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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Custo e barreiras prejudicam exportações de congelados



A região Sul embarca 88% das exportações de carnes congeladas do Brasil, líder mundial na produção de aves, mas barreiras comerciais e o custo logístico estão prejudicando as exportações na região. Consultor da Ship Consult, Robert Grantham, destaca que o Brasil não cresce com a competitividade que a indústria precisa e por isso está perdendo competitividade no mercado. O assunto foi tratado nesta quinta-feira (20), durante um dos painéis do Sul Trade Summit, que ocorre até esta sexta em Itajaí.

O diretor do núcleo financeiro da União Brasileira de Avicultura (Ubabef),José Perboyre, explica que está previsto um aumento de 46% das exportações de carnes congeladas nos próximos 10 anos, por isso é preciso se investir no setor em contêineres refrigerados, os reefers. Outros investimentos também são importantes para a manter o Estado na briga entre os armazéns, segundo o diretor de logística da BRF, José Perottoni.

- Operar em Santa Catarina é viável, mas precisa lutar por calados maiores e melhor bacia de evolução para manter-se atuante - diz.

Barreiras comerciais. Mesmo com previsão de crescimento, o diretor da Marfrig, Clever Pirola Ávila, garante que o Brasil enfrenta muitas barreiras comerciais com África do Sul, Rússia e Argentina, por exemplo, e possui um modelo logístico extremamente caro e antiquado. Para ele, o país está perdendo a oportunidade de se consolidar como grande potência por causa do alto custo e baixa qualidade dos modais.

- Nossa exportação não suporta os altos custos de logística que temos.

Fonte: A Notícia/SC

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Brasil perde US$ 1 bi de suas exportações de frango com logística



Maior exportador mundial de carne de frango, o Brasil sofre com as deficiências de sua infraestrutura logística. Em 2011, o segmento deve perder US$ 1 bilhão das receitas com exportações em custos de logística. O volume equivale a 12% dos US$ 8 bilhões esperado para as vendas de carne de frango no ano.

Os dados fazem parte de um estudo elaborado pela União Brasileira de Avicultura (Ubabef), que levantou os gargalos da infraestrutura logística nacional e elaborou propostas para solucionar os problemas da área. O documento será entregue na próxima semana ao ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, no 22º Congresso Brasileiro de Avicultura, em São Paulo.

“O gargalo logístico é aquele que está mais em nossas mãos”, afirma José Perboyre Gomes, diretor financeiro da Ubabef e coordenador do estudo. Segundo ele, fatores como câmbio e folha de pagamentos, que também prejudicam a competitividade do setor, são temas que dependem de muitas variáveis para serem solucionados. Em logística, diz ele, “há questões muito simples de resolver”.

O estudo da Ubabef, que estipulou a meta de reduzir em 2% os custos logísticos já no curto prazo, contempla 63 de propostas, distribuídas em quatro temáticas: racionalização de processos, portos, ferrovias e rodovias.

Na área de racionalização de processos, o documento sugere medidas como o funcionamento dos portos 24 horas por dia, acelerando o desembaraço de mercadorias, bem como a implantação do Certificado Sanitário Digital, sistema que poderia ser confirmado e reconhecido por autoridades sanitárias de todo o mundo, entre outras propostas.

Já em portos, o estudo propõe a ampliação da capacidade dos portos do país, a revisão do decreto 6620, para estimular os investimentos privados em portos, e a expansão do Tradex, sistema realiza os pedidos de embarque eletronicamente, hoje restrito ao porto de Paranaguá (PR).

No que diz respeito às rodovias, o setor pleiteia principalmente a construção de um acesso rodoviário ao porto de Itajaí (SC) e a redução nos valores do pedágio para o porto de Paranaguá.

Em ferrovias, o estudo propõe aumentar a disponibilidade de vagões, ampliar o acesso ferroviário aos portos, entre outros.

Ao todo, o documento produziu 23 propostas sobre portos, 14 sobre ferrovias, 16 sobre rodovias e nove relacionadas à racionalização de processos logísticos.

O estudo, que também comparou as condições logísticas brasileiras à dos EUA, segundo maior exportador de carne de frango constatou custos logísticos duas vezes superior no Brasil. Enquanto nos EUA os custos de transporte representam 10% do PIB do setor, no Brasil ele representa 20%. “Da porteira para fora, eles são superiores”, diz Francisco Turra, diretor presidente da Ubabef.

Fonte: Valor Online

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Implementos leves sustentam aquecimento do setor



O segmento de implementos leves (carrocerias sobre chassis), de menor rentabilidade, está sustentando o crescimento do volume de vendas do setor este ano. Segundo dados divulgados pela associação dos fabricantes, a Anfir, de janeiro a agosto as empresas produtoras de implementos rodoviários registraram crescimento de 19,26%, com 126.499 unidades entregues, contra 106.073 no mesmo período de 2010. No segmento pesado (reboques e semirreboques), no entanto, o porcentual de expansão é bem menor: 8,27%. Já as entregas de carrocerias avançaram 25,15% nos primeiros oito meses de 2011.

O comportamento do mercado, segundo explica a Anfir, reflete as antecipações de compras de cavalos mecânicos com motor Euro 3, motivadas pela entrada em vigor, a partir de janeiro de 2012, da norma de emissões Proconve P7, que obrigará todos os veículos diesel vendidos no País a usar motores Euro 5, aumentando os preços dos caminhões de 10% a 15%, conforme estimativas dos fabricantes. Com isso, os frotistas estão adquirindo mais caminhões e adiando a compra de reboques e semirreboques.

Por outro lado, as legislações municipais restritivas à circulação de caminhões nos centros urbanos favorecem a comercialização de implementos leves, com instalação carrocerias sobre chassis de veículos comerciais leves e pequenos caminhões.

"Os produtos de menor valor agregado são importantes porque dão o suporte necessário à movimentação da economia dentro dos centros urbanos, mas são os reboques e semirreboques que distribuem a carga em um país de dimensões continentais como o nosso", pondera Rafael Wolf Campos, presidente da Anfir. Como o Brasil não dispõe de outro vetor de distribuição de carga tão amplo como o transporte rodoviário, o dirigente alerta para um possível colapso do sistema. "A equação é simples: sem crescimento da frota de implementos e sem renovação dos equipamentos atualmente em uso aumenta o risco de interrupção do fluxo de distribuição de mercadorias", explica.

No segmento de reboques e semirreboques, as maiores altas das vendas em 2011 são de modelos carrega-tudo (46,52%), basculantes (39,42%) e porta-container (37,51%), e as maiores quedas são de tanque de alumínio (-78,57%), transporte de toras (-41,1%) e baús frigoríficos (-19,56%).

No segmento de chassi sobre carrocerias não foram registradas quedas em nenhum dos modelos, e as entregas que mais cresceram foram as de betoneiras (75,61%), baús lonados (32,52%) e basculantes (32,45%).

Mercado internacional
As vendas de implementos ao mercado externo seguem em ritmo estável. De janeiro a agosto foram exportadas 2.126 unidades, crescimento de 11,18% sobre o mesmo período de 2010. "O setor deve crescer aproximadamente 11% com relação ao resultado apurado no ano passado", prevê Mario Rinaldi, diretor executivo da Anfir. A taxa de câmbio não favorece a competitividade do setor no mercado externo.

Na outra via, a importação, a Anfir teme a concorrência predatória. "O setor não é contra a concorrência internacional, mas queremos que todos tenham as mesmas condições de disputar o mercado", diz o presidente da entidade, alertando para a montagem de implementos em regime de CKD, que para ele representa concorrência desleal. "O setor é formado por praticamente 100% de empresas nacionais, que recolhem impostos e geram empregos no Brasil. O competidor estrangeiro é bem-vindo desde que opere nas mesmas condições das demais indústrias do setor", afirma.

Fonte: Automotive Business

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Déficit de autopeças avançou para US$ 2,66 bi



O Sindipeças informou que o déficit na balança comercial de autopeças persiste. Nos primeiros sete meses do ano, o segmento apresentou déficit 23,3% superior ao registrado em igual período de 2010, chegando a US$ 2,66 bilhões. Em julho, último mês com dados consolidados, o País exportou US$ 986,2 milhões e importou US$ 1,4 bilhão.

A entidade emitiu relatório detalhado do destino, origem e valor da movimentação de autopeças, demonstrando que pretende mostrar com transparência as contas do setor.

A Argentina foi o destino, até julho, de 39,34% das peças vendidas pelo País ao Exterior, representando receita de US$ 2,45 bilhões. Vieram a seguir Estados Unidos (US$ 863 milhões, 13,9%), México (US$ 560 milhões, 9%), Alemanha (US$ 493 milhões, 8%), Venezuela (US$ 219 milhões, 3,53%).

A América do Sul comprou 51% do volume total de nossas exportações, a América do Norte 23,4%, a Europa 18,3%, Ásia e Oceania 4,1%, África 2,5% e América Central e Caribe, 0,7%.

As importações nos primeiros sete meses do ano foram atendidas pelos Estados Unidos (US$ 1,12 bilhão, 12,69%), Alemanha (US$ 1,09 bilhão, 12,26%), Japão (US$ 1,05 bilhão, 11,82%), Argentina (US$ 782 milhões, 8,81%), França (US$ 646 milhões, 7,28%), China (US$ 629 milhões, 7,1%), Itália (US$ 566 milhões, 6,36%), Tailândia (US$ 479 milhões, 5,4%), Suécia (US$ 409 milhões, 4,61%), Coreia do Sul (US$ 319 milhões, 3,6%).

A maior parte das peças adquiridas no exterior pelo Brasil veio da Europa (41,9%). A lista traz a seguir Ásia e Oceania (32,2%), América do Norte (15,6%), América do Sul (9,6%), África (0,7%) e América Central e Caribe, 0,1%.

Foram registrados crescimentos expressivos nas importações do Brasil a partir da Coreia do Sul (86%), Turquia (61%), Tailândia (59,3%), China (58%), Suécia (51%), México (46,6%) e Índia (45,6%).

Os dados processados pelo sindicato foram obtidos a partir de informações da Secretaria de Comércio Exterior, do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Fonte: Automotive Business

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