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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Obra de ponte entre Rondônia e Bolívia inicia em 2012



Infraestrutura e logística são requisitos básicos para atrair investidores estrangeiros e impulsionar a Economia na Amazônia. Em Rondônia, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) planeja a construção de um corredor de exportação de mercadorias entre Brasil, Bolívia e Chile. A ponte no distrito Ponta do Abunã, na BR- 364, está prevista para iniciar em 2012, como alternativa para escoamento de produtos do Estado.

Em outubro deste ano, parlamentares de Rondônia, autoridades políticas da Bolívia e do Chile participaram de audiência pública, no município de Costa Marques, para discutir a criação de um possível corredor de exportação entre Bolívia e Chile, pela BR-429, estrada que corta Rondônia. Na reunião as lideranças políticas brasileiras, bolivianas e chilenas se comprometeram em elaborar propostas e marcar em outra data novo encontro para tratar do assunto.

O superintendente regional do DNIT/RO, José Ribamar, afirmou que a prioridade do órgão é a construção da ponte entre Rondônia e Bolívia, na BR-364. “Essa ideia é da Bolívia, é muito bem vinda. Mas nosso foco é viabilizar a ponte da BR-364, já estamos em negociação com projetos e esse possível corredor será em outro momento”, afirmou Ribamar. A obra da ponte internacional já está autorizada pelo Governo Federal. “A equipe está revisando e atualizando o projeto, em busca de preços mais acessíveis. A obra deve iniciar no próximo ano”, disse.

As expectativas para o aquecimento da Economia do Estado com a obra da ponte são as melhores. “A construção de uma ponte requer um volume de significativo de recursos, e isso influencia positivamente nos setores da Construção Civil além de aquisição de serviços diretos e indiretos, o que contribui para aquecer a economia de cidades e distritos vizinhos de Abunã”, explicou o economista Avenilson Trindade.

Segundo o especialista, a construção vai viabilizar o tráfego entre os países e ainda vai contribuir para a melhoria do trânsito nas rodovias. “Ela vai melhorar o fluxo rodoviário tanto para usuários comuns, quanto para transporte de cargas de mercadorias e transporte de passageiros. Rondônia só tem a ganhar com essa grande construção”, alegou Trindade.

Benefícios à população

A construção de uma ponte internacional em Rondônia também é vista com entusiasmo pela população. Dayanne Fonseca é recepcionista de um hotel no município de Guajará-Mirim, município a 150 km do distrito Ponta do Abunã. Para ela, a obra também deve afetar no aumento da demanda turística no Estado.

“Esperamos um grande fluxo de pessoas com a criação da ponte. Temos o Museu da Estrada de Ferro (em conclusão de reforma), a Serra dos Parecis e os passeios de barco pelo rio Pacaas Novos, com visitas às comunidades indígenas autorizadas previamente pela Funai, além das pescas esportivas, para atrair a demanda”, destacou.

O estudante de Gestão Ambiental, Alan Nobre, de 23 anos, também espera que a obra traga benefícios econômicos aos moradores das cidades vizinhas à ponte, como aumento da geração de renda e emprego. “A ponte vai beneficiar a saída de mercadorias para o Pacífico, além da instalação de indústrias. Vai trazer emprego e renda para a população”, opinou.

O policial militar da cidade de Rolim de Moura, Eldimar Marcelino, 25, acredita no desenvolvimento econômico de outras cidades. “A construção vai influenciar não só a Economia de Guajará-Mirim, mas de todo o Estado, pois vai facilitar o transporte de mercadorias e tornar nosso produto mais competitivo”, defendeu.

Fonte: Rondonotícias.com.br

sábado, 20 de agosto de 2011

RO precisa de hidrovia para exportar mais

A pouca experiência da classe empresarial aliada a algumas barreiras na infraestrutura logística, em todo o Norte do País, se configura como entrave para o fomento das exportações em Rondônia. O potencial exportador do Estado foi destacado nessa sexta-feira pela secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Tatiana Lacerda Prazeres, que esteve em Porto Velho em um encontro promovido pela Federação das Indústrias de Rondônia (Fiero) com o empresariado local, e apresentou um balanço da evolução das exportações do Estado.
 
De janeiro a julho deste ano, Rondônia registrou crescimento nas exportações de vários itens. No topo do ranking de exportações estão carne bovina, soja em grão e estanho em bruto. Somente esses três produtos movimentaram mais de US$ 200 milhões no Estado, nesses seis meses. Os principais mercados de destino são Líbano, Hong Kong, Líbia, Porto Rico, Colômbia, Argélia e alguns países latinoamericanos. Ainda que a carne seja responsável pela maior fatia de exportações, o crescimento mais significativo em relação ao ano passado foi do estanho, chegando a 741%. Outro produto que chama atenção é a carne de frango congelada, que passou a ser exportada neste ano para o mercado boliviano.
 
Para a secretária de Comércio Exterior, os números são positivos, mas Rondônia ainda encontra muitas oportunidades a ser exploradas. “Rondônia vive um momento econômico muito importante e estamos convencidos de que o comércio exterior precisa ter um destaque devido”, defende. Durante a Feira Internacional da Indústria, que acontecerá de 14 a 17 de setembro, uma gama de atendimento de serviços do ministério será oferecida ao empresariado local através do Encontro de Comércio Exterior (Encomex).
 
Durante o evento, os empresário terão acesso a palestras e atendimentos individuais para esclarecer sobre as articulações para o desenvolvimento da exportação. “Estamos no centro da América do Sul. O que precisa é a classe empresarial compreender essa nova dimensão do mundo globalizado e se interessar em abrir novos horizontes”, explicou o presidente da Fiero, Dênis Baú.

Logística é uma questão de tempo

A infraestrutura logística é um dos entraves para o desenvolvimento em toda a região Norte. Um estudo detalhado de todas as obras necessárias para garantir fluidez no escoamento da produção no Norte do País foi realizado a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
 
O conjunto de soluções é denominado Norte Competitivo e tem por objetivo garantir 42 rotas de escoamento da produção com a interligação de vários modais. Em Rondônia, a falta de uma ponte sobre o rio Abunã se destaca como uma das medidas prioritárias.
 
Para Tatiana Prazeres, o cenário vem melhorando. “Falta muito pouco para que sejam dadas as condições de infraestrutura logística para que Rondônia possa fazer valer todo seu potencial econômico.  Quando esses gargalos forem sanados o empresariado local precisa estar pronto para aproveitar todas as oportunidades do comércio exterior”, destacou ela.
 
Dênis Baú informou ainda que a ponte sobre o rio Abunã é uma das prioridades, junto com a hidrovia do Madeira, para viabilizar as exportações.

Fonte: Diário da Amazônia

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Deputado Carlos Magno ressalta importância do agronegócio




Durante a 7ª AgriShow Norte de Ouro Preto do Oeste, realizada no último final de semana, o deputado Federal Carlos Magno (PP - RO) falou sobre a importância do evento para a economia do município.





Segundo Magno, Rondônia possui vários segmentos de referência para o Estado e para o Brasil, como o comércio, a indústria logística e o agronegócio. É um setor que produz e gera riqueza na região e que precisa ser valorizado em eventos públicos, para que as pessoas tenham a oportunidade de conhecer mais o trabalho do homem do campo.

Ainda durante, Carlos Magno fez questão de ressaltar a atuação do ex-governador Ivo Cassol (PP), que no período de sua gestão frente ao estado, estimulou o agronegócio na grande região de Ouro Preto. “Oagronegócio é responsável por 33% do Produto Interno Bruto (PIB), 42% das exportações totais e 37% dos empregos brasileiros, é hoje a principal locomotiva da economia brasileira e responde por um em cada três reais gerados no país, somos o primeiro produtor e exportador de café, além disso, lideramos o ranking das vendas externas de carne bovina e carne de frango”, destacou Magno.

Para o deputado, o agronegócio vem sendo mal conduzido pelo governo federal. “Os produtores rurais enfrentam alta carga tributária e juros altos e, apesar dessas dificuldades, tem capacidade empreendedora e seus produtos são competitivos, mas precisa de apoio dos órgãos governamentais para avançar ainda mais no mercado”, finalizando seu discurso, Carlos Magno falou sobre a importância da realização da Exposição Agropecuária para o município, no contexto socioeconômico da região, impulsionando diversos setores, como comércio e serviços”, salientou o deputado Federal.

Fonte: Rodrigo Guerreiro

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Ivo Cassol recebe empresários do setor logístico

O governador de Rondônia Ivo Cassol recebeu na manhã desta terça-feira (18) em seu gabinete, o presidente e o diretor executivo da empresa Multiterminais especializada em fabricação de equipamentos logísticos, Ricardo Vega e Luis Henrique Carneiro, e os diretores da ELO (Instituto de Desenvolvimento, Infra-Estrutura e Investimento), José Miranda e Marcelo Botelho. O encontro foi mediado pelo secretário de Estado Marco Antônio Petisco, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social (Sedes).

O grupo de empresários, que atraídos pelo programa de incentivo fiscal que Rondônia oferece às empresas que ali se instalam, explicaram que vieram conhecer a estrutura do Estado para instalar uma filial da empresa que está localizada no Rio de Janeiro, a convite do diretor da ELO.

A Multiterminais é uma empresa de logística integrada que implantou o primeiro Terminal Retroportuário Alfandegado no Brasil. Sua estrutura multimodal de transportes possibilita o desenvolvimento de projetos logísticos customizados às industrias e ao comércio exterior brasileiro em geral.

Segundo o secretário, Marco Antônio Petisco, a instalação da empresa em Rondônia será uma oportunidade de logística portuária no escoamento da produção do Estado de maneira mais barata, além de participar do plano de melhorias portuária de Porto Velho, trazendo melhores condições para o transporte de escoação dos produtos. "Hoje essas exportações são feitas pelo Porto de Santos e Paranaguá. Com a instalação da empresa aqui, podemos escoar nossa produção por Belém, onde os custos se tornarão menores", argumentou Petisco.

De acordo com Petisco, atualmente em Rondônia, o transporte portuário é feito apenas com a produção de grãos. Disse ainda, que com a instalação da empresa Multiterminais, será possível transportar a carne e demais produtos perecíveis, pois contará com contêineres qualificados para manter a qualidade do produto. "Nosso transporte será facilitado e assim ganharemos visibilidade diante das demais regiões do país", frisou o secretário.

Ao se pronunciar, o governador Ivo Cassol deu boas vindas ao grupo de empresários, e se prontificou a ajudar dentro do que é permitido através do incentivo fiscal. "Não podemos vetar esse tipo de investimento que vão trazer desenvolvimento para nosso estado. Além de oferecer trabalho para o nosso povo, alavancar a economia, tráz também benefícios aos nossos produtores", destacou o governador.

Para Ivo Cassol, Rondônia vive um momento de grandes transformações, e cada dia mais, necessita de uma estrutura portuária que possa atender os anceios dos que dependem da navegação para escoar suas produções. "Vamos facilitar o crescimento, dar boas vindas ao progresso. Com isso, o estado vai se firmando entre os melhores em infra-estrutura tanto social quanto economicamente", finalizou.

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