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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Em dez anos, Venezuela será o maior exportador mundial de petróleo, diz Chávez



O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que em dez anos o país se tornará o primeiro exportador mundial de petróleo devido ao aumento da sua produção. Segundo ele, em pouco tempo, a Venezuela já poderá alcançar o posto de segundo exportador mundial do produto. Atualmente o maior exportador é a Arábia Saudita.

A Venezuela ocupa o quinto lugar no ranking mundial na exportação de petróleo. O país exporta 2,5 milhões de barris, dos quais cerca de 1,5 milhão segue para os Estados Unidos e 500 mil para a China.

“Dentro de pouco tempo seremos talvez o segundo [exportador de petróleo no mundo]. Dentro de dez anos, calculo que poderemos estar outra vez em primeiro lugar entre os exportadores mundiais", disse Chávez.

De acordo com Chávez, a Venezuela terá capacidade para exportar cerca de 10 milhões de barris na próxima década. O presidente lembrou que os venezuelanos foram os primeiros exportadores mundiais até a década de 1970. "Hoje somos um dos primeiros, mas os árabes nos ultrapassaram. Primeiro, a Arábia Saudita, depois Iraque e Irã", disse.


Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Internacional: Sunoco vai abandonar refino em favor de logística e varejo



A Sunoco Inc. pretende vender sua divisão de refinaria de petróleo, e iniciou um estudo abrangente para definir como maximizar o potencial dos seus setores de logística e varejo.

A empresa iniciou o processo de venda de suas refinarias na Filadélfia e na cidade de Marcus Hook, Pensilvânia, mas deixará ociosas suas principais instalações de processamento em julho de 2012 se até lá não conseguir implementar um negócio viável.

"Progredimos no aumento da eficiência das nossas refinarias nós últimos anos, mas dado o desempenho financeiro inaceitável desses ativos, é bem claro que para o melhor interesse dos acionistas é melhor sair dessa área e nos concentrarmos nas nossas lucrativas divisões de varejo e logística", disse a presidente Lynn L. Elsenhans.

No terceiro trimestre a Sunoco vai contabilizar uma despesa antes de impostos de US $ 1,9 bilhões a US$ 2,2 bilhões com problemas técnicos nas instalações e no equipamento das refinarias. Se as unidades de processamento ficarem ociosas, pode haver outros prejuízos de até US$ 500 milhões antes dos impostos. Uma vez que as refinarias sejam vendidas ou fiquem ociosas, a empresa espera liquidar seus estoques de petróleo bruto e produtos refinados, obtendo um lucro estimado de USS $ 2 bilhões antes dos impostos, a preços atuais de mercado.


A empresa contratou a Credit Suisse Securities (EUA) LLC para assessorá-la nas análises.

Em agosto a Sunoco divulgou prejuízo no segundo trimestre, devido às fracas receitas de refino e uma grande baixa contábil causada pela venda da sua fábrica de produtos químicos em Filadélfia. É o segundo trimestre consecutivo em que a Sunoco se torna a única refinaria dos Estados Unidos a divulgar prejuízos líquidos.

A maioria das refinarias americanas teve lucros maiores este ano, pois a diferença crescente de preços entre dois tipos de óleo cru ajuda a aumentar as margens da indústria petrolífera. Mas a Sunoco perdeu a chance de aproveitar esse benefício inesperado no primeiro trimestre, devido a paralisações generalizadas em suas refinarias.

Os lucros nos negócios de varejo da Sunoco caíram 5,5% em relação ao mesmo período do ano passado sem contar um litígio favorável de 2010, prejudicados por um aumento das tarifas de cartões de crédito. Mas os lucros saltaram 80% na divisão de logística, devido ao maior volume de petróleo bruto e as receitas de aquisições recentes.

As agências de classificação de crédito Standard & Poor's, Fitch Ratings e Moody's Investors Service rebaixaram recentemente a Sunoco, colocando a empresa no primeiro degrau de alto risco. A justificativa das agências é que o desmembramento da divisão de coque siderúrgico SunCoke Energy Inc. prejudicou a diversificação dos negócios da Sunoco.

Fonte: Wall Street Journal

sábado, 13 de agosto de 2011

Logística à África é desafio


Empresários da indústria devem elaborar documento com os pleitos do setor para favorecer a rota

O trânsito de produtos do Ceará para o continente africano, bem como o movimento inverso (África-Ceará), ainda não está satisfatoriamente equacionado. A constatação é do superintendente do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará), Eduardo Bezerra Neto, que se dispôs a elaborar um documento contendo a oferta de serviços e os problemas enfrentados por companhias de navegação, tradings, exportadores e autoridades portuárias para o transporte de mercadorias entre os dois destinos. A ideia é apresentar o relatório às autoridades federais e estaduais para "buscar avanços".

A proposta foi apresentada durante o Café Comex - encontro realizado pelo CIN/CE ontem, na Fiec, que reuniu empresas de logística, despachantes aduaneiros, exportadores e outros interessados no comércio entre Ceará e África. A falta de regularidade no envio de mercadorias por parte das empresas locais e o volume reduzido das cargas transportadas entre os dois mercados são alguns dos desafios apontados pelos participantes do encontro.

Movimentação

Ainda incipientes, as exportações cearenses para o mercado africano, entre janeiro e maio deste ano, somaram US$ 11,4 milhões, correspondendo a apenas 2,3% das vendas externas totais do Estado no período. Por outro lado o valor cresceu 44,2% em relação ao acumulado do ano passado, demonstrando existir potencial nas relações comerciais. Dados do CIN apontam que em 2010 a comercialização aos países africanos totalizaram somente US$ 27 milhões.

Desconhecimento

Segundo o consultor do CIN/CE Filipe Braga, muitas empresas cearenses deixam de exportar para a África porque não sabem que existe rota entre os dois mercados ou porque acham que a logística é muito complicada. "O objetivo desse encontro foi exatamente mudar essa visão, mais frequente entre as pequenas e até média empresas, e fomentar as relações comerciais com os africanos", disse.

De acordo com Gary Charles Skinner, coordenador comercial da Hamburg Sud no Ceará, sua companhia realiza semanalmente, todas as quintas-feiras, o transporte de produtos cearenses, saindo do Porto do Pecém para a Costa Oeste da África. "Mas poucos sabem da existência do nosso serviço", observa. "Nosso navio parte com destino a Santos para transbordo. Lá pegamos mais cargas para depois seguirmos ao destino final, na África", explica.

Conforme Gary Charles, mesmo pequenas empresas que só podem exportar um contêiner tem condições de enviá-lo por meio da Hamburg Sud. "Espero que nossa vinda hoje tenha despertado o interesse das pessoas que têm interesse em exportar para a África. Queremos que saibam que é possível alcançar outros continentes".

Pouca carga

O superintendente do CIN/CE afirma reconhecer o empenho das companhias de navegação, porém o grande problema é que o Estado ainda não tem volume suficiente de produtos para justificar a existência de rotas regulares do Pecém aos portos africanos. Uma alternativa viável, segundo ele, seria fazer o transbordo de grandes navios em portos da Europa para navios menores com destino aos países africanos. Para pleitear o apoio das autoridades e promover mudanças, Eduardo Bezerra afirma depender dos empresários do setor "Mandem suas ideias, incluindo as ofertas de serviços e os problemas enfrentados, que reuniremos tudo num documento a ser apresentado à presidência da Fiec, que fará o encaminhamento", reforça.


Fonte: ÂNGELA CAVALCANTE - Diário do Nordeste

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Receita Federal prepara programa para agilizar comércio exterior

O secretário da Receita Federal do Brasil, Carlos Alberto Freitas Barreto, tem nas mãos a minuta da instrução normativa que cria, no País, a figura do Operador Econômico Qualificado. No cargo desde o início do ano, ele analisa o documento e deverá encaminhá-lo para publicação nos próximos meses.

A instrução dispõe sobre a criação, no País, do Programa Aduaneiro de Segurança, Controle e Simplificação (PASS), que é a versão brasileira do Operador Econômico Qualificado (OEQ), implantado em várias partes do mundo.

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