quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Braspress e sua projeção

Veja só a trajetória desse cara: o empresário mineiro Urubatan Helou (foto) começou sua empresa, a Braspress, num terreno alugado em São Paulo, uma kombi judiada e um caminhãozinho Ford F350 a 32 anos atrás. Porém vai fechar o ano de 2009 com faturamento de R$ 550 milhões, 4100 funcionários e cerca de 90 filiais espalhados por todo o país.

Em uma das filiais no Rio de Janeiro, o segundo maior mercado da empresa, mereceu no final de junho uma inauguração de gala. Na estrada São João Caxias, 1200, em São João do Meriti, nas imediações da Via Dutra, Helou investiu R$ 35 milhões com recursos próprios para construir e equipar o que se considera o maior terminal automatizado da América Latina em área total de 41.150 metros² com 16.500 metros² de contrução. "Trouxemos o chão de fábrica para o terminal. Este conceito nos permite oferecer mais agilidade e maior produtividade", diz Helou. O sistema tem 114 docas, 11 rampas de alimentação, 51 rampas de saída e capacidade de 8.400 volumes por hora. Uma operação que, manualmente levaria 6 horas, automatizada é realizada em 7 minutos.

Helou diz que a automatização não provocará corte de pessoal. "Muito pelo contrário, por conta do aumento das escalas de produção, a demanda por mão-de-obra poderá ser duplicada ou até triplicada", garante.

Nem bem iniciada a operação do terminal de São João do Meriti, Helou anunciou a decisão de investir quatro vezes mais recursos do que o colocado no Rio para erguer um megaterminal em Guarulhos, cidade da região metropolitana de São Paulo que margeia a Via Dutra. "A partir de janeiro de 2010 deveremos começar a obra que deverá ficar pronta em 2012", diz o empresário. O investimento total exigido será de R$ 130 milhões. "Só que agora, com a redução das taxas de juros, deveremos utilizar recursos de terceiros", disse.

Helou que pensou em abrir o capital da empresa confessa que por ora a idéia está temporariamente afastada. Confirma que foi sondado por pretendentes em comprar a Braspress, mas nada evoluiu. "Não teria preconceito em vender a empresa, mas, acredito, que somos mais compradores. Temos interesse talvez por cinco empresas de cargas fracionadas no país. O problema é que não estão à venda", diz. E para completar: "O que estamos pensando é em crescer com refinamento".

Inmetro esclarece cronotacógrafos

O Inmetro divolgou esta semana dois documentos esclarecendo pontos importantes da utilização e implantação dos cronotacógrafos, aparelhos que armazenam dados referentes à velocidade, tempo, distância e horas ao volante.

De acordo com o instituto, os produtos perigosos devem se adequar até o fim deste mês (agosto). Para tanto, é necessário comparecer a um posto autorizado para realizar os testes de funcionamento do aparelho e receber a certificação. O procedimento não é cobrado.

Na verdade, o que muda à partir de setembro, por enquanto, é que os Organismos Acreditados pelo Inmetro e IPEM exigirão os certificados dos cronotacógrafos para fazer as inspeções dos veículos que transportam produtos perigosos a granel ou dos veículos que transportam cargas fracionadas, que necessitem dessa inspeção, para atendimento a alguma legislação ou de exigências de outros órgãos ou empresas.

Quando não houver a necessidade de fazer a inspeção, não há urgência de verificação. Para os outros veículos que transportam produtos perigosos fracionados, que não se enquadram no citado anteriormente, o prazo estabelecido é até 31/12/2010, conforme Portaria 444/08.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Casas Bahia aplica logística reversa

A rede varejista Casas Bahia, com o apoio do Programa Amigos do Planeta, enviou para reciclagem, em um ano, 11 mil toneladas de embalagens descartadas e outros materiais recicláveis usados pela empresa. Essa iniciativa recebeu investimento de R$ 800 mil e conta com sistema próprio de logística reversa.

Além do incentivo à reciclagem, a empresa diz ter desenvolvido outros processos: logística reversa de embalagens descartadas no momento da entrega dos produtos, reaproveitamento de água para lavagem de caminhões, implantação de coletores de pilhas nas lojas participantes do programa e envio de seus pneus usados para a fabricação de asfalto.

O Amigos do Planeta foi implantado em 39 lojas da rede e está sendo ampliado para 60 lojas na Grande São Paulo, além de sete prédios administrativos, o centro de distribuição em Jundiaí (SP), duas plantas industriais da fábrica de móveis Bartira e dois sites da CB Contact Center, empresa voltada ao relacionamento com clientes.

sábado, 22 de agosto de 2009

Consórcio iniciará construção do primeiro duto de etanol em julho de 2010

Uma empresa de capital privado, a Uniduto Logística, começará a construir um duto de etanol para a exportação do combustível em meados de julho de 2010, com extensão de 618 km e capacidade para transportar 21 bilhões de litros do biocombustível por ano.

Em uma primeira fase, o projeto prevê a construção de um duto com três centros coletores que cruzarão o estado de São Paulo pelo interior até o porto de Santos, para carregamento dos navios e posterior exportação. Neste período, a previsão de gastos é de aproximadamente R$ 1 bilhão.

Na segunda fase, serão feitos estudos para expansão da via para outros estados produtores de etanol.

"Precisamos de um volume maior na produção de etanol para justificar outro estágio da construção, em estados como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais", afirmou Sérgio Van Klaveren, presidente da Uniduto.

Para o diretor-executivo da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (UNICA), Eduardo Leão de Souza, a iniciativa é muito bem vinda e estratégica.

"Na medida em que o mercado internacional passa a ter uma importância maior para o setor sucroenergético brasileiro, a logística torna-se fundamental para aumentar a nossa competitividade. Deve-se resaltar que a tendência é que a produção se distancie dos portos, na busca por regiões onde há maior disponibilidade de terras aptas para a produção de cana-de-açúcar, notadamente em áreas de pastagens", afirmou.

Antes do início das construções, a Uniduto Logística precisa finalizar a compra de terras e a obtenção de licenças ambientais e regulamentações exigidas por lei. Segundo Van Klareven, a aquisição das terras será feita durante os próximos 70 dias, enquanto a maioria das regulamentações será obtida até o final deste ano.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Olha só a camiseta que ganhei!!!


Safra de milho é estocada ao ar livre: MT não tem armazéns

Sete milhões de toneladas de grãos de milho a céu aberto. Esse é o cenário nas imediações do silos de armazenagem nas principais regiões produtoras de Mato Grosso.

Alegando falta de rentabilidade para escoar uma safra que atingiu mais de 7 milhões de toneladas, o setor não tem mais espaço para estocar a produção em municípios como Lucas do Rio Verde, Sinop e Campo Novo do Parecis.

Segundo a Famato (Federação da Agricultura de Mato Grosso), o preço da saca de 60 quilos chegou a R$ 8, 00 - valor abaixo do custo de produção que, de acordo com a entidade, foi de R$ 13, 00 por saca.

Para Rui Prado, presidente da entidade, a situação precisa ser resolvida pelo Ministério da Agricultura antes que comece o período de chuvas no Estado.

"O Brasil tem falta de milho em algumas regiões. Aqui temos de sobra. O fato é que restam poucos dias até setembro. Se vier chuva, toda a produção que está descoberta será perdida", disse Prado.

O governo de Mato Grosso, porém, suspeita que parte do encalhe possa estar relacionada a um suposto esquema de sonegação fiscal. Nesta semana, fiscais da Secretaria da Fazenda iniciaram uma devassa nas empresas que comercializam o grão no Estado.

Nos últimos 18 meses, segundo a secretaria, 98 delas foram abertas e foi registrado aumento na emissão de guias de exportação. Essas vendas para o mercado externo, segundo a secretaria, são apenas simuladas.

"Nessas operações são emitidas guias de exportação que não geram incidência do ICMS e o milho acaba sendo vendido no mercado interno em vantagem sobre os que recolheram devidamente o imposto", disse o secretário Éder Moraes.

SEM COMPRADOR

O diretor do centro de comercialização de grãos da Famato, João Birkhan, não vê relação entre o suposto esquema e o crescimento dos estoques.

"Nossa área plantada caiu, mas o clima ajudou e tivemos uma safra muito boa. Com os preços baixos no mercado internacional, teríamos que conseguir escoar essa produção no mercado interno, mas não há quem compre", afirmou.

Leonildo Barei, diretor do sindicato rural de Sinop, disse que o governo federal incentivou o plantio do grão após a seca prolongada e a perspectiva de quebra da produção na região Sul em 2008, "mas não se preocupou com a logística".

O ministro Reinhold Stephanes (Agricultura) disse ontem que o governo pretende definir ainda esta semana uma forma de lidar com o excedente do grão em MT. Segundo ele, a safra do Estado superou o previsto em 2 milhões de toneladas.

"Isso é positivo. O problema é que não tivemos capacidade de interferir na hora exata para dar continuidade aos leilões e escoar a produção adicional".

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Ivo Cassol recebe empresários do setor logístico

O governador de Rondônia Ivo Cassol recebeu na manhã desta terça-feira (18) em seu gabinete, o presidente e o diretor executivo da empresa Multiterminais especializada em fabricação de equipamentos logísticos, Ricardo Vega e Luis Henrique Carneiro, e os diretores da ELO (Instituto de Desenvolvimento, Infra-Estrutura e Investimento), José Miranda e Marcelo Botelho. O encontro foi mediado pelo secretário de Estado Marco Antônio Petisco, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social (Sedes).

O grupo de empresários, que atraídos pelo programa de incentivo fiscal que Rondônia oferece às empresas que ali se instalam, explicaram que vieram conhecer a estrutura do Estado para instalar uma filial da empresa que está localizada no Rio de Janeiro, a convite do diretor da ELO.

A Multiterminais é uma empresa de logística integrada que implantou o primeiro Terminal Retroportuário Alfandegado no Brasil. Sua estrutura multimodal de transportes possibilita o desenvolvimento de projetos logísticos customizados às industrias e ao comércio exterior brasileiro em geral.

Segundo o secretário, Marco Antônio Petisco, a instalação da empresa em Rondônia será uma oportunidade de logística portuária no escoamento da produção do Estado de maneira mais barata, além de participar do plano de melhorias portuária de Porto Velho, trazendo melhores condições para o transporte de escoação dos produtos. "Hoje essas exportações são feitas pelo Porto de Santos e Paranaguá. Com a instalação da empresa aqui, podemos escoar nossa produção por Belém, onde os custos se tornarão menores", argumentou Petisco.

De acordo com Petisco, atualmente em Rondônia, o transporte portuário é feito apenas com a produção de grãos. Disse ainda, que com a instalação da empresa Multiterminais, será possível transportar a carne e demais produtos perecíveis, pois contará com contêineres qualificados para manter a qualidade do produto. "Nosso transporte será facilitado e assim ganharemos visibilidade diante das demais regiões do país", frisou o secretário.

Ao se pronunciar, o governador Ivo Cassol deu boas vindas ao grupo de empresários, e se prontificou a ajudar dentro do que é permitido através do incentivo fiscal. "Não podemos vetar esse tipo de investimento que vão trazer desenvolvimento para nosso estado. Além de oferecer trabalho para o nosso povo, alavancar a economia, tráz também benefícios aos nossos produtores", destacou o governador.

Para Ivo Cassol, Rondônia vive um momento de grandes transformações, e cada dia mais, necessita de uma estrutura portuária que possa atender os anceios dos que dependem da navegação para escoar suas produções. "Vamos facilitar o crescimento, dar boas vindas ao progresso. Com isso, o estado vai se firmando entre os melhores em infra-estrutura tanto social quanto economicamente", finalizou.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O que é Logística Emergencial

Há quem diga que estamos numa era de "comoditização" no mercado de prestação de serviços de logística, ainda assim há excelentes oportunidades de negócios para as empresas, em determinados segmentos e produtos. Bastante promissor é o mercado de logística emergencial ou contigencial. Já até atribuíram a isso o nome de transporte super express ou serviços de courier. Na verdade, eles constituem-se apenas em um dos produtos que podem oferecidos dentro desse amplo conceito de atendimento.


A logística contigencial envolve:


*o mapeamento dos pontos críticos, ou seja, aqueles mais suscetíveis à famosa Lei de Murphy (se algo pode dar errado, provavelmente dará errado);

*o desenvolvimento de soluções logísticas para o atendimento imediato (ou no menor tempo possível) para minimizar eventuais problemas, como paradas de linhas, interrupção de operações de carga e descarga, estocagem ao ar livre, etc...;

*o desenvolvimento de soluções preventivas, que tenham como objetivo minimizar a ocorrência de fatos indesejáveis;

*o desenho e o dimensionamento de uma infra-estrutura física adequada para o atendimento emergencial, que poderá envolver, por exemplo, a disposição de veículos na porta da empresa 24 horas, empilhadeiras reservas, mão-de-obra multifuncional, etc;

*a definição de processos documentais, procedimentos para a contratação dos serviços emergenciais, indicadores de desempenho operacionais (nível de avarias, atendimento no prazo, etc);

*o desenvolvimento e implantação de ferramentas para a gestão do custo excepcional, apontando os valores gastos com transporte aéreo, serviços de couriers, transporte super express de curta, média e longa distância (hot seat), serviços de despacho aduaneiro, armazenagem externa, mão-de-obra temporária para cobrir "picos" operacionais, transporte colo-a-colo, despesas para "agilizar" processos, etc;

*e por fim, aplicação de tecnologia que permita maior visibilidade ao cliente.

É de suma importância salientar que os serviços de logística contigencial tem como característica básica a sua imprevisibilidade, portanto, tendem a não ser constantes, e por isso, deve haver um grande cuidado por parte das empresas no dimensionamento da infra-estrutura operacional, para não incorrer com pesados custos fixos. Operar com escala nesse mercado é fundamental para a empresa obter lucratividade; isso significa depender de poucos clientes poderá inviabilizar seu negócio.

Comercialmente, as empresas prestadoras de serviços logísticos não devem cobrar tarifas próximas ou semelhantes àquelas cobradas pelos serviços normalmente prestados e tampouco oferecer esse tipo de serviço como "quebra-galho" para o cliente. Amigos, amigos, negócios à parte. "Salvar a pele" do seu cliente custa caro! Se o seu cliente não aceitar pagar além do que paga pelos serviços regulares, então troque de cliente, por mais importante que seja a empresa. Deixe que algum "insano" atue dessa forma!

Empresas do ramo industrial, principalmente aqueles fortemente dependentes de importação e exportação e aqueles produtores de bens de alto valor agregado serão os melhores clientes. Não que outras empresas não o sejam, mas talves os problemas ocorram com menor frequência.

Estruture-se adequadamente, desenvolva um bom portfólio de serviços, prepare a área de vendas, capacite a equipe técnica e mãos à obra, o mercado te espera!!!

E por favor, venda mais que transporte express. Venda soluções logística!

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