segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Qual é o salário do profissional de logística?


A área de logística oferece uma riqueza de carreiras que podem trazer bons lucros e sucesso profissional. Trata-se de um campo altamente estratégico e que tem sido cada vez mais explorado nas empresas, objetivando resultados como redução de custos e maior produtividade. Veja como investir na área por meio dos diferentes cargos de logística disponíveis. Você pode conhecer, avaliar e comparar as variadas funções e profissões, a fim de escolher a que mais se ajusta ao seu perfil.

Por que a carreira de logística tem sido tão atrativa nos últimos anos?

A logística é uma área encarada de forma inovadora já há algum tempo. À medida que foi sendo mais compreendida pelos gestores, ela tornou-se mais estratégica e oportuna. Considerada por alguns especialistas como fonte de desperdícios, o conceito de logística transformou-se — ou, antes, evoluiu —, passando a ser entendido como fundamental para evitar os desperdícios, reduzir custos e gerar lucros.
Durante muito tempo, a área de logística foi interpretada mais como um suporte que como um setor estratégico, limitando-se às operações de carga e descarga. Essa visão mostrou-se insatisfatória, e, por esse motivo, os gestores foram compelidos a rever seus conceitos e paradigmas.
Uma das grandes mudanças na área logística começou com o surgimento da Produção Enxuta, nos Estados Unidos. A partir dela, desenvolveu-se a Logística Enxuta, cuja proposta é reduzir ao máximo os desperdícios relacionados às operações logísticas e à cadeia de suprimentos. Tudo o que não agrega valor aos processos e operações deve ser descartado.
O progresso tecnológico é uma das principais causas para o aquecimento do setor logístico, favorecendo o surgimento de muitos concorrentes em tempo muito curto e exigindo que as empresas aprimorem seus produtos e serviços, procurando novas oportunidades e nichos no mercado.
A logística tem conquistado muito espaço nesse ritmo e nesse cenário modernizado, mas aparecem também mais problemas. É necessário que os gestores das empresas se atualizem e readéquem suas estratégias, passando a adotar, inclusive, novos equipamentos, que deem conta das novas exigências.
Os desafios e as tendências da área tornaram-se, portanto, mais atrativos para diferentes profissionais, especialmente aqueles habilitados na área de administração. Os cargos de logística são uma opção interessante e diversificada para impulsionar a carreira e ganhar mais dinheiro.

Por que investir em uma formação em logística e operações?

Uma das principais razões para optar por uma profissão na área logística é realmente o salário — especialmente porque ainda não existem profissionais qualificados em quantidade suficiente para atender a demanda crescente.
É claro que, à medida que mais pessoas optem por formação na área de logística, a quantidade de profissionais vai aumentar, ou seja, haverá maior oferta e, naturalmente, a tendência é que os salários passem por reajustes e alcancem um equilíbrio.
Contudo, isso é um fato a ocorrer em médio e longo prazo e não de forma imediata. Mesmo assim, considerando que os salários para os cargos mais importantes de logística passem por reajustes e reduções, não quer dizer que eles serão menos atrativos. Eles continuarão sendo bons salários e, quanto mais especializações o profissional tiver, mais oportunidades ele terá no mercado de trabalho e poderá desenvolver sua carreira associada a uma boa remuneração.
Considere que a qualificação em logística é uma vantagem competitiva, pois muitas empresas estão dispostas a pagar mais por um bom profissional e usufruir de melhores resultados no controle dos processos logísticos e da cadeia de suprimentos, em vez de economizar na folha de pagamento e sofrer prejuízos maiores, decorrentes de uma cadeia produtiva mal administrada.
É certo que a logística atual depende de profissionais mais qualificados. Por esse motivo, muitos gestores têm demitido funcionários com baixo nível de formação para contratar pessoas mais especializadas.
Mesmo considerando um profissional com larga experiência na área e com vastos conhecimentos adquiridos no dia a dia, ele está em desvantagem em relação a um profissional com nível superior e mestrado e que tenha cursado um ou mais MBAs em logística no Brasil ou no exterior.

Quais são os principais cargos dentro da área da cadeia de suprimentos?

Em 2017, os cargos de logística mais procurados foram de supply chain e vendas, conforme o Guia Salarial da Robert Half 2017. Esse guia avaliou as tendências de contratação e salários para oito áreas do setor logístico no mercado brasileiro.
Também, foram entrevistados 203 profissionais em logística especializados em supply chain. A maior parte deles (76%) afirmou que acredita que o setor permanecerá em constante crescimento e avançará ainda mais nos anos que seguem.
As empresas desejam encontrar profissionais que saibam trabalhar estrategicamente, aumentando as vendas e contribuindo para maior rentabilidade do negócio, além de serem capazes de oferecer soluções para redução de custos.
Veja os salários para os cargos de logística em 2017 e mais algumas informações sobre cada um.

Auxiliar de logística e suprimentos

É o primeiro passo para quem ingressa no setor logístico. É o profissional responsável por cuidar da entrada e saída de materiais e produtos, controlar o estoque, garantindo o seu abastecimento, monitorar entregas e lançar notas fiscais.
O cargo de auxiliar de logística e suprimentos é uma boa para aprender, na prática, como são feitos os processos básicos e, também, conhecer melhor a empresa, seus princípios, organização, etc.
A faixa salarial varia conforme a região, no entanto, de acordo com a Catho, o salário médio no Brasil é de R$ 1.181.

Técnico em logística

O profissional de nível técnico em logística possui conhecimento mais abrangente em relação ao auxiliar, sendo o responsável por fornecer suporte em todas as atividades operacionais.
Por exemplo, enquanto o auxiliar faz o seu trabalho conforme as práticas da empresa, o técnico é quem planeja e acompanha os processos (transporte, estoque, armazenagem, etc.) e presta atendimento a usuários e clientes.
O salário do profissional de logística desse nível chega a R$ 2.071; segundo dados da Catho, o estado da Bahia é o que oferece a melhor remuneração.

Analista de logística

O analista de logística, como o próprio nome diz, cuida da parte analítica dos processos (operacionais), sendo a peça que acompanha o desempenho, cria as planilhas de controle, analisa compras, etc.
A sua importância no departamento de logística é sempre grande devido a questões estratégicas; as informações coletadas nas análises dão suporte às tomadas de decisão de supervisores, coordenadores, gerentes e diretores.
Quanto ganha um analista de logística no Brasil? Em média R$ 2.678, sendo que no Pará, segundo a Catho, o salário pode alcançar R$ 3.189.

Supervisor de logística

Quem trabalha na supervisão de logística deve estar ligado a tudo o que acontece nos processos de expedição, além de se certificar sobre as condições do estoque, conferir materiais, supervisionar a descarga, etc.
Outra característica importante do supervisor é assumir a responsabilidade na administração e planejamento das atividades. Todo o trabalho do técnico em logística é controlado pelo supervisor.
Evidentemente, o salário para este profissional é mais atrativo: a média no Brasil é de R$ 3.683.

Coordenador de logística

O coordenador de logística exerce liderança no departamento, sendo responsável pela gestão e por todos os processos.
Sendo parte da gerência, o profissional deve ajudar no controle do orçamento, analisar o custo-benefício de prestadores de serviço e acompanhar os índices de desempenho.
Qual é a média salarial do coordenador de logística? Nos estados do Ceará, Rio de Janeiro e Mato Grosso o cargo é mais valorizado, podendo chegar a R$ 4.246. A média, no entanto, é de R$ 4.040.

Coordenador de planejamento e controle de produção

Também chamado de coordenador de PCP, este profissional sistematiza e acompanha as principais atividades do setor, como estoque e fabricação.
Por exemplo, o coordenador de PCP se encarrega de analisar a relação entre produção, máquinas e quantidade ideal de materiais e produtos. Até por isso a demanda pelo coordenador de PCP é ocupada pela indústria.
O destino deste profissional no Brasil costuma ser o estado de São Paulo, onde se concentram muitas empresas do ramo industrial, e a média salarial é de R$ 4.642.

Gerente de compras

A partir daqui você perceberá que os cargos mais altos estão integrados aos negócios, não se limitando às atividades operacionais.
Pelo fato de estabelecer orçamentos, regras e controle sobre os custos, o gerente de compras é o profissional que se compromete a conseguir as melhores negociações para a empresa. Ou seja, é quem analisa as ofertas de produtos e prestações de serviços e, também, quem fecha os pedidos e contratações. Sem dúvidas, um elemento indispensável para o setor.
A média salarial para o gerente de compras é de R$ 5.662. A demanda, por sua vez, parte do setor comercial/varejista.

Gerente de logística

Um gerente de logística, como todo gestor em qualquer ramo de atividade, possui grandes responsabilidades.
Além de planejar todos os processos operacionais, é ele quem atribui funções a cada um dos funcionários do setor e avalia os resultados e os apresenta ao diretor.
O controle financeiro também é algo que cabe ao gerente fazer, portanto, o gerente de logística é quem cobra resultados dos coordenadores e supervisores.
Devido ao grau de responsabilidade, o cargo de gerente de logística oferece ótimos rendimentos, sendo em média R$ 7.070. Em São Paulo o salário é substancialmente maior para este profissional, podendo chegar a R$ 7.505.

Diretor de logística

Já pensou em quantos processos e atividades são necessários para garantir um bom desempenho operacional, gerencial e financeiro dentro do setor de logística?
O diretor de logística é quem trabalha para que tudo isso aconteça. Portanto, ele tem a função de fazer análises abrangentes, tendo como objetivo estudar novas implantações e melhores práticas; em poucas palavras, é quem analisa, identifica e cria soluções.
A média salarial dos diretores de logística no Brasil é de R$ 10.904. Vale a pena o esforço para chegar até a direção, não é mesmo?

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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Como está o mercado de trabalho para formados em logística?

O grande desafio é encontrar profissionais com conhecimento técnico e certificações, o que cria um amplo mercado de trabalho para formados em logística.

Apesar da crise política e econômica que o Brasil vive atualmente, o mercado de trabalho não ficou parado, principalmente para os profissionais de logística e supply chain. Isso porque as empresas estão percebendo que, para “virarem o jogo”, elas precisam de uma cadeia logística bem estruturada, que atenda às demandas de forma eficaz. E o trabalho dos profissionais de logística é fundamental para essa estruturação.
No post de hoje, mostraremos como está o mercado de trabalho, tanto atual como futuro, para os profissionais formados em logística. Não deixe de conferir!
O mercado de trabalho para formados em logística
A demanda para profissionais de logística e supply chain está bastante alta, e continuará assim pelos próximos anos. Uma pesquisa realizada recentemente pela consultoria Robert Half, que entrevistou 230 profissionais de supply chain, mostrou que 76% deles acreditam que o mercado de trabalho para formados em logística manterá o seu atual nível de crescimento ou avançará ainda mais no decorrer dos próximos anos.

Por que a demanda está alta?

O cenário econômico atual exige que a logística integre-se às outras áreas do negócio. Ela não deve ser mais vista como um setor que fica em segundo plano, mas sim como um departamento fundamental para o sucesso do negócio. De nada adianta ter uma equipe de marketing e um setor comercial eficazes, se na hora de entregar as mercadorias, a empresa falha na logística e frustra os clientes captados pelas equipes de geração e fechamento de negócios.
Mesmo em um cenário de crise, uma logística bem planejada pode ser considerada um diferencial competitivo. Somente aquelas empresas que encantarem seus clientes com a sua logística conseguirão ganhar vantagens competitivas e se destacar no mercado. E os gestores sabem muito bem disso. É por isso que, a cada dia que passa, eles colocam mais profissionais formados em logística em sua equipe, para poder colher melhores resultados.

O perfil de profissional de logística mais procurado

Segundo ainda a consultoria Robert Half, o grande desafio das empresas é encontrar profissionais qualificados, com conhecimento técnico e certificações. No entanto, o crescimento da importância da área está abrindo mais mercado de trabalho para formados em logística: cada vez mais faculdades a distância oferecem cursos online de tecnologia em logística e pós-graduação em gestão de logística, que poderão suprir a demanda por profissionais qualificados.

Além da formação, as empresas também estão exigindo que os profissionais tenham:
Boa comunicação;
Capacidade de adaptar-se às mudanças;
Versatilidade;
Habilidade de relacionamento com outras áreas.

Agora que você já sabe que a demanda por profissionais formados em logística está alta, que tal um aperfeiçoamento?

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domingo, 9 de setembro de 2018

Entenda a importância do rastreamento e monitoramento de cargas na logística

Frequentemente encontramos informações a respeito da importância do planejamento de rotas na distribuição de cargas e como ela beneficia as operações. Entretanto, outro ponto que também merece destaque na gestão de transportes é o rastreamento e monitoramento de cargas.


A seguir vamos falar sobre sua importância e por que as empresas devem se preocupar mais com essa atividade. Portanto, continue acompanhando e saiba mais!

Por que o rastreamento e monitoramento de cargas é tão importante?

Além de avaliar se o planejamento de rotas está sendo cumprido, o rastreamento de cargas permite que as transportadoras possam fornecer informações em tempo real para seus clientes a respeito de suas cargas. Assim, também é possível ter conhecimento sobre qualquer ocorrência que possa impactar nos prazos estabelecidos.
Então, outra questão envolvida é a prevenção de furtos, roubos e sequestros nas estradas.
Ainda que essa medida não iniba esse tipo de ação, o rastreamento e monitoramento de cargas permite obter informações mais precisas sobre a localização dos veículos e contribuir com as investigações.

Como esse acompanhamento pode ser feito?

A seguir listamos as principais e mais comuns:
  • GPS: Hoje é possível implantar dispositivos GPS nos veículos e obter a localização em tempo real.
  • Celulares: ainda que essa não seja a melhor opção e esteja sujeita a falhas, muitas empresas ainda realizam o monitoramento de cargas através de contato via celular com os motoristas.
  • Câmeras: existe a possibilidade de monitorar os veículos através de câmeras, que realizam a gravação das imagens durante a viagem. Em alguns casos a implantação desse tipo de sistema inclui a utilização de GPS.
Quais são os principais benefícios proporcionados?
O primeiro deles, como já citamos, é realizar o acompanhamento da rota e a possibilidade de ocorrências que podem resultar em atraso. Também é possível avaliar os percursos e encontrar pontos em que podem ser realizadas melhorias, que podem proporcionar maior eficiência para a logística.
Além disso, é possível acompanhar o desempenho por veículo e por motorista individualmente, analisando casos de quebras ou de desvios e paradas indevidas durante o percursos. Inclusive, todas essas informações reunidas fornecem uma base considerável para que o gestor possa melhorar o seu planejamento logístico.
Portanto, outro ponto importante, que muitas vezes pode ser considerado como um diferencial, é que o rastreamento de cargas permite fornecer informações aos clientes, que passam a poder acompanhar suas cargas em todo o percurso – e não somente no ponto de partida e na entrega ao destino.
Assim, como podemos ver, essa atividade é muito importante para um gestor de frotas e transporte e pode trazer diversos benefícios para as empresas e seus clientes.
Agora, que você já sabe da importância do monitoramento e rastreamento de cargas para a logística, procure saber se sua transportadora adota essa prática, que acabar transmitindo maior segurança e confiabilidade para a contratação do serviço.

Então, como sua empresa lida com essas questões de monitoramento e rastreamento de cargas? Você já sabia da importância dessa atividade para o transporte de cargas? Compartilhe sua opinião conosco através dos comentários!

sábado, 11 de abril de 2015

Grupo G10 passa a contar com empresa de rastreamento

O Grupo G10 companhia que atua no segmento de transporte rodoviário, anunciou em março a inclusão de uma nova empresa no conglomerado, a G10 Monitoramento, que nasceu a partir da aquisição de uma franquia da Link Monitoramento.




O objetivo é rastrear toda a frota, composta por 2.220 veículos, contando com o serviço dentro do próprio grupo, para proporcionar mais segurança e agilidade à atividade. Os valores investidos na abertura da nova empresa não foram divulgados.

Até então a frota do Grupo G10 era monitorada pela Link Monitoramento. Com a novidade, os profissionais que atuam no serviço passam a ser da própria G10 Monitoramento. Além disso, a nova empresa oferece o serviço a terceiros, tanto pessoas jurídicas como físicas, com o rastreamento de qualquer tipo de veículo.

O serviço é realizado por meio de um chip instalado no veículo, que envia dados à central de monitoramento, que opera 24 horas por dia. São recebidas informações como desvio de rota, por exemplo, que pode incorrer no bloqueio do veículo.

Para o diretor do G10 Monitoramento, Antônio Carlos Nascimento, o rastreamento garante, principalmente, a segurança dos colaboradores. "Uma situação importante é no caso de roubo, em que o motorista pode acionar o botão de pânico. Dessa forma, conseguimos ajudá-lo, mandando auxílio ao motorista e dando a segurança necessária", explica.

Além da G10 Monitoramento, fazem parte do Grupo G10 as empresas Transpanorama, Transfalleiro, Cordiolli, Rodofaixa, VMH, G10 Transportes, G10 Auto Posto, Florescer, CTQT e G10 Seminovos.

domingo, 14 de setembro de 2014

TAM Cargo aumenta oferta de vôos cargueiros na rota Guarulhos-Manaus

Com novas frequências, empresa prevê aumento de 5% no volume mensal de cargas transportado no trajeto.

Para ampliar o transporte aéreo de cargas entre um dos principais polos industriais e de tecnologia e o maior centro consumidor do país, a TAM Cargo anuncia um reforço da sua operação na rota São Paulo/Guarulhos-Manaus. Em agosto, a TAM Cargo iniciou operações cargueiras diárias, partindo da capital amazonense para o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos. Em outubro, os horários dos vôos serão ajustados e a empresa passará a oferecer dois vôos cargueiros matinais: às terças, quartas, quintas, sextas e sábados, saindo de Guarulhos para Manaus, com o intuito de melhorar as características dos serviços para o atendimento à demanda da região.

Com as alterações, a empresa passará a oferecer 17 frequências (voos de ida e volta) por semana, na rota. O Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos tem importância estratégica para a malha aérea da TAM Cargo, pois é o seu principal hub no Brasil, para a distribuição de encomendas às principais regiões do país. Ao todo, a unidade de cargas do grupo LATAM está presente em 42 aeroportos brasileiros, realiza coleta em mais de 300 municípios e entrega em mais de 3.000 cidades.

O mercado São Paulo/Guarulhos-Manaus é atendido, hoje, por aeronaves cargueiras modelo Boeing 767, que possuem capacidade para 50 toneladas e, também, por aeronaves comerciais mistas da frota da TAM Linhas Aéreas, que transportam passageiros e cargas. "Nossa expectativa é um crescimento de 5% no volume mensal de cargas transportado nessa rota, no último trimestre do ano, com o aumento da frequência e as adaptações no horário", afirma o Gerente Comercial de Cargas Domésticas - Brasil da TAM Cargo, Diogo Elias.

Desde 2013, a TAM Cargo tem investido fortemente em sua infraestrutura para o mercado brasileiro. Em novembro do ano passado, inaugurou um terminal de cargas em Manaus que, em 13 mil m² e 5.000 m² de área construída, passou a ser o maior da empresa no território nacional. Para o primeiro trimestre de 2015, a companhia espera entregar um novo terminal, com 20 mil m², no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos. Esses investimentos em infraestrutura, no valor de R$ 45 milhões, fazem parte de um plano de expansão da TAM Cargo no país.

Fonte: Revista Mundo Logística

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Sem novidades, exportações brasileiras não devem crescer em 2014

A previsão da Associação de Comércio Exterior do Brasil é de que as exportações brasileiras diminuam 0,4% em 2014
O próximo ano não trará novidades no cenário exportador brasileiro, dizem especialistas. Estimativas da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) apontam queda de 0,4% em relação a 2013, ficando em aproximadamente US$ 239 bilhões. Além disso, os principais produtos que sustentam a estatística – minérios de ferro, commodities (mercadorias) agrícolas, petróleo – devem permanecer os mesmos.
No entanto, a avaliação da AEB sobre a balança comercial para 2014 é mais otimista. Considerando um superávit de US$ 704 milhões em 2013, a instituição prevê aumento de 926% no próximo ano, alcançando US$ 7,2 bilhões. O resultado é explicado pela diminuição de importações, sobretudo pela elevação da taxa cambial. A opinião também é compartilhada pelo professor de Economia da UFRJ Luiz Carlos Prado. “Foi um ano atípico”, diz.
A balança comercial, no entanto, terá superávit de US$ 7,2 bilhões, segundo a AEB. A elevação da taxa cambial diminuirá as importações, mas também a rentabilidade dos produtos agrícolas exportados
Um dos produtos responsáveis por isso foi o petróleo. O produto em sua forma bruta reduzirá as exportações em aproximadamente 37% ao final desse ano em relação a 2012, totalizando US$ 12,8 bilhões. Prado indica as paralisações na produção como grandes responsáveis pela queda. A perspectiva, no entanto, é de que esses problemas não ocorram com frequência em 2014, o que contribuiria para a recuperação das exportações. A AEB aponta crescimento de 49,6%, ou seja, ficará em US$ 19,2 bilhões.
As exportações de commodities agrícolas são preocupantes para 2014. O preço dos produtos, que são fixados pelo mercado internacional, não sofrem grandes mudanças. No entanto, os valores do comércio exterior brasileiro devem ser impactados pela desvalorização do real. A queda pode ser compensada por novos recordes de safras de várias mercadorias.
Novos recordes de safras estão previstos para o próximo ano, o que pode compensar a queda nos valores das exportações de commodities agrícolas
Por que as exportações não crescem
Confirmadas as projeções da AEB para 2014 e as estimativas para dezembro, o Brasil terá manutenção de valores de exportação pelo terceiro ano consecutivo. Em 2012 e 2013, os números foram de US$ 242,5 bilhões e US$ 239,9 bilhões, respectivamente. Para Prado, o aumento de exportações depende mais do comportamento do mercado mundial do que os esforços brasileiros. “O mundo não cresce muito. Não há expansão de renda em muitos países”, afirma.
Após ano ruim para a exportação do petróleo brasileiro, o produto deve ter recuperação em 2014. A AEB projeta crescimento de 49,6%

Por outro lado, Otto Nogami, professor de Economia do Insper, afirma que as exportações brasileiras não crescem por uma soma de problemas, entre eles a falta de investimentos públicos e privados no setor produtivo e a ineficácia no transporte das mercadorias. Nogami acredita em uma balança comercial negativa em 2014. “As características do comércio exterior brasileiro mostram que, exportando mais, o país passa a também importar mais”.

Fonte: Terra.com

sábado, 2 de novembro de 2013

Os novos desafios dos centros de distribuição

Artigo escrito por HÉLCIO FERNANDO LENZ
Introdução
Da atração e retenção de profissionais até o atendimento a requisitos legais, passando pela constante pressão por produtividade, a gestão de um centro de distribuição no cenário de negócios atual é um assunto cada vez mais desafiador. Qual é a real capacidade produtiva do meu centro de distribuição (CD)? E como aumentá-la, quando há falta de profissionais no mercado? Quais são os funcionários mais produtivos em cada processo?
Este artigo se propõe a abordar estas questões e a explorar o potencial da tecnologia da informação como parte da resposta.
Sobre os CDs
São raros os profissionais que, atuando no ramo de logística, nunca escutaram alguma insinuação sobre os armazéns de materiais serem um “mal necessário”. Ora, o próprio BALLOU (2004) afirma que “Para conseguir a coordenação perfeita entre o fornecimento e a demanda, a produção teria de responder instantaneamente e o transporte teria de ser perfeitamente confiável, com tempo de entrega zero. Isto não está disponível para uma empresa a custos razoáveis. Consequentemente, as empresas usam estoques para melhorar a coordenação da oferta-procura e para reduzir os custos totais.”
O mesmo BALLOU (2004) ressalta que “Uma empresa usa o espaço de estocagem por quatro razões básicas: (1) para reduzir custos de transporte e de produção, (2) para coordenar oferta e demanda, (3) para auxiliar no processo de produção, e (4) para ajudar no processo de marketing”. O que temos observado atualmente é que as empresas mais avançadas em sua gestão logística estão aumentando o foco da administração de seus CDs nos itens 3 e 4 citados por BALLOU como forma de conseguir gerar valor a partir dos seus CDs. Coaduna BANZATO (2003) ao sustentar que “Num esforço para atender ao novo desafio da armazenagem, as operações do armazém estão mudando. Os centros de distribuição assumem uma perspectiva mais ampla, o que lhes permite enxergar que o cliente é uma pessoa real e que exige cada vez mais qualidade nos serviços prestados.”
E na sua empresa, o CD é um problema ou é uma peça-chave da estratégia corporativa?
Mas se a necessidade de manter estoques leva as empresas a criar armazéns e/ou centros de distribuição, desejados ou não, resta o fato de que estes precisam ser administrados da melhor forma possível. E isto passa por adicionar serviços de valor agregado que melhorem o atendimento ao cliente, reduzam custos e, assim, transformem os CDs de centro de custo em pilar de sustentação da estratégia empresarial.
A questão da mão de obra
Um assunto recorrente é a falta de mão de obra para trabalhar nos armazéns, tanto no nível operacional quanto em funções especializadas.
De um lado, o constante crescimento econômico do País gera, pelo consequente crescimento das empresas, um natural aumento na demanda por mão de obra. Já por outro lado, o aumento da escolarização dos profissionais e a própria oferta mais diversificada de opções de trabalho estão dificultando o processo de contratação e retenção de pessoas para as funções operacionais, o que é preocupante e, muitas vezes, oneroso.
A gestão da mão de obra vem se tornando uma das grandes dificuldades no seu dia a dia?
Desta feita, as empresas estão se defrontando com o desafio de atrair e reter bons profissionais, sem sobrecarregar seus custos operacionais. E cabe realçar aqui a importância do “reter” nesta equação. Sabemos que todo novo operador apresenta uma curva de aprendizado, baixa produtividade e maior chance de erros no período de treinamento e adaptação à nova empresa, de tal forma que a rotatividade, se elevada, tem impactos importantes nos custos da empresa e no serviço ao cliente.
A rotatividade de pessoas tem afetado a produtividade e o desempenho de sua operação?
Algumas empresas têm passado a oferecer pacotes mais atrativos de salário e benefícios, com o intuito de atrair e reter profissionais. Se, por um lado, esta abordagem tem se mostrado adequada sob a ótica da gestão de pessoas, o mesmo não pode ser dito sob a ótica do cliente – afinal, é ele quem irá pagar pelo custo mais alto, e em troca de qual benefício? Assim, esta forma simplista de tratar a questão não tem se mostrado a mais eficiente, uma vez que acarreta perda de competitividade da empresa no mercado. É imperativo que a solução seja mais equilibrada, que proporcione também benefícios, e não apenas aumento de custos.
Uma solução que algumas outras empresas vêm adotando para esse dilema é a remuneração variável por produtividade, tanto como fator motivacional para reduzir a rotatividade de funcionários, quanto para incentivar o aumento da produtividade. Essa forma de remuneração se baseia no estabelecimento de metas e na mensuração de seu atingimento, de forma individual e coletiva. A busca pela fatia adicional (variável) de renda por parte dos operadores vem causar um aumento de produtividade que compensa o custo adicional gerado pela renda variável. Um típico ganha-ganha, em que a empresa se torna mais atrativa por oferecer possibilidade de renda maior – já que o trabalhador ganha com a renda ­variável e meritocrática, e o cliente, com o aumento de produtividade.
Com a remuneração variável, os trabalhadores se sentem motivados na execução de suas tarefas, visto que serão recompensados de forma justa de acordo com o seu desempenho. Esse modelo também reforça o perfil inovador e audacioso procurado pelas empresas em seus colaboradores.
Mas, embora esta forma de remuneração possa trazer ótimos resultados para a operação, há o desafio de que seja justa com todos os colaboradores, sob pena de gerar um efeito contrário ao desejado: desmotivação e baixa moral, por descrédito do sistema de remuneração variável.
200_Quadro-1---Comparativo-de-produtividade-entre-trabalhadores
O desafio é: como mensurar a produtividade nas atividades do armazém de forma justa?
Analisando o Quadro 1, por exemplo, qual operador apresenta melhor desempenho e deve ser melhor remunerado?
Embora possa parecer óbvio para alguns que o Colaborador A tenha produzido mais, aqueles que têm ou já tiveram responsabilidade pela gestão de um CD sabem que não é tão simples assim. Não é possível indicar qual dos operadores foi mais produtivo considerando somente as informações acima. É necessário avaliar a dificuldade de cada operação, o tamanho e o peso dos itens movimentados, as distâncias e eventuais restrições físicas em cada área de trabalho. O próprio formato de um material pode torná-lo mais fácil ou complexo de ser manuseado e acomodado.
Este é o grande desafio, e um requisito fundamental na remuneração variável por produtividade: ser capaz de criar metas adequadas e de mensurá-las de forma justa, gerando o efeito ganha-ganha – quanto mais o operador ganhar, mais a empresa será beneficiada.
Para chegarmos ao resultado justo na análise, é preciso identificar alguns parâmetros como área de trabalho, tipo de equipamento utilizado, peso e volume do item, distância percorrida para movimentar os produtos e características que podem dificultar o manuseio.
Segundo a HighJump Software, baseada em resultados observados em sua base de clientes, a gestão eficiente da mão de obra e o uso de remuneração variável trazem aumento de produtividade em torno de 45% para as empresas.
Para poder mensurar essa produtividade com mais precisão e maior justiça, é preciso contar com o apoio da tecnologia da informação, e para isso já existem sistemas especializados, conhecidos como LMS (Labor Management System, na tradução, Sistema de Gerenciamento de Mão de Obra).
De acordo com DESTRO (2011), a adoção de sistemas para Gerenciamento de Mão de Obra “proporciona uma melhora significativa no desempenho operacional, pois permite uma padronização dos melhores métodos para execução das atividades e incentiva o melhor aproveitamento do tempo real de utilização da mão de obra para realização de tarefas, além de permitir definir a alocação da pessoa certa, na atividade certa, no momento certo. Isto significa produzir mais com menos”.
200_Figura-1---Atividades-executadas-por-um-operador-do-clock-in-ao-clock-out
O nível de precisão e de detalhes com que estas ferramentas são capazes de coletar e processar os dados do turno de trabalho de cada funcionário é bastante alto, tornando possível a obtenção dos resultados mencionados. A título ilustrativo, a Figura 1 mostra as atividades executadas por um operador desde o registro do ponto no início do turno (clock in), passando pela execução de cada atividade, tempos de parada e tempos perdidos (ociosos) até o registro de saída (clock out).
Com esse tipo de ferramenta, é ­possível mensurar o desempenho de cada operador, identificar os tempos ociosos, realizar comparativos entre eles de forma justa, ­realizando análises e tomando ações que permitam aumentar a produtividade e melhorar a performance do armazém. Afinal, nos CDs também é válida a famosa máxima da administração: se você não pode medir, não pode gerenciar.
Bibliografia
BALLOU, Ronald H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos: planejamento, organização e logística empresarial. Porto Alegre: Bookman, 2001, pp 201/202.
BANZATO, Eduardo [et al.]. Atualidades na armazenagem. São Paulo: IMAM, 2003, p.19.
DESTRO, Iuri R. Artigo LMS – Labor Management System, Solução em TI para Gerenciamento da Força de Trabalho em Armazéns. Revista Tecnologística Nº 191, p.77 Outubro/2011.
Hélcio Fernando Lenz
CEO da Otimis Supply Chain Intelligence
helcio.lenz@otimis.com
Tel.:(47) 3036-7800

Braspress capacita motoristas com simulador

A Braspress realizou, entre os dias 9 e 16 de outubro, em sua sede, localizada em São Paulo, a capacitação e reciclagem de 60 profissionais utilizando o simulador da Navig, empresa provedora de soluções para a qualificação de motoristas profissionais.
O equipamento, oriundo do Canadá, tem como objetivo treinar o condutor em busca das melhores práticas de direção, visando benefícios como redução no consumo de combustível, nos custos de manutenção e na emissão de gases poluentes, além da diminuição de riscos de acidentes.
uenoO simulador da Navig funciona dentro de uma unidade móvel, o que possibilitou que o treinamento fosse realizado nas dependências da Braspress. “Esse é um dos principais diferenciais, pois o simulador vai até o cliente e fica à disposição conforme a sua necessidade”, explica o diretor da Navig, Luciano Burti. O controlador de frota da Braspress, Urubatan Helou Junior, concorda. “Podemos capacitar e reciclar os motoristas em nossas próprias unidades, sem perda de tempo e sem comprometer a produtividade de nossos serviços”.
A atividade foi aprovada pelos condutores que passaram pelo treinamento. “Mesmo com muito tempo de experiência sempre existem coisas novas para se aprender e levar para o dia a dia das estradas”, analisa Jornandes Ferreira, que já atua há 20 anos na Braspress.

Empresa atraída pelo Governo fortalece logística no Porto do Pecém

O Ceará vai receber um investimento que fortalecerá a operação de carga e distribuição no Porto do Pecém. Após articulação do Governo do Estado, por meio do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico (Cede), a empresa pernambucana Komboogie/TRC implantará um terminal de armazenagem e logística no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp).

A Komboogie/TRC atua em transporte de cargas de longo curso, locação de guindastes e com logística de distribuição para grandes empresas. Opera em todo o território nacional e, atualmente, possui terminais de carga no Rio de Janeiro e no Porto de Suape (PE), além de um centro de distribuição na Bahia.

O terminal de armazenagem e logística da Komboogie/TRC no Pecém ocupará uma área de 120 mil metros quadrados, com investimento da ordem de R$70 milhões em instalações, veículos e maquinário, gerando cerca de 100 empregos diretos inicialmente. A expectativa da empresa é de num prazo de 2 anos ampliar o quadro próprio para 300 funcionários, fora o grande número de postos indiretos criados.

Na última semana, o Secretário Alexandre Pereira, Presidente do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico (Cede), acompanhado do diretor de infraestrutura da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Eduardo Neves, realizou uma visita institucional ao terminal da Komboogie/TRC no Porto de Suape, em Pernambuco. Alexandre informou que além de conhecer as instalações da empresa, foi ver o processo que está acontecendo no Complexo de Suape, incluindo os impactos causados na região.

Pereira avalia que o novo terminal de armazenagem vai fortalecer a logística no estado. "O Cipp é um grande diferencial pra empresas se instalarem no Ceará. Além da localização privilegiada, temos uma excelente infraestrutura que resulta em um ambiente atrativo para geração de investimentos. Ter uma logística eficiente é fundamental pra consolidar esses novos negócios", afirma o secretário.

De acordo com Rosael Queiroz, Presidente da Komboogie/TRC, a instalação do terminal da empresa no Pecém é um reconhecimento ao crescimento do Ceará e uma aposta no potencial do mercado. "O Ceará é um local estratégico para atuação não só no Nordeste, mas em todo o país. Com o alargamento do canal do Panamá, o Porto do Pecém será extremamente beneficiado", ressalta o empresário. Pelo calado superior, o porto cearense é capaz de receber navios de grande porte post-Panamax, capaz de levar uma quantidade bastante superior de contêiners em relação aos cargueiros convencionais.

O terminal de armazenagem e logística da Komboogie/TRC no Pecém será equivalente ao que a empresa possui no Porto de Suape. As obras já estão em andamento e a empresa planeja iniciar suas operações em janeiro. O terminal vai funcionar em 3 turnos, com operações durante 24h. "Nossa portaria não fecha nunca, isso proporciona maior agilidade operacional", destaca Rosael Queiroz.

A Komboogie/TRC existe há 27 anos e além do transporte e armazenagem de cargas, atua também no setor portuário, em inspeção, descontaminação e estufagem de contêiners para exportação, desova de containers de importação, consolidação de cargas entre outros serviços afins. Somente as operações da empresa no terminal de Suape movimentam cerca de 700 carretas por dia. Entre os principais clientes da empresa, estão: Gerdau, Construtora Queiroz Galvão, Maersk Lines, Usiminas, Saint-Gobain e MSC.


Fonte: Ceara.gov.br

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