domingo, 29 de setembro de 2013

Os maiores caminhões do mundo


O Brasil sempre foi um país que apostou bastante no sistema rodoviário de transporte e, por conta disso, os caminhões sempre fizeram parte do nosso trânsito, tanto em ruas quanto em estradas.

Mas nem todos os veículos dessa área possuem o mesmo porte: alguns, mais por necessidade do que por estilo, são verdadeiros gigantes. Vários caminhões que trabalham em minas ou obras imensas parecem mais robôs saídos diretamente da franquia Transformers.

Eles impressionam por conta do tamanho e da quantidade carga que carregam e, abaixo, você conhece alguns deles – sem ordem nenhuma e sem englobar todos os integrantes do universo desses gigantes de metal.



1) Liebherr T 282C, o líder

Extreme trucking: 7 dos maiores caminhões do mundo 
(Fonte da imagem: Reprodução/Liebherr)
  • Altura: 7,84 metros
  • Comprimento: 15,31 metros
  • Velocidade máxima: 64 km/h
  • Carga máxima: 363 t
  • Peso total: 600 t

Desde 2011 reconhecido pelo Guinness, o Livro dos Recordes, como o maior caminhão do mundo, o Liebherr T282C, fabricado pela Westech, é utilizado em áreas de mineração para transporte de resíduos. Só as rodas desse gigante medem 6,57 metros de altura.
Extreme trucking: 7 dos maiores caminhões do mundo Comparação entre um ser humano e o gigante. (Fonte da imagem: Reprodução/Liebherr)

E ele não é só tamanho: tecnologias que ajudam na estabilidade do material carregado e que diminuem a formação de poeira fazem dele uma das melhores opções no ramo, além de ser o veículo com a maior capacidade de carga da classe em relação ao peso do caminhão vazio. Funciona a partir de um motor a diesel e tem um sistema de direção personalizado.




Caterpillar 797F, o monstro

Extreme trucking: 7 dos maiores caminhões do mundo 
(Fonte da imagem: Reprodução/Caterpillar)
  • Altura: 7,7 metros
  • Comprimento: 15 metros
  • Velocidade máxima: 67,6 km/h (cheio)
  • Carga máxima: 363 t
  • Peso total: 623 t

O monstro da Caterpillar também é usado em minerações. Praticamente todos os números sobre o modelo impressionam: por exemplo, cada pneu do veículo tem 4 metros de altura e custa cerca de R$ 97 mil.

O motor de 20 cilindros dá até 4 mil cavalos de potência – mas que não são o suficiente para fazer o veículo andar muito rápido, tamanha a quantidade da carga que ele costuma carregar. 

Quem quiser um desses precisa desembolsar até R$ 11,4 milhões.



Terex 33-19 Titan, o único

Extreme trucking: 7 dos maiores caminhões do mundo 
(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia)

  • Altura: 9,2 metros
  • Comprimento: 20,35 metros
  • Velocidade máxima: 48 km/h (cheio)
  • Carga máxima: 350 t
  • Peso total: 548 t

Fabricado pela General Motors do Canadá em 1973, essa máquina pintada na cor verde ficou 13 anos servindo o país em obras e estradas até virar uma atração turística. Por muito tempo, ele foi considerado o maior caminhão do mundo, especialmente por contar com um motor extremamente potente de 16 cilindros.

Extreme trucking: 7 dos maiores caminhões do mundo 
(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia)

O mais curioso é que apenas um protótipo do Titan foi construído para o mercado de mineração de carvão. Para você ter uma ideia da capacidade, dois ônibus e duas camionetes são capazes de preencher totalmente a caçamba do veículo.




LeTourneau TC-497 Mk II, o trem sobre rodas

Extreme trucking: 7 dos maiores caminhões do mundo 
(Fonte da imagem: Reprodução/Life)
  • Comprimento: 174 metros
  • Carga máxima: 150 t
  • Peso: 450 t (cheio)
  • Velocidade máxima: 32 km/h

Este aqui foi colocado na lista pela questão histórica. Também chamado de Overland Train, o veículo é um híbrido entre caminhão e trem, com a diferença de que ele funciona todo sobre rodas, mas pode ser formado por até 12 vagões — sendo que dois deles eram usados para carregar turbinas e motores. Formado por um total de 54 rodas, o Overland Train precisava de uma equipe de seis pessoas para ser operado e custava, na época, US$ 3,7 milhões.


Extreme trucking: 7 dos maiores caminhões do mundo 
O que sobrou do Overland Train, décadas depois. (Fonte da imagem: Reprodução/Land Train)

Esse caminhão, que parece uma serpente de metal quando visto de cima, foi construído para levar equipamentos e suprimentos dentro e fora de estradas dos Estados Unidos na década de 1950. Menos de duas décadas depois, possivelmente por conta da dificuldade em manter o veículo, ele foi descontinuado e vários dos modelos tiveram as peças reutilizadas, exceto algumas unidades, que hoje são considerados sucata.




Iveco Trakker 410T48, o brasileiro

Extreme trucking: 7 dos maiores caminhões do mundo 
(Fonte da imagem: Reprodução/Iveco)
  • Altura: 3,13 metros
  • Comprimento: 9,47 metros
  • Carga máxima: 176 t
  • Velocidade máxima: 109 km/h

Apesar de não chegar nem perto dos gigantes mostrados aqui (compare as medidas para ver como ele é "nanico" em comparação aos recordistas mostrados anteriormente), trata-se do maior caminhão do Brasil. Esse veículo de estilo plataforma foi baseado em um modelo que chegou a vencer o Rali Dakar 2012 e possui um motor de 480 cv.
Extreme trucking: 7 dos maiores caminhões do mundo 
(Fonte da imagem: Reprodução/Iveco)

A economia de combustível também é um grande destaque do modelo. Além de ser bastante utilizado no país, o Iveco Trakker é estrela de feiras de agronegócio e caminhões.



Liebherr LTM 11200-9.1, o guindaste

Extreme trucking: 7 dos maiores caminhões do mundo 
(Fonte da imagem: Reprodução/Liebherr)
  • Altura: 4,42 metros
  • Comprimento: 18,3 metros
  • Velocidade de trânsito: 75 km/h
  • Peso: 96 t

O mais potente caminhão-guindaste móvel sobre pneus tem a maior lança telescópica do mercado, formada por oito elementos e que atinge mais de 100 metros. Ele é capaz de levantar até 1,2 mil toneladas – 12 baleias adultas ao mesmo tempo, para efeitos de comparação.
Extreme trucking: 7 dos maiores caminhões do mundo 
(Fonte da imagem: Reprodução/Liebherr)

Esse gigante roda incompleto pelas estradas até chegar à obra solicitada: algumas de suas peças são transportadas separadamente para que ele não tombe ou ande devagar demais. 

Ao todo, ele custa cerca de US$ 10 milhões.




Western Star Centipede, a supercarreta

Extreme trucking: 7 dos maiores caminhões do mundo 
(Fonte da imagem: Reprodução/The CTP)
  • Comprimento: 55 metros
  • Velocidade máxima: 64 km/h

A fabricante australiana Western Star é a responsável por caminhões ameaçadores, como esse modelo que usa seis carretas e 110 pneus. São 24 marchas ao todo, sendo duas de ré. O motor é da já citada Caterpillar e ele é usado para transportar materiais em minas de zinco.
Extreme trucking: 7 dos maiores caminhões do mundo 
(Fonte da imagem: Reprodução/The CTP)

Um sensor no painel do motorista avisa no caso de algum acidente com as últimas carretas do comboio, que não são visualizadas pelo retrovisor. Você teria coragem de ultrapassar um desses na estrada?


Fonte: 
LiebherrLandtrainIveco

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Ministro admite que pedágios estão 'um pouco elevados'



As tarifas de pedágio das rodovias que o governo começará a leiloar no próximo dia 18 estão "um pouco elevadas", disse ao Estado o ministro dos Transportes, César Borges. Serão de R$ 9,00 a R$ 11,00 a cada 100 km, segundo informou.
 
"Mas essas são as tarifas máximas, que esperamos que caiam", disse. "Houve leilões nos quais a redução foi de 20%, 30%, 40%." Ele reconheceu que, às vésperas do leilão, a discussão sobre os preços ao usuário vai mesmo esquentar. "Muita gente vai opinar, mas não vejo críticas específicas ao modelo." Em sua edição de ontem, o Estado informou que o governo vai duplicar 682,6 km de rodovias com recursos públicos, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e depois entregá-los aos concessionários.
 
Isso será feito para reduzir investimentos e, assim, baixar tarifas. Ainda assim, os preços fixados em edital são alvo de crítica de entidades que representam transportadores de carga.
 
"As tarifas não são só para cobrir os investimentos em duplicação", explicou o ministro.
"Existem os custos operacionais, que são substantivos." O governo vai exigir que o concessionário ofereça serviços como ambulâncias e guinchos com atendimento rápido, além de monitoramento das vias com câmera e itens de segurança. Há também parâmetros rigorosos para a manutenção e conservação das estradas.
 
Borges frisou que as duplicações realizadas com recursos do PAC não são um subsídio ao concessionário. "É um subsídio ao usuário, porque do contrário a tarifa seria ainda mais alta."
 
Mesmo as rodovias totalmente duplicadas com recursos públicos podem ser objeto de concessão, observou o ministro. É o caso, por exemplo, da Dutra. Nela, o concessionário oferece serviços ao usuário que o governo não teria condições de prestar. "O Dnit não poderia ter uma frota de ambulâncias e guinchos, isso não faria sentido." Além disso, comentou, a cobrança de pedágio foi a maneira encontrada para financiar o grande volume de investimentos necessários ao fortalecimento da logística do País.
 
"Ninguém cobra pedágio porque quer", disse. "Pior é não ter as rodovias, porque aí há perda de vidas humanas, os riscos à segurança por falta de duplicação." Na avaliação dele, a melhora na qualidade das rodovias reduz os custos de transportes e dos seguros, de forma que os pedágios "mais do que compensam" o custo provocado por estradas ruins.
 
Ameaça. Há estradas federais concedidas em que as tarifas são mais baixas, na faixa de R$ 2,00. "Mas os investimentos não aconteceram", observou Borges. Ele chegou a ameaçar cassar essas concessões pelo descumprimento do contrato. No entanto, na semana passada foi fechado um acerto sobre o cronograma de obras que, em tese, vai resolver o problema.
 
Segundo Borges, a pressão fez com que as concessionárias elevassem os investimentos, com exceção de uma: a Via Bahia, justamente no Estado que o ministro já governou. "Só tenho a lamentar, porque sou usuário", disse. "O que posso dizer é que estou apertando (a concessionária) como posso."
 
Fonte: O Estado de S. Paulo

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Brasil não tem sistema de logística 'compatível' com produção, diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (12) que o Brasil não possui um sistema de logística compatível com o volume de produção de mercadorias. Em cerimônia de inauguração de um duto de escoamento de etanol, em Ribeirão Preto, Dilma afirmou que o governo “faz um grande esforço” para melhorar as rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos do país.
“Nós estamos apostando muito que o Brasil precisa de uma nova logística. [...] Tenho desde o início do governo adotado medidas para enfrentar um dos grandes desafios do nosso país, que é expandir e modernizar a logística”, afirmou.
No discurso, a presidente citou a concessão para concessão de serviços de transporte. "O Brasil não tem um sistema ferroviário compatível com a sua produção. Estamos dando um passo ousado na busca de um sistema ferroviário e chegamos à fase de licitação. Essas licitações ocorrerão de agosto até abril."
Dilma disse que o governo vai expandir em 10 quilômetros em ferrovias e duplicar as estradas em 1,5 mil quilômetros. De acordo com ela, as os primeiros leilões de rodovias ocorrerão no dia 18 de agosto, e o segundo leilão será feito até dezembro.
A presidente também destacou as concessões de aeroportos e lembrou que o leilão dos aeroportos do Galeão (Rio de Janeiro) e Confins (Minas Gerais) será no dia 31 de outubro, data já anunciada pelo governo.
“Como o Brasil é um país de limites continentais também faremos grande esforço de investimentos em 270 aeroportos regionais.” A presidente também falou da importância de investimentos na estrutura hidroviária e disse que pretende transformar o rio Tietê em uma malha navegável.
Etanol
Dilma também afirmou que o governo continuará a investir na produção e transporte de etanol.
“Não podemos deixar de lembrar que também vamos fazer uma licitação do pré-sal. A gasolina e o etanol são dois combustíveis que mantém uma relação. Essa reserva gigantesca que é a reserva do campo de Libra é muito importante, mas ela não significa que vamos reduzir os investimentos em etanol”, disse.
Dilma lembrou que o Brasil enfrentou oposição ao iniciar o projeto de expansão da produção de etanol. Segundo ela, países estrangeiros divulgavam que haveria plantação de cana na Amazônia, o que não era verdade. “A distância de Ribeirão Preto para a Amazônia é a mesma de Lisboa para Moscou”, destacou.
De acordo com a presidente, hoje o etanol é reconhecido como um combustível “limpo”. “O etanol não compromete o meio-ambiente, ele poupa gases do efeito estufa na medida em que é um combustível limpo e renovável.”
Fonte: G1

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Produtores discutem soluções logísticas para escoamento da safra

Produtores discutem soluções logísticas para escoamento da safra

Representantes de MS, MT e PR reuniram-se na Famasul

Integrantes da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), e se secretários de estado e representantes do agronegócio de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná, reuniram-se na quinta-feira (1º), na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul), para debater soluções logísticas de escoamento da safra recorde de grãos.
Os estados representam mais de 50% da produção agrícola nacional — são os principais usuários do Porto de Paranaguá —, e unem forças para que obras de expansão do porto e de logística sejam incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O Porto de Paranaguá é o segundo mais utilizado para escoamento das matérias-primas sul-mato-grossenses, que exporta 30% da sua produção pelo Paranaguá. Entre 2012 e 2013, as exportações do Estado embarcadas no porto aumentaram 96%, saindo de 740,6 mil toneladas para 1,4 milhão de tonelada.
O superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino, informou que o porto vem adotando medidas para melhorar as condições de escoamento de grãos. "Nos últimos anos já realizamos projetos de melhorias das vias de acessos, ampliamos o pátio de triagem e, entre outras ações, adquirimos novos guindastes. Mas ainda há muito por ser feito."

Segundo o presidente do Sistema Famasul, Eduardo Riedel, os produtores buscam alternativas para melhora da competitividade. "A região sul do Estado concentra 71% da produção de milho safrinha. O Porto de Paranaguá é excelente alternativa de escoamento", salientou.
O evento contou com a presença do governador André Puccinelli (PMDB), que destacou a importância do diálogo para que o Estado continue a produzir de forma eficiente. "O governo precisa estar alinhado com o setor. Isso fará com que o custo de produção diminua", ressaltou.
Ferrovias
Também foi discutida no encontro a melhora das ferrovias do Estado. O governador defendeu que obras de logística sejam incluídas no PAC, em especial duas ferrovias que estão em estudo. Uma delas sai de Maracaju e passa por Dourados e Mundo Novo, chegando até Cascavel (PR). A outra é a Estrada de Ferro EF-267 — Pantanal, que entra por Aparecida do Taboado, passa por Três Lagoas e Dourados, e chega até Porto Murtinho. A primeira terá 350 quilômetros de extensão; a outra, 750 quilômetros.
A deficiência da BR 163, que liga os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Pará, também foi abordada na reunião.
 

FonteGabriel Kabad - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Petrobras terá base em Santos em 2014

A Petrobras terá no porto de Santos, já em 2014, pelo menos uma base logística para abastecer a exploração offshore da Bacia de Santos, onde está a maior fronteira do pré-sal. A estatal também investirá, inicialmente, R$ 77 milhões na construção do Centro de Pesquisa Tecnológica em Petróleo e Gás da Baixada Santista (Cenpeg-BS). As informações são do prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), que se reuniu com a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, esta semana no Rio de Janeiro. Procurada, a Petrobras não comentou o assunto.

Segundo Barbosa, até o fim do ano será lançada a licitação para construção de dois berços de atracação no porto de Santos para prestação de serviços à Bacia de Santos. A estimativa é que a estrutura, operada por quem vencer a licitação, esteja operacional no primeiro semestre de 2014.

De acordo com ele, Graça Foster disse que o projeto executivo do Cenpeg-BS será concluído neste ano. O início das obras está previsto para o primeiro trimestre de 2014. Será uma área de 30 mil metros quadrados cedida pela Prefeitura de Santos, dentro do parque tecnológico. O complexo terá ainda uma escola técnica de petróleo e gás. A cessão do terreno será oficializada em 60 dias, com a presença da executiva.

Originalmente, a Petrobras estava em negociações com a Aeronáutica para utilizar um terreno às margens do porto de Santos para sua base logística. Em setembro de 2012, durante evento em Santos, o então gerente da empresa, José Luiz Marcusso, disse que a Petrobras estava reavaliando o plano logístico para a Bacia de Santos.

Desde então, não se tinha uma visão clara se a região seria sede da logística futura de abastecimento da Bacia de Santos, a mais promissora do país. Hoje as plataformas são atendidas a partir de instalações no Rio de Janeiro e do aeroporto de Itanhaém (SP), mas com o aumento da produção a empresa precisará de novas instalações.

"Essa modelagem de contratação de serviços de terceiros não é só para Santos, mas para outros locais também. Esse é o modelo de negócios de melhor resultado para a empresa", disse Barbosa, questionado sobre a explicação dada pela Petrobras para mudar o projeto original da base.

O prefeito deixou claro que a estatal tende a procurar outras áreas de apoio offshore em Santos conforme a demanda da Bacia aumentar. "A presidente garantiu que novos investimentos serão feitos na região."
Fonte:  Valor Econômico/Fernanda Pires

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Logística e modernização: elementos fundamentais para a distribuição no Brasil


O setor de distribuição viveu muitos anos sob a cultura de que logística eficiente é aquela que coloca mais rapidamente os veículos na rua para entrega. Isso porque o perfil da carga era composto basicamente de caixas fechadas ou embalagens de fácil identificação e manuseio. A distribuição era toda focada no produto, não havendo preocupação específica com o processo. Na rua, os motoristas e seus ajudantes separavam os pedidos na porta do cliente, localizando os produtos da nota fiscal em meio à carga.
Nos últimos anos, o Brasil passou por diversas mudanças econômicas que fizeram com que o mercado distribuidor alterasse o seu comportamento, assim como o perfil de carga. Os pedidos passaram a ser menores e mais frequentes, provocando o que chamamos de “fracionamento” da carga, ou seja, embalagens de menor volume e em menores quantidades.

Este novo perfil de operação tornou impraticável o processo logístico utilizado até então, pois localizar e montar os pedidos na porta dos clientes passou a ser muito mais demorado e sujeito a erros. Sem falar nos riscos que antes não eram tão comuns quanto hoje, como: roubo de carga, avaria de produtos durante a manipulação e a péssima qualidade da entrega sob o olhar do cliente.

O nível de exigência das indústrias é outro ponto que contribui para a modernização do setor. Hoje, a indústria valoriza o distribuidor que vai para rua com todas as entregas embaladas, conferidas (eletronicamente), identificadas e organizadas pela ordem de entrega. Isso certamente representa um esforço e tempo internos maiores dos distribuidores, porém, o trabalho é revertido em qualidade e eficiência do serviço externo.

Para que tudo ocorra de forma ágil e segura, todo o processo é integrado a sistemas logísticos inteligentes, que garantem maior controle e consolidação do trabalho de distribuição, reunindo os diferentes volumes (fracionados e caixas) antes do embarque.

Com isso, o veículo sairá com as entregas perfeitamente organizadas e identificadas, dobrando a produtividade, reduzindo drasticamente erros e avarias e multiplicando a qualidade de serviço percebida pelo cliente.

Para efetivar tais processos é preciso respeitar as instalações físicas da empresa, tipo de produto, perfil de equipe e frota. Para cada cenário há diferentes soluções tecnológicas e logísticas. Tudo é uma questão de encontrar o modelo adequado às necessidades de cada distribuidor.

Desta forma, todos os investimentos serão focados no aprimoramento do processo logístico e a modernização do setor de distribuição. Tais elementos, em perfeita sintonia, só poderão resultar em operações bem sucedidas e a constante profissionalização do setor.


Fonte: Rafael Rojas Filho - é diretor da Target Sistemas

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A nova lei do caminhoneiro



Os motoristas autônomos e de transportadoras gaúchas são contrários à nova lei do caminhoneiro, pois, devido à distância dos grandes centros de consumo, a jornada de 8 horas de trabalho vai obrigá-los a parar no retorno perto de suas casas, dormir na boleia e aumentar os gastos, além de ficarem parados durante 11 horas em locais inseguros sob pena de serem multados e perderem a carteira, escreve o presidente do Sinplast, Edilson Deitos. E pergunta: será que seus criadores realizaram o percurso, pararam no meio do caminho durante 11 horas, pernoitaram no carro em um pátio de posto de beira de estrada e usufruíram das instalações sanitárias, estando a menos de 4 horas do local de destino, antes de aprovar a lei?


O aumento do frete

O maior prejudicado com a lei dos motoristas, segundo o presidente do Sinplast, será a indústria gaúcha (a plástica incluída) devido ao aumento de custo do frete, estimado em mais de 30%. No Brasil, este aumento será de 14%, ou R$ 28 bilhões para 2013, ano em que o governo está preocupado com a inflação.

Fonte: Jornal do Comércio



sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Veja onde encontrar o diesel mais barato do país



Se você está querendo saber onde estão localizados os postos com o melhor preço de diesel, nós mostraremos onde é possível abastecer o tanque do seu caminhão, com uma economia significativa no final do mês.


Os postos de combustíveis da Rodovia Fernão Dias (BR-381), no trecho que corta o Estado de São Paulo, são os que oferecem a melhor opção para encher o tanque com óleo diesel do Brasil, segundo levantamento do Índice de Preços Ticket Car (IPTC). Na rodovia, o combustível custa em média, a R$ 1,93 por litro.

Já, nas rodovias do Mato Grosso, o levantamento aponta as opções mais caras para o abastecimento. Na BR-163, que corta o Estado, o desembolso custa, em média, R$ 2,28 por litro. Nos limites urbanos, o óleo diesel pode ser encontrado pelo menor preço na Bahia: em média R$ 2,00 o litro, seguido por Paraíba e São Paulo.

Postos na rodovia que liga Minas a São Paulo comercializam o combustível com o preço médio por litro.

Fonte: Portal Transporta Brasil, Pesquisa referente ao primeiro semestre de 2012.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Brado Logística se instala em Ponta Grossa e deve gerar 45 postos de trabalho

    

A Brado Logística, empresa criada pela América Latina Logística (ALL) em sociedade com a Standard Logística, e que já opera em vários estados brasileiros, está em fase de instalação de um terminal para transporte de contêineres em Ponta Grossa. A informação é da assessora de comunicação da ALL, Deise Silveira, que visitou ontem a redação do Jornal da Manhã para apresentar o novo gerente da Unidade da empresa em Ponta Grossa, Ghislei Marcelo Bozachi.

De acordo com Bozachi, morador no Cará-Cará, região onde a Brado está se instalando, as obras do terminal devem ser concluídas em 2013, com geração de 45 empregos. O terminal é interligada ao pátio ferroviário da ALL e a estimativa é de que sejam transportados pela nova estrutura 50 vagões por dia, em direção ao Porto de Paranaguá.

Fonte: Jornal da Manhã


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Cocamar investe R$ 50 mi em logística na região de Londrina


Cooperativa planeja novas lojas de atendimento, armazéns, reforma das unidades existentes e rede de postos de combustíveis
 Até meados do ano que vem, a Cocamar Cooperativa Agroindustrial deve investir cerca de R$ 50 milhões em logística na região de Londrina. Entre os investimentos previstos no Município estão um novo escritório de atendimento ao cooperado – já em funcionamento –, um posto de combustíveis e uma estrutura de recebimento de grãos na Warta. Outras estruturas do tipo estão previstas para Primeiro de Maio, Ibiporã, Cambé e na BR- 369, entre Arapongas e Apucarana.


Segundo o presidente da Cocamar, Luiz Lourenço, a cooperativa vai investir também em lojas de atendimento, na reforma das unidades já existentes e na instalação de uma rede de postos de combustíveis em várias cidades. “Nós vamos fortalecer nosso associado na região. Nosso objetivo é dar mais condições para seu trabalho”, afirmou. Segundo ele, nas safras anteriores, o cooperado só não produziu mais porque não havia estrutura para receber a produção. “Não tínhamos armazéns, secadores e as estruturas necessárias. Os caminhões ficavam estacionados na beira da rodovia porque não havia fluxo hábil para atendê-los”, explica. De acordo com ele, as antigas instalações da Corol estavam defasadas. A Cocamar assumiu a Corol há cerca de um ano.

A expectativa é que as estruturas de recebimento estejam prontas até o final da safra de milho, em maio ou junho. “Vamos fazer o possível para, em algumas áreas, os armazéns estejam prontos na safra de soja”, conta. Mas para a safra 2013-2014, ele garante que já estarão em pleno funcionamento. Já a rede de postos será mais rápida. Esta semana, já entrou em funcionamento o primeiro, com a bandeira Ipiranga, em Rolândia. O próximo será em Tamarana, com previsão de inauguração no dia 19. Estão programados outros em Santa Cecília do Pavão, São Jerônimo da Serra e São Sebastião da Amoreira. “Em Londrina só não abrimos ainda por questões burocráticas. Temos que resolver alguma papelada ainda com a ANP, Prefeitura e Bombeiros. Janeiro ou fevereiro, no máximo, estará em funcionamento”, explicou.

Lourenço disse também que a cooperativa pretende entrar em negociação para adquirir a estrutura onde está instalada em Londrina – e que foi arrendada em 2010.

“Queremos construir uma nova Cocamar aqui na região”, disse. Segundo ele, “a receptividade dos produtores e da comunidade de Londrina tem sido grande”. Com aproximadamente 11 mil associados, dos quais cerca de 5 mil são da região de Londrina, a Cocamar prevê faturar R$ 2,2 bilhões em 2012 – um crescimento de 20% sobre os R$ 2 bilhões de 2011.

Para o superintendente da Ocepar, Nelson Costa, os investimentos da Cocamar estão dentro das demandas das cooperativas de modo geral. “As cooperativas paranaenses estão buscando dois pontos básicos: agregar valor ao produto, com agroindustrialização; e na logística – que envolve desde armazéns para recepção até transporte e escoamento da produção para o exterior”, explicou. Segundo ele, as cooperativas investiram cerca de R$ 1 bilhão por ano, nos últimos cinco anos, nestes dois setores. “Hoje, a cooperativa tem que atuar como empresa, fazer investimentos e buscar crescimento”, afirmou.


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