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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Bndes prevê investimentos de R$ 116 bi em logística até 2015




O Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) prevê investimentos de R$ 116 bilhões em logística de 2012 a 2015, dos quais um terço será financiado pelo banco. Roberto Zurli, diretor da área de infraestrutura, insumos básicos e estruturação de projetos do BNDES, disse que o valor será puxado pelos pacotes de concessões do governo.
 
Segundo Bernardo Figueiredo, presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), a expectativa é de que os pacotes de concessões de portos e aeroportos sejam anunciados pelo governo juntos, no início de outubro. Figueiredo confirmou que o modelo aplicado nos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília não vai se repetir. A nova modelagem não está definida.
 
Figueiredo rebateu as críticas de que as primeiras concessões de aeroportos tenham sido elaboradas de forma equivocada e disse que o processo foi muito disputado e entraram empresas que se qualificaram, dentro do que foi exigido. No entanto, ele afirmou que os agentes envolvidos, agora, concordam que o processo precisa ser mais exigente.
 
Para os próximos leilões, estamos avaliando fazer uma qualificação mais exigente, de forma que a gente traga realmente quem tem a melhor tecnologia para operação de aeroporto, disse Figueiredo ontem, após apresentar palestra no Fórum Nacional, organizado pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), no BNDES. Apesar disso, Figueiredo frisou que a EPL é contra um eventual processo de pré-qualificação para a participação de empresas nos leilões. Quando faz a pré-qualificação antes, todo mundo sabe quem vai entrar. Então você corre o risco de haver um conluio entre os participantes para formar um preço artificial, afirmou.
 
O pacote de concessões vai ser amplo. O programa que será anunciado é um programa que abrange todo o sistema aeroportuário nacional, disse Figueiredo. O modelo de concessões será mais dirigido aos grandes aeroportos. Temos dúvidas sobre se os pequenos são viáveis ou não.
 
O diretor do BNDES Roberto Zurli destacou que os pacotes de logística já estão gerando forte interesse da iniciativa privada. Temos observado um crescimento bastante significativo de financiamentos para a infraestrutura, disse. Segundo Zurli, os desembolsos do banco para infraestrutura, devem crescer quase 25% este ano, para R$ 23,4 bilhões. Em 2011, o banco desembolsou R$ 19 bilhões para a área.
 
Zurli destacou que os desembolsos do BNDES, apenas em transportes, devem crescer 40% no período, passando de 4,7 bilhões, em 2011, para 23,4 bilhões, em 2012. Já o segmento de ferrovias deve ter alta de 60% dos desembolsos, no mesmo período, atingindo um total de R$ 2,2 bilhões neste ano.
 
O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, afirmou que os investimentos em concessões na área de logística não têm praticamente risco. Segundo ele, a expectativa do governo é que esses investimentos sejam vistos como uma alternativa para os aportes em títulos do tesouro, que estão menos atrativos agora, com a redução da taxa básica de juros (Selic).



Fonte: Investe SP

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Com plano de investir R$ 1 bilhão, B2W espera voltar a crescer



A B2W está confiante de que o plano de investimentos nos próximos três anos marcará o início de uma nova fase para a companhia, apoiada em crescimento de vendas, começando a deixar para trás os entraves que vêm prejudicando os resultados trimestre a trimestre.

A dona dos sites Americanas.com, Submarino e Shoptime anunciou nesta quarta-feira plano de investimentos de mais de R$ 1 bilhão de reais para o período de 2013 a 2015 em tecnologia, inovação e logística. Nesse período, estão previstos dez novos centros de distribuição no país.

Nos últimos dois anos, a empresa investiu para integrar as três plataformas de negócios da empresa, processo que resultou em uma série de problemas operacionais que se refletiram principalmente em atrasos na entrega de produtos.

"Após conclusão de uma importante fase de investimentos, estamos prontos para crescer e estar mais próximos dos clientes", afirmou nesta quarta-feira o diretor de Relações com Investidores da B2W, Fabio Abrate, em teleconferência, a primeira desde que assumiu o cargo, no início mês. "O plano anunciado visa o crescimento de vendas".

Abrate assinalou que, no primeiro semestre, a companhia viu os índices de reclamações de clientes diminuírem conforme as medições realizadas por diferentes órgãos. No caso do Procon-SP, as reclamações caíram 64% ante igual período em 2011.

"Os serviços de entrega melhoraram, mas estamos longe do patamar que desejamos alcançar", disse ele. "Nos próximos três anos, queremos avançar mais na questão de descentralização das mercadorias".

Antes de iniciar os desembolsos para o próximo triênio, a B2W espera investir 90 milhões de reais até o final deste ano, após ter realizado aporte de 180 milhões na primeira metade de 2012. Nos próximos dois meses, serão inaugurados quatro centros de distribuição que, segundo Abrate, "estão na conta" deste ano.

PREJUÍZO MAIOR

A B2W divulgou na madrugada desta quarta-feira prejuízo líquido maior que o esperado no segundo trimestre, de R$ 38,9 milhões, elevando as perdas em 86,1% na comparação com o mesmo período um ano antes.

A expectativa média de seis analistas era de prejuízo de R$ 29,7 milhões no período, segundo pesquisa da Reuters.

A receita líquida cresceu 1,5% ano a ano, para R$ 996,9 milhões.

As ações da empresa de comércio eletrônico registravam forte queda nesta quarta-feira e, às 13h40, despencavam 6,7%, enquanto o Ibovespa caía 0,41%.

Para empresas, oportunidades de negócios chegam a R$ 100 bilhões



A iniciativa privada já não esconde o interesse nos projetos de infraestrutura a serem anunciados pelo governo federal. Na conta das empresas, o informalmente apelidado "PAC das Concessões" vai criar oportunidades de investimentos que podem chegar a R$ 100 bilhões.

A CCR, especializada em concessões de infraestrutura de transporte, informou que enxerga o pacote com "bons olhos". "Há uma intenção do governo para usar os investimentos [privados] em infraestrutura para resolver gargalos. Para todos os participantes desse setor, é algo muito bem-vindo", disse o diretor-financeiro, Arthur Piotto.

"Pelo que ouvimos, o pacote deve gerar oportunidades de R$ 80 bilhões a R$ 100 bilhões. Então cabe muita gente [muitas empresas]", disse. Mesmo que parte dos projetos não seja necessariamente de concessões, mas no modelo de parceria público-privada (PPP), a companhia mantém o interesse. "Temos dois projetos no portfólio [Linha 4-Amarela do metrô paulistano e a Transolímpica, no Rio]. O histórico é bem sucedido e não vemos nenhum problema com isso."

Atuante em concessões de estradas e atividades de logística, a EcoRodovias (também de capital aberto), confirmou interesse no pacote. A companhia já comprou um terminal de cargas em Santos neste ano (Tecondi), e tem interesse em concessões portuárias. A companhia sinalizou a formação de parcerias para fazer frente aos investimentos necessários. "Em aeroportos, já temos a parceria com a [operadora alemã] Fraport ", lembrou Marcelo Guidotti, diretor-financeiro e de relações com o investidor da EcoRodovias.

Embora deva ficar de fora do anúncio de hoje, o aeroporto do Galeão (região metropolitana do Rio de Janeiro) é um dos mais mencionados como oportunidade. "Ainda não sabemos qual será o modelo, mas estamos acompanhando", disse. Caso o modelo do aeroporto seja uma PPP, a EcoRodovias diz manter o interesse.

O diretor de negócios da alemã Fraport, Felix Von Berg, confirmou a jornalistas neste mês o interesse da sociedade no aeroporto de Confins (Minas Gerais) e, principalmente, no Galeão. Quem também já anunciou interesse no Galeão, há uma semana, foi o presidente da Triunfo Participações e Investimentos, Carlo Alberto Bottarelli.

Não só companhias abertas afirmaram o interesse. Em entrevista ao Valor neste mês, o presidente do grupo Galvão, Dario Galvão, anunciou que tem interesse no pacote.

Fonte: Valor Econômico

domingo, 29 de janeiro de 2012

Obra do terminal começará em fevereiro



O terminal ferroviário de Rondonópolis, denominado de Complexo Intermodal de Rondonópolis (CIR), está previsto para começar a ser construído neste mês de fevereiro. Agora estão sendo feitas a marcação e a limpeza de alguns pontos da área, além da finalização da parte burocrática. O empreendimento ocupará uma área de 400 hectares junto à BR-163 (saída para Campo Grande-MS), com a previsão de entrar em operação até o fim do segundo semestre de 2012. A América Latina Logística (ALL), concessionária da ferrovia que chegará ao município, estima o atendimento de mais de 1.200 caminhões por dia e a geração de 3 mil empregos.

A região do terminal ferroviário em Rondonópolis hoje já é considerada expansão urbana. A gerente do Departamento Municipal de Indústria e Comércio, Angela Maria Bandeira Cruz, explica que a Prefeitura tem auxiliado a ALL quanto à agilização dos procedimentos burocráticos necessários antes do começo da construção. Ela destaca a importância do investimento para Rondonópolis, observando que muitas empresas estão se instalando ou procurando se instalar no município em função do terminal. Nesse sentido, ressalta que a Prefeitura vem procurando promover a qualificação profissional de trabalhadores para atender a demanda. “Vai gerar muito emprego!”, reforça.

Conforme a ALL, o terminal de Rondonópolis estará apto para atender as operações de granéis, fertilizantes, combustíveis, cargas industriais e contêineres. A capacidade de carga será de 120 vagões em 6 horas, com operações independentes de carga e descarga e um sistema duplo de carregamento ferroviário, permitindo o embarque simultâneo de dois trens com produtos diferentes.

A empresa pretende transportar em 2013 no complexo em torno de 12 milhões de toneladas, devendo chegar a 15 milhões de toneladas por ano até 2015.

Segundo o superintendente de Projetos Logísticos & Inteligência da ALL, Adriano Bernardi, serão aproximadamente 20 grandes empresas junto ao terminal local. Praticamente todas já assinaram os contratos com a ALL. São importantes players do agronegócio como o Noble Group, trading de commodities, que já iniciou sua construção na área. Já estão definidas 3 distribuidoras de combustível, 1 terminal de container, 2 empresas de fertilizantes, 1 fábrica esmagadora de soja e biodiesel (Noble) e o restante, empresas de commodities agrícolas, como a Bunge.

Com a ferrovia chegando até Rondonópolis, o modal ferroviário ficará mais próximo da região produtora de Mato Grosso. Além do transporte de grãos, combustível e fertilizantes, a ALL informa que tende a crescer a capacitação de cargas frigorificadas e algodão, além de cargas gerais. Adriano Bernardi reforça a importância do complexo para Mato Grosso. “Tornará as exportações do Estado mais competitivas, reduzindo o custo de transporte da fazenda ao porto. A ferrovia chegará mais próxima dos produtores, reduzindo o custo de ponta rodoviária da fazenda ao terminal de transbordo”, destacou.

Fonte: A Tribuna de MT

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tesc investe R$ 11 milhões em infraestrutura e equipamentos


Novo guindaste portuário móvel MHC (Mobile Harbour Crane)

O Terminal Portuário Santa Catarina (Tesc) investiu este ano aproximadamente R$ 11 milhões em infraestrutura e novos equipamentos, com o objetivo de movimentar com mais segurança e agilidade suas cargas no porto de São Francisco do Sul. Um dos investimentos é o guindaste portuário móvel MHC (Mobile Harbour Crane), que está previsto para chegar ao porto em novembro. Com capacidade para 100 toneladas e alcance de até 58 metros, o MHC movimenta com segurança contêineres em navios com até 340 m de comprimento.

Outros equipamentos que também já estão operando no terminal são duas novas máquinas da finlandesa Meclift, com capacidade para movimentar 16 t de carga, capazes de entrar por completo dentro de um contêiner. Outro investimento será a construção de uma câmara para inspeção sanitária climatizada para cargas refrigeradas. As obras têm previsão de término para o começo de dezembro.

Os investimentos fazem parte do Programa Nacional de Dragagem, financiado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O programa escolheu dez importantes portos do Brasil para fazer os investimentos. Para o Porto de São Francisco do Sul foram destinados R$ 100 milhões. A obra que teve início em julho de 2010, prevê o alargamento do canal de acesso do porto, aumentando a profundidade de 12 para 14 m. Hoje aportam em São Francisco do Sul navios com 12 metros de calado e até 306 m de extensão.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Logística determinante para VSB



A logística foi o fator determinante para que a V&M e a Sumitomo trouxessem para o Brasil o investimento de R$ 5 bilhões na construção do complexo siderúrgico VSB, voltado para a fabricação de tubos de aço Premium sem costura em Jeceaba (MG). Na seleção do país para abrigar o projeto, a candidatura brasileira superou concorrentes fortes na área de siderurgia, como a China e a Índia.

Segundo o diretor-geral da VSB, Tancredo Martins, a proximidade do complexo siderúrgico da V&M instalado Minas Gerais fez a diferença. “É importante ressaltar que a VSB também utilizará minério de ferro e carvão vegetal oriundos da VMMN (V&M Mineração) e VMFL (V&M Florestal)”, salientou.

Outra vantagem foi poder contar com expertise da V&M Brasil para a realização do treinamento das equipes empregadas para trabalhar na VSB. O projeto prevê a utilização de 1.600 funcionários e 2.000 terceirizados na operação da fábrica.

A parceria com a Sumitomo, responsável pelo projeto, viabilizou a utilização pioneira na América Latina do equipamento Consteel, que aumenta o controle sobre o processo de fusão do aço, otimizando o consumo de energia e reduzindo o emissão de ruído e particulados.

Martins destacou que alguns equipamentos e processos foram desenvolvidos em conjunto pelos sócios. “A Sumitomo Metals e o Grupo Vallourec já eram parceiros em projetos de P&D há mais de 30 anos no desenvolvimento de conexões premium para o setor de óleo e gás”, contou.

Entre os destaques do projeto está a utilização de um sistema de laminação especial (Premium Quality Finishing), que inclui o maior forno rotativo de aquecimento do mundo e um laminador calibrador com 12 caldeiras.

A VSB fabricará produtos tubulares petrolíferos OCTG (Oil Country Tubular Goods) sem costura em aços carbono e em aços baixa liga, usados na perfuração, no revestimento de poços (casing) e tubos para gasodutos e oleodutos offshore. Os tubos serão produzidos conforme especificações API 5CT e API 5L.

Inaugurada no dia 1° de setembro, a VSB foi projetada para atender o mercado internacional de óleo e gás, em especial o mercado africano. A unidade tem capacidade para produzir 600 mil t de tubos por ano.

Fonte: Energia Hoje

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Centro de logística de 200 milhões de reais será implantado no Norte do Paraná

O governador Beto Richa recebeu nesta terça-feira empresários que vão construir em Cambé, município vizinho de Londrina, um dos maiores condomínios logísticos em implantação em cidades do interior do País.

O empreendimento terá 125 mil metros quadrados e o investimento previsto é de 200 milhões. Beto disse que iniciativas como esta têm total apoio do governo do Estado porque estão em sintonia com a política de promover o desenvolvimento e a industrialização do Paraná de forma homogênea.

O fortalecimento da infraestrutura e da logística é determinante para atrair a instalação de novas indústrias no Paraná e faz parte das prioridades do governo estadual. Um dos parceiros do projeto, o construtor Abílio Menezes, afirmou que esta é a primeira coisa que uma empresa avalia quando pretende iniciar um novo empreendimento.

Na fase da construção dos armazéns modulares são gerados 750 empregos diretos e indiretos a cada 30 mil metros quadrados. Quando em operação, são gerados 600 empregos. A capacidade de o condomínio gerar empregos na região foi destacada pelo prefeito de Cambé, João Pavinato.

A escolha do local para a instalação do condomínio logístico foi estratégica. Fica a 800 metros do trevo entre a PR-445 e a BR-369, o que reduz o deslocamento das mercadorias aos pontos de distribuição e exportação como Cascavel, Foz do Iguaçu e os portos de Paranaguá e de Itajaí.

Juliana Assis, representante da empresa SGO Construções, a maior operadora nacional do setor, com 35 condomínios no Brasil, disse que o empreendimento é um forte atrativo para indústrias se instalarem na região, porque oferece espaço dimensionado de acordo com as necessidades do cliente, serviço de portaria única, refeitório e apoio administrativo.Também participa do projeto a ERefen Construtora, que foi representada no encontro com o governador por Renato Festugato.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

BR Distribuidora investirá R$ 2,2 bilhões em logística até 2015


Os investimentos em logística vão responder por todo o aumento previsto nos aportes que serão feitos pela Petrobras Distribuidora (BR) entre 2011 e 2015, na comparação com o volume de recursos previsto no Plano de Negócios anterior, que abarcava o quinquênio 2010-2014. No total, a subsidiária da Petrobras vai investir R$ 5,2 bilhões entre 2011 e 2015, contra R$ 4,2 bilhões no plano anterior.

O crescimento, de 24%, será concentrado na logística, que vai investir R$ 2,2 bilhões, contra R$ 1 bilhão previsto no Plano de Negócios 2010-2014. Entre os aportes previstos em logística está a construção de oito novas bases de tancagem e a ampliação de outras sete bases já existentes. Esse crescimento tem por objetivo retomar a capacidade de tancagem da companhia, que cresceu 5,9% entre 2005 e 2010, bem abaixo do avanço de 49,2% das vendas.

Entre as novas unidades de tancagem, a BR já estima investimentos de R$ 168 milhões para estocar até 30 milhões de litros na acreana Cruzeiro do Sul e R$ 258 milhões para instalar uma tancagem de 33 milhões de litros em Porto Nacional, no Tocantins. Além dessas duas, a BR estima capacidades novas de 53 milhões de litros na matogrossensse Rondonópolis e 30 milhões de litros em Macapá, ambas ainda sem valor do investimento definido. As outras oito unidades que deverão ser construídas ainda estão em processo de análise de capacidade e valor do investimento.

"Para mantermos o nosso market share [participação de mercado], temos que crescer pelo menos 10% ao ano. E, para isso, temos que cuidar da logística", afirmou o presidente da BR Distribuidora, José Lima de Andrade Neto.

Para este ano, o investimento previsto pela BR é de R$ 1,188 bilhão, dos quais R$ 466 milhões foram realizados no primeiro semestre. Apesar da distância entre o que foi feito na primeira metade do calendário e o que é projetado para o fim deste exercício, Lima vê com boas possibilidades o alcance da meta para 2011.


Fonte: Valor Econômico

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Aeroporto de Maringá receberá R$ 14 milhões em investimentos

Com os R$ 14 milhões, pista do aeroporto será ampliada para 3.750 metros e poderá receber Boeing 747

O secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, José Richa Filho, confirmou ontem a liberação de R$ 14 milhões para a ampliação da pista e melhorias na infraestrutura do Aeroporto Regional de Maringá. Os recursos virão da União (R$ 10 milhões (R$ 3 milhões). O restante, que cabe ao município, já está sendo investido em projetos no terminal.

Richa Filho lembrou que o investimento se justifica pelo crescimento do aeroporto (leia no quadro ao lado). Segundo o superintendente do aeroporto, Marcos Valêncio, a média de passageiros é de 2 mil pessoas por dia.

Não há uma previsão para a liberação dos recursos, mas a prefeitura já iniciou a licitação para a escolha da empresa responsável pelas obras. Os envelopes com as propostas serão abertas no dia 5. O projeto prevê a ampliação da pista para 3.750 metros, o que permitirá a operação de aviões do porte do Boeing 747.

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística frisou que o projeto para ampliação do aeroporto é de longo prazo, mas é uma das prioridades do governo estadual.

"O desenvolvimento acelerado dessa região exige que esses investimentos sejam constantes, tanto por parte do governo estadual quanto do federal", frisou.

Em obras

Algumas melhorias estão sendo executadas no aeroporto, como a ampliação dos banheiros e da sala de embarque. Um segundo aparelho de raio x também está sendo preparado para instalação.

O superintendente do aeroporto assegura que a administração tem buscado soluções de imediato para poder atender a alta demanda que a cidade tem demostrado.

O crescimento do aeroporto, segundo ele,tem despertado o interesse de muitas companhias aéreas, que, segundo o superintendente, têm procurado a administração manifestando a intenção de ampliar o número de voos e de destinos.

Números

90,09% - Foi o aumento no número de passageiros no aeroporto de Maringá nos últimos cinco anos.

315 mil passageiros passaram pelo terminal no primeiro semestre de 2011, um crescimento de 49% em relação ao mesmo período de 2010, mais que o dobro do crescimento nacional, segundo dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata).

A expectativa é que neste ano o aeroporto encerre com fluxo de aproximadamente 675 mil passageiros.

Plano Diretor prevê que até 2030 o Aeroporto tenha capacidade para receber entre 3 e 5 milhões de passageiros por ano.

Fonte: O Diário do Norte do Paraná

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Licitação da ferrovia que passará por Lucas será totalmente refeita


Foto

A licitação para as obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) no trecho entre Campinorte (GO) a Lucas do Rio Verde e também do trecho entre Campinorte (GO) a Água Boa não deve ficar pronta em menos de cinco meses. A previsão foi feita pelo coordenador do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz. Em entrevista ao Só Notícias, ele explicou que este é o prazo necessário para que toda a licitação seja refeita.

Segundo ele, atual licitação, que já estava pronta e na pauta da Valec - empresa estatal do setor de ferrovias, foi suspensa por ter sido realizada em cima de um projeto básico. A presidente Dilma Rousseff determinou, a partir de agora, que todas as licitações de obras passem a ser licitadas em cima dos projetos executivos. Com isso, explica ele, a presidente acredita que poderá diminuir o número de aditivos e o consequente encarecimento na realização das obras.

O coordenador descartou qualquer tipo de atitude do Movimento Pró-Logística ou do setor produtivo de Mato Grosso contra a suspensão desta obra. "Neste momento não há como se fazer nada, enquanto o grupo de diretores definitivos não assumir a Valec e o Dnit. Por que vamos cobrar as pessoas que vão ficar temporariamente nestes cargos?".

Já o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Glauber Silveira, ressaltou que mais uma vez o setor produtivo do Estado está sendo prejudicado pelo governo federal. Para ele, quanto mais demorar a construção desta ferrovia, mais os produtores mato-grossenses vão continuar perdendo em competitividade com outras regiões.

Conforme Só Notícias já informou, o presidente interino da Valec, Antônio Felipe Sanches Costa, determinou a prorrogação por mais 30 dias da suspensão de todos os procedimentos licitatórios de projetos, obras e serviços de engenharia em curso promovidos pelo órgão. Ao todo são quatro procedimentos afetados por esta medida e entre eles está as obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) no trecho entre Campinorte (GO) a Lucas do Rio Verde e também do trecho entre Campinorte (GO) a Água Boa. A decisão está publicada no Diário Oficial da União, que circulou ontem, e atende determinação do Ministério dos Transportes.

Esta mesma obra já havia sido paralisada no final do mês passado por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU). Na oportunidade, o TCU identificou fortes indícios de superfaturamento no projeto para construir a ferrovia. A notificação foi encaminhada ao Ministério dos Transportes. O ministério, através da Valec, havia lançado licitações de vários trechos para serem construídos os trilhos e terminais de cargas.

A Ferrovia Integração Centro-Oeste (FICO), ligando Goiás-Mato Grosso-Rondônia, tem como previsão a construção de um terminal de cargas em Lucas do Rio Verde. A previsão de início da construção era os primeiros meses de 2012, com conclusão de todo o trecho até Lucas do Rio Verde, totalizando 1.040 quilômetros, em 2014. Concluída toda a primeira etapa, a Ferrovia passará pelos municípios de Cocalinho, Nova Nazaré, Água Boa, Canarana, Gaúcha do Norte, Paranatinga, Nova Ubiratã e Sorriso, até chegar a Lucas. A segunda etapa da Ferrovia Centro-Oeste segue até o município de Vilhena (RO). O total de investimentos do Governo Federal, é de R$ 4,1 bilhões para a primeira etapa, e R$ 2,3 bilhões para o trecho Lucas-Vilhena.

Fonte: Só Notícias/Alex Fama (foto: assessoria)

Patrus Transportes anuncia investimentos de R$ 20 milhões

Além de ampliações e aquisição de frota, empresa inaugurou cinco novas unidades em Minas Gerais


A Patrus Transportes, companhia que atua nos segmentos de armazenagem e transporte rodoviário de cargas fracionadas, anunciou investimentos de cerca de R$ 20 milhões na expansões de suas unidades e na inauguração de novas filiais no Estado de Minas Gerais no início de 2011.

A matriz da empresa, localizada na cidade de Contagem, contará, até setembro deste ano, com mais 2.000 m², totalizando 11.000 m² e 68 docas. A estrutura possui pé direito de 12 m e piso para 6 t/m². Além disso, no primeiro semestre de 2011 foram ampliadas também as unidades da Patrus Transportes em Montes Claros (que recebeu novos 1.500 m²), Araxá (600 m²), Poços de Caldas (1.000 m²), Uberaba (1.500 m²), Passos (2.400 m²), Ipatinga (2.500 m²), Varginha (6.300 m²) e Uberlândia (6.000 m²).

A empresa anunciou ainda a abertura de cinco novas unidades em Minas Gerais, nas cidades de Araxá, Poços de Caldas, Montes Claros, Ipatinga e Paracatu. Com as novas estruturas, a Patrus passa a contar com um total de 21 filiais próprias no Estado, proporcionando uma melhor cobertura nos 870 municípios mineiros.

Além de aplicar em suas estruturas, a Patrus Transportes utilizou ainda parte dos investimentos na aquisição de 90 carretas e 50 veículos de médio e pequeno porte, em tecnologia da informação e em treinamento de pessoal.

Segundo o presidente da empresa, Marcelo Patrus, os investimentos fazem parte do objetivo de manter o aumento no faturamento observado no início deste ano, sem perder a qualidade dos serviços prestados. “Crescemos 20% somente no primeiro semestre de 2011 e esperamos alcançar esse mesmo crescimento no segundo semestre. Talvez até um pouco mais, dependendo da economia do País”, projeta o executivo.

Atualmente, a Patrus Transportes possui um total de 64 unidades, que atendem mais de três mil clientes nas regiões Sul e Sudeste e nos Estados da Bahia e do Sergipe.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Fábrica da Paccar pode ficar em Ponta Grossa (PR)

daf


A Paccar aproveitará a 18ª edição da Fenatran (Salão Internacional do Transporte), maior evento do gênero na América Latina, para lançar oficialmente a marca de caminhões DAF no Brasil. A montadora vai exibir cinco modelos, em um estande de 600 m², próximo do espaço da Ford Caminhões. “Estamos finalizando as estratégias que cercam a operação e ainda não podemos informar os modelos que serão apresentados”, disse o tesoureiro e porta-voz da Paccar, Robin Easton.


Em entrevista exclusiva a Automotive Business, a Paccar, sediada em Bellevue, nos Estados Unidos, confirmou que vai iniciar a construção da fábrica no Brasil antes do fim deste ano. As negociações com o governo do Paraná estão avançadas e o protocolo de intenções poderá ser assinado em setembro. A planta será construída em uma área de até 3 milhões de m².

O secretário municipal de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional do Paraná, João Luis Kovaleski, diz que a região de Ponta Grossa é a mais forte candidata para receber os investimentos da montadora, estimados US$ 210 milhões. “Além de oferecer bom suprimento de energia elétrica e gás natural, a região permite fácil acesso aos portos do Paraná e de Santa Catarina”, destaca.

Segundo Kovaleski, após a publicação da notícia sobre o empreendimento da Paccar no portal Automotive Business e a reprodução da informação na mídia nacional, a montadora entrou em período de silêncio. Ele já sabe que um grupo de executivos da montadora acerta detalhes com 15 fornecedores brasileiros.

Caminhões DAF

Os planos de nacionalização da Paccar envolvem o lançamento, a partir de 2013, de três diferentes cavalos mecânicos da linha DAF, modelos LF, CF (foto) e XF, com cabines avançadas (“caras-chatas”), predominantes no portfólio das marcas presentes no Brasil. Os veículos são testados há quase dois anos na América do Sul, mas a montadora não revela mais detalhes.

Fonte: Automotive Business

domingo, 7 de agosto de 2011

Fórum discute melhorias para o setor de logística em Jaboatão







O encontro foi realizado na sede da Rapidão Cometa e contou com a participação de empresários do setor

Jaboatão dos Guararapes, hoje é o principal polo logístico de Pernambuco. Para discutir as melhorias que podem ser feitas no município e acelerar ainda mais o crescimento no setor, foi realizado, na manhã desta quinta-feira (04/08), na sede da Rapidão Cometa, um fórum com empresários da área para discutir todas as temáticas referentes ao assunto, desde a área de infra-estrutura até a preparação de mão de obra qualificada.

“Jaboatão hoje já está consolidado como principal polo logístico de Pernambuco, no entanto há alguns pontos que precisam ser melhorados. A convite do prefeito Elias Gomes estamos realizando este fórum para levantar os problemas e buscar as soluções imediatas e com isso deixar o caminho livre para que Jaboatão possa crescer ainda mais na área de logística”, disse Pedro Borba, gerente geral da Rapidão Cometa.

O secretário executivo de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Jaboatão, Jackson Rocha, ressaltou a importância do momento. “Esse é um fato inédito no município. A convite do prefeito Elias, os empresários estão se reunindo hoje para, a partir de um entendimento, elencar o que é mais urgente para a melhoria do setor, no município”, disse.

JABOATÃO 2020 -Fátima Lacerda, secretária de Desenvolvimento da Cidade, explica que a importância da discussão no que diz respeito ao movimento Jaboatão 2020. “Esse fórum já faz parte das discussões que começam na semana que vem e fazem parte do movimento Jaboatão 2020. É uma marca da gestão Elias dialogar com todos os setores para consolidar o que está sendo desenvolvido no município. O fórum será muito importante para começar a pensar Jaboatão com os olhos no futuro”, reforçou.

Infraero confirma que a ampliação do Aeroporto de Campo Grande vai começar no próximo ano



O presidente da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), Antonio Gustavo Matos do Vale, afirmou ao governador André Puccinelli (PMDB) e ao deputado federal Giroto (PR), em reunião no último dia 3, que as obras de ampliação do Aeroporto de Campo Grande vão ser iniciadas no próximo ano.
Giroto, que esteve na reunião de “ajustes finais” dos projetos, realizada em Brasília, ressaltou que a ampliação “vai melhorar a logística aérea do Estado possibilitando o aumento da quantidade de cargas transportadas por este modal e também melhorar o atendimento oferecido aos passageiros”.

O projeto de engenharia prevê duas novas pistas, radar, melhoria no sistema de pistas e pátio de estacionamento de aeronaves, implantação do complexo logístico e recolocação do batalhão de combate e prevenção a incêndios do corpo de Bombeiros e dos terminais de cargas e de passageiros, com objetivo de aumentar a capacidade para transporte de cargas do aeroporto. Também será aumentada a capacidade do estacionamento de veículos. O custo estimado da obra é de R$ 250 milhões e o projeto é conjunto: entre governo estadual, município e Infraero.
Após a reunião, Puccinelli afirmou que foi dada a garantia de que a Infraero está priorizando a ampliação do Aeroporto de Campo Grande, sendo que um núcleo específico de engenharia da autarquia está responsável pelo atendimento das unidades aeroportuárias das cidades que não vão sediar os jogos da Copa do Mundo. “Com certeza, no próximo ano as obras serão iniciadas”, destacou Puccinelli, esclarecendo que o Governo do Estado está cumprindo a parte do projeto sob sua responsabilidade. Participaram da reunião o secretário de Estado de Meio Ambiente, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia (Semac), Carlos Negreiros Said de Menezes; e o sub-secretário de Representação do Estado de MS no Distrito Federal, Luiz dos Santos.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Transnordestina fecha primeiros acordos de cargas



Responsável pelo projeto da ferrovia Transnordestina, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) começou a fechar os primeiros contratos de transporte de cargas para a estrada de ferro de 1.728 quilômetros de extensão. Apesar de o início parcial das operações estar previsto somente para o fim do ano que vem, a empresa já assinou memorandos de entendimento para a movimentação de até 16 milhões de toneladas anuais de granéis líquidos, especialmente minério de ferro e gipsita.


Segundo apurou o Valor, o principal acordo foi fechado com o grupo Bemisa, braço minerador do Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas. A empresa detém os direitos de exploração de uma vasta área no sudeste do Piauí, no entorno do município de Paulistana. A exploração da reserva, estimada em 1 bilhão de toneladas, só se tornou economicamente viável com a chegada da ferrovia, que passará pela região.

Trata-se do principal acordo firmado até agora pela Transnordestina Logística (TLSA), empresa controlada pela CSN. Contudo, já há também entendimentos com fabricantes de gesso da região de Araripina, em Pernambuco. Segundo Edison Pinto Coelho, diretor-executivo da TLSA, os memorandos, somados, preveem uma movimentação inicial de 2 milhões de toneladas por ano, podendo chegar a 16 milhões de toneladas anuais quando a ferrovia estiver operando a plena capacidade.

Ele explicou que o preço elevado do minério de ferro no mercado internacional tem encorajado a exploração do solo piauiense, que ainda não começou. "O cenário positivo incentivou e o mercado está se movimentando para ter essa opção logística. A surpresa positiva é que esse movimento está bem maior do que o estimado inicialmente", afirmou o executivo, que se disse impedido de revelar os nomes dos clientes.

Por meio de nota, a Bemisa informou apenas que sua produção no Piauí será iniciada em 2015, com 5 milhões de toneladas, atingindo o dobro deste volume dois anos mais tarde. Fundada em 2007, a empresa tem seus principais projetos em Mato Grosso (fosfato), Goiás (níquel), Bahia (minério de ferro) e Minas Gerais (minério de ferro).

Segundo Coelho, as perspectivas favoráveis de mercado acabaram promovendo o minério ao posto de carga mais significativa no portfólio da Transnordestina, superando a produção de grãos no cerrado do Piauí e do Maranhão, que cresce ano após ano. Além desses dois produtos, a estrada de ferro irá movimentar frutas, derivados de petróleo, fertilizante e álcool. A Transnordestina será capaz de movimentar até 30 milhões de toneladas por ano, volume que poderá ser dobrado com a instalação de pátios intermediários e novas locomotivas.

A projeção atual da TLSA aponta para novembro de 2012 o início das operações do trecho que ligará o município de Eliseu Martins (PI) ao porto de Suape (PE). Segundo o diretor da TLSA, o ramal está com 37% das obras concluídas, bem a frente da ligação entre Missão Velha (CE) e o porto de Pecém (CE), com apenas 2% de conclusão e obras praticamente paralisadas. A previsão de inauguração desse ramal varia entre abril e junho de 2013.

Além dos atrasos causados pela morosidade do processo de desapropriação, o trecho cearense sofre com a escassez de recursos. Segundo Coelho, a demora do governo federal em liberar os financiamentos adicionais, referentes ao reajuste no custo final da ferrovia, está atravancando as obras. Orçada em R$ 5,4 bilhões em 2008, a Transnordestina teve o custo atualizado para R$ 6,5 bilhões, especialmente em razão do custo maior de mão de obra e material.

Ocorre que o novo valor ainda não foi referendado pelo Ministério da Integração Nacional, o que impede que o repasse do montante correspondente ao reajuste. "Está em análise o aumento proporcional dos financiamentos, o que está impondo algumas dificuldades", diz o executivo.

Pela engenharia financeira definida, a CSN arcaria diretamente com 25% do custo total. O governo federal entraria com 18,2% em forma de participação direta no capital da TLSA. Os 56,8% restantes seriam financiados por BNDES (4,2%), Banco do Nordeste (3,3%) e Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (49,3%).


Fonte:Valor Econômico/Murillo Camarotto
Do Recife

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Veloce deve faturar R$ 160 mi com a coleta programada



Há apenas dois anos no mercado, a Veloce Logística, braço de negócios do Pátria Investimentos voltado a operações de transporte de cargas internacionais para os setores automobilístico e de bens de consumo, tem comemorado excelentes resultados e deve fechar o ano com um faturamento até 20% superior ao do ano passado, que foi estimado em cerca de R$ 140 milhões. Além disso, a perspectiva de Paulo Guedes, presidente da Veloce, é de ampliar a atuação da companhia, assunto que está sendo analisado com atenção pela empresa, que está de olho em áreas como a de eletroeletrônicos, entre outras.

Categórico, Paulo Guedes afirma que a economia está acelerada, e tudo indica que este ano a empresa deverá chegar ao final deste ano com receita de R$ 160 milhões, devido ao crescimento do mercado de entrega programada. "O Brasil, de acordo com dados do Banco Mundial, tem gastos com o setor de logística equivalentes a de 12% a 13% do Produto Interno Bruto (PIB), ao ano. Uma parte da movimentação é feita por conta própria nas empresas, porém a parte terceirizada é substancial - justamente a do papel do operador logístico."

Segundo ele, a empresa foi criada em agosto de 2009, e atualmente a VeloceLogística conta com 15 unidades operacionais no Brasil e na Argentina. Entre seus clientes estão montadoras, como a General Motors (GM) - que lhe premiou como Melhor Operadora Logística no Brasil e na Argentina -, além de Toyota, Fiat, Honda, Renault. Há, ainda, clientes de peso, como os fabricantes de bens de consumo Bimbo, Unilever, Sancor, Nívea e Procter & Gamble. "Fazemos a coleta de cerca de 3 mil peças por mês para levar peças para a GM na Argentina. Isso significa, por exemplo, mais ou menos 450 viagens de caminhão", afirma o presidente da empresa. Ele comenta, porém, que o serviço é abrangente, pois além do transporte da carga a Veloce também fica responsável por cuidar de questões como a da reembalagem, além de toda a documentação internacional.

Setor

Apesar de a empresa estar em plena ascensão, ao ser questionado sobre um possível apagão logístico no mercado brasileiro, o executivo da Veloce comenta que existe, sim, preocupação com relação a questões como a infraestrutura, devido a inúmeras estradas terem dificuldades, principalmente porque a malha rodoviária vem crescendo a galope nos últimos anos. "Vemos a capacidade esgotada no maior complexo portuário do País, o Porto de Santos. E também no de Paranaguá, em época de escoamento de soja. Os aeroportos também têm problemas, pois há casos de espera de até 90 minutos para se pegar uma mala no desembarque", afirmou.

Outro problema, continua o presidente da Veloce, diz respeito às condições econômicas. "É preciso ver com atenção as questões no Japão, nos EUA, na China. No Brasil, a taxa de juros inibe o consumo, a inflação precisa ser controlada, mas por enquanto temos bastante reservas e estamos protegidos", estima.
Com cerca de 500 funcionários e 475 carretas, a Veloce atua em todos os elos da cadeia logística: armazenagem, coleta programada, distribuição, transporte nacional e internacional, transporte interplantas e documentação. Já em seu primeiro ano de atuação, a Veloce obteve um crescimento 15% acima do estimado e foi finalista do prêmio REI, outorgado pela Revista Automotive Business aos melhores operadores logísticos do ramo automotivo.

Além disso, a empresa promoveu, no mês passado, um evento para premiar os principais fornecedores com relação à sustentabilidade, com o Prêmio Destaq.

Concorrência
Ainda no transporte de cargas, outra região que tem atraído a atenção de modo relevante para as empresas internacionais de logística é Santa Catarina, tanto que o Porto de Itajaí recebeu, no fim de julho, a visita de uma delegação de executivos e clientes da Hellmann Worldwide Logistics, empresa global do segmento de logística que está montando uma unidade de negócios na região.

A empresa já opera no Porto de Itajaí, denominada Hellmann do Brasil, sendo o braço da multinacional formado por cinco escritórios próprios, apenas três dos quais estão fora de São Paulo: Rio, Curitiba e Itajaí. No Brasil, a empresa tem soluções em transportes internacionais, especializada no setor automobilístico. A infraestrutura do Complexo Portuário do Itajaí, aliada à sua localização estratégica, foi fundamental para que a Hellmann optasse pela cidade, dizem especialistas.

Na área de equipamentos e serviços para a indústria offshore de petróleo e gás natural, a novidade é com a OSX Brasil, que planeja ter o maior estaleiro das Américas em parceria com a sócia Hyundai Heavy Industries, em São João da Barra, no Rio de Janeiro, de olho no atendimento a potenciais demandas adicionais de novos clientes do setor de óleo e gás que atuam no Brasil.

Fonte: DCI

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Nova fábrica de caminhões da Mercedez deve multiplicar empregos




A fábrica de caminhões da Mercedes, mesmo sendo a transformação de uma unidade já existente, é, sem dúvidas, a vedete da retomada dos investimentos em Juiz de Fora.

O valor do investimento, de R$ 450 milhões, perde para os R$ 520 milhões que a Votorantim está investindo na construção de uma unidade para fazer, a partir de reciclagem, recuperação de metais como zinco e cádmio, mas a decisão da empresa alemã de passar a fazer caminhões na fábrica mineira encerra mais de uma década de indefinição e de frustração na cidade. Atualmente, 400 trabalhadores estão sendo treinados em São Bernardo do Campo e outros 40 foram receber treinamento especial na Alemanha.

A partir do primeiro trimestre de 2012, segundo a Mercedes, começam a sair de Juiz de Fora os primeiros extrapesados Actros produzidos no Brasil. Além do Actros, será montado também em Juiz de Fora o Acello, menor caminhão produzido pela Mercedes no Brasil. Segundo Izidro Penatti, diretor da fábrica de Juiz de Fora, o Acello sai da linha de produção de São Bernardo do Campo este ano.
Embora os Actros só entrem em produção comercial no Brasil em 2012, já é possível ver muitos deles enfileirados no pátio da fábrica. Eles estão sendo importados da Alemanha já montados e são levados a Juiz de Fora para serem adaptados às normas brasileiras. A fábrica também nacionaliza os furgões Sprinter, feitos na Argentina.

A unidade da Mercedes em Juiz de Fora nasceu em 1998 para produzir o Classe A, carro que não emplacou no Brasil e teve sua fabricação encerrada em 2005. Na iminência de ser fechada, passou a servir para a montagem e exportação do luxuoso CLC.

Além da elevação do teto dos galpões para comportar os 3,6 metros de altura da cabine do Actros, a área construída da fábrica está sendo ampliada de 140 mil metros quadrados para perto de 200 mil metros. A Mercedes alegou questões de segurança durante a obra para vetar a visita às obras.

As fornecedoras de componentes Randon e Maxion já estão se instalando dentro da área e o diretor da fábrica disse que uma terceira fabricante de autopeças será anunciada ainda este mês. Nos próximos meses, o número de fornecedores deve se aproximar de oito, o mesmo total que havia na época do Classe A.

Penatti explica que a atração de fornecedores para o terreno da fábrica depende da expansão da área construída com essa finalidade, que na época do Classe A era de 30 mil metros quadrados. Ele ressaltou que a localização da unidade facilita o recebimento de peças de fabricantes instalados próximos às fábricas de caminhões da MAN e da Iveco (Fiat), em Resende (RJ) e Sete Lagoas (MG).

A expectativa na cidade é que no médio prazo esse total de fornecedores instalados dentro e fora da fábrica cresça muito mais. A gaúcha Comil, fabricante de carrocerias para ônibus, já está com um pé na cidade e o terreno da sua futura fábrica, um investimento de R$ 86 milhões, fica ao lado da Mercedes, à margem da BR-040. Francisco Campolina, presidente regional da Fiemg, avalia que o número de empresas que vai se instalar dentro ou em torno da fábrica da Mercedes ficará entre 30 e 40, empregando cerca de 2 mil pessoas.

Henrique Almeida, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Zona da Mata e funcionário da Mercedes há 13 anos está eufórico. A entidade calcula que o poder multiplicador da montadora, mais outros projetos do setor metal-mecânico em instalação na cidade, vai fazer o número de metalúrgicos na cidade passar dos atuais 8 mil para 15 mil a 16 mil.

A Mercedes tem hoje 835 empregados diretos e 400 terceirizados, segundo Penatti, devendo ampliar esses números a partir do segundo semestre de 2012, quando a linha de montagem dos caminhões estiver completa.

Bem próximo à Mercedes a Codeme empresa de estruturas metálicas para prédios e galpões, que tem a Usiminas entre seus acionistas, está construindo uma grande fábrica, com investimento de R$ 95 milhões e 30 mil metros quadrados de área construída. Segundo o diretor Ronaldo Tortorelli, a fábrica deverá começar a operar a partir de outubro ou novembro, gerando 400 empregos diretos e produzindo 3 mil toneladas mensais de estruturas de aço.

Fonte: Valor Econômico

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Teoria das Restrições – como investir em logística

A Teoria das Restrições como método para análise e decisão de investimentos em logística

Autores: Leandro Callegari Coelho, Neimar Follmann, Carlos Taboada, Camila Zago, Cíntia Callegari Coelho

Em muitas situações, buscando aumento de lucro ou da participação no mercado, as empresas fazem investimentos  em  diferentes  áreas  sem  a  correta  análise  da  viabilidade  e  do  resultado  que  o investimento deverá  trazer. Neste artigo aborda-se a situação da  logística, que nas últimas décadas passou de um centro de custos para uma área estratégica, capaz de agregar valor ao produto e/ou serviço.  Isto, porém, vem sendo  feito de  tal maneira que muitas organizações destinam  recursos, às vezes, exagerados e desnecessários. Com base na visão sistêmica de que a organização como um todo deve ser o motor gerador de  lucro e que os diferentes setores são  interligados e  interdependentes, e utilizando conceitos da Teoria das Restrições para avaliar qual dos elos do sistema está limitando o poder de ganho,  tem-se o objetivo de demonstrar uma  forma de análise que  justifique a decisão de fazer investimentos na área de logística.


A pressão do mercado e o empreendedorismo levam muitos empresários a fazer investimentos em suas organizações com o objetivo de se firmar e conseguir êxito. Os objetivos podem ser desde ampliar a possibilidade de lucros através de uma maior oferta de produtos, até uma melhoria significativa da qualidade dos processos e produtos, o que deve, também, refletir no lucro. Ocorre, no entanto que em alguns casos os resultados não são os esperados e há, inclusive, situações em que toda a empresa é prejudicada por um projeto não ter produzido o efeito desejado. Entre eles encontram-se os investimentos em logística.

Atualmente podem ser encontradas, na literatura, as mais diversas soluções para a logística. Fala-se desde aplicações matemáticas complexas até um posicionamento estratégico diferenciado, passado pela implantação de caros softwares de gestão, chegando à necessidade de agregar valor ao produto junto ao cliente. O que deixa dúvidas é quando realmente vale a pena investir em logística. Ou seja, quando que um investimento em logística fará com que a empresa ganhe mais dinheiro.

Partindo-se de uma análise sistêmica, visualizando-se as empresas como um conjunto de processos interdependentes, percebe-se que, em muitos casos, as empresas estão focando seus esforços onde, ainda, não trazem o retorno por elas objetivado. Analisar um projeto ou um investimento com base numa visão sistêmica pode contribuir na prevenção contra possíveis ilusões gerenciais construídas ao longo dos tempos.

Sabendo-se que existe uma dependência entre os processos e que estes fazem parte de um sistema, pode-se concluir que é preciso melhorar o  desempenho daquele processo cuja capacidade estiver disponível em menor quantidade e que esteja limitando toda a empresa de ganhar mais dinheiro. Para isto, no entanto, existem alguns desdobramentos financeiros, para os quais será utilizada a base proposta pela teoria das restrições (TOC –  Theory of Constraints).

As dúvidas que surgem, então são: quando se deve investir em logística? Como deve ser analisada a logística para defini-la como destino dos recursos financeiros? Quais resultados ela deve gerar? As respostas a estas perguntas, além de outras conclusões decorrentes da análise proposta, tornarão os gestores mais resistentes aos modismos do convívio gerencial.

Tem-se, assim, por objetivo sugerir uma análise sistêmica como método auxiliar na decisão sobre quando uma empresa deve ter seus recursos destinados ao investimento em logística. São utilizados os conhecimentos da Teoria das Restrições como meio para tornar a análise lógica e simplificada. A estrutura inicia com a visão sistêmica, passando pela teoria das restrições e a logística, chegando ao assunto principal, que é a decisão sobre investir em logística. E então são tecidos alguns comentários conclusivos sobre o tema discutido.

Leia o artigo completo clicando aqui.

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