armazenagem (Frenlog), reinstalada nesta quarta-feira (29-6), em Brasília. Esta frente será composta por 202 deputados e 20 senadores, e seu presidente, pela segunda vez seguida, será o deputado Homero Pereira (PR-MT), vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). “Queremos ser facilitadores das ações do Poder Executivo”, enfatizou. A retomada dos trabalhos também foi destacada pelo vice-presidente Diretor da CNA, José Ramos Torres de Melo Filho, responsável pelas questões de infraestrutura e logística na entidade. “É importante saber que teremos onde tratar destes assuntos no Congresso Nacional”, disse.

Muitos temas já estão na pauta de debates da Frenlog. Para Homero Pereira, uma das prioridades é interligar os modais de transportes no Brasil para facilitar o escoamento da produção agropecuária. “Hoje estes modais estão desconectados. Não dá para depender apenas dos caminhões, que ficam sobrecarregados ao transportar a lavoura até os portos. As rodovias, ferrovias e hidrovias precisam se complementar”, afirmou. Ele defendeu também a formação de mais Parcerias Público-Privadas (PPPs) e a flexibilização da Lei 8.666/93, que institui normas para licitações e contratos da administração pública. A rapidez na concessão de licenças ambientais também foi enfatizada pelo deputado, diante da burocracia que existe hoje. “Às vezes se gasta mais tempo para se ter uma licença ambiental do que para tocar uma obra”, justificou.

Outra matéria que será amplamente discutida na Frenlog é a construção de eclusas juntamente com usinas hidrelétricas em rios com potencial navegável. Esta proposta visa facilitar a formação de mais hidrovias, modal considerado mais barato e menos prejudicial ao meio ambiente. “É uma questão fundamental para o agronegócio e que será debatida por pessoas que conhecem o tema e que sabem da necessidade de se permitir maior navegabilidade nos rios”, frisou Torres de Melo. Convidado para a reinstalação da Frenlog, o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Luiz Pagot, afirmou que, nos próximos anos, serão investidos R$ 2,7 bilhões nas hidrovias.

Deste total, R$ 750 milhões serão destinados à hidrovia do Rio Tocantins, R$ 600 milhões para a Tietê-Paraná e R$ 350 milhões na hidrovia do rio São Francisco. O restante será utilizado para estudos que identifiquem os locais de navegabilidade nas bacias hidrográficas. Pagot admitiu também a baixa capacidade de armazenagem no Brasil, que hoje corresponde a 15% da produção, e da necessidade de se fazer mais ferrovia e hidrovias. Reconheceu, ainda, o baixíssimo volume de investimentos em rodovias. Já o vice-presidente da Frente, senador Clésio Andrade (DEM-MG), defendeu maior volume de investimentos em logística e infra-estrutura. “Há países como a Rússia e a China que investem R$ 100 bilhões por ano, enquanto nós comemoramos R$ 20 bilhões”.

A Frente será composta por 202 deputados e 20 senadores e atuará de forma suprapartidária. Além do presidente, deputado Homero Pereira, e do vice, senador Clésio Andrade, a Frenlog terá um coordenador por região. O deputado Irajá Abreu (PSD-TO) será o coordenador na região Norte. No Sul, a coordenação será do deputado Celso Maldaner (PMDB-SC). O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) será o coordenador Região Sudeste, enquanto os deputados Reinaldo Azambuja (PSDB-MS) e Oziel Oliveira (PDT-BA) atuarão junto às regiões Centro-Oeste e Nordeste, respectivamente.

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